31 de jul. de 2009

Vídeo Índio Brasil acontece em agosto na Capital

O Pontão de Cultura Guaicuru realizará o Vídeo Índio Brasil 2009 no período de 10 a 16 de agosto que contará produções de cineastas de todo o Brasil com produções indígenas e não indígenas de curta, média e longa-metragem interessados em compor a programação do evento.que promove a reflexão e o debate sobre como os povos indígenas são tratados nos conteúdos audiovisuais produzidos no país e busca valorizar e instrumentalizar as iniciativas que possibilitem melhor conhecimento do patrimônio indígena, além de contribuir para criar uma nova perspectiva cultural que fortaleça as relações entre índios e não-índios.

A segunda edição pretende repetir o sucesso do ano passado com mostra de filmes,debates, oficinas de produção audiovisual indígena, exposição fotográfica e seminário em Campo Grande, Corumbá, Dourados, Caarapó, Sidrolândia e Bonito, em Mato Grosso do Sul, como forma de estímulo a expressão cultural da segunda maior população indígena do Brasil e a sua difusão para a população local e para o restante do País.

Países Amazônicos preparam políticas de proteção aos Conhecimentos Tradicionais dos Povos Indígenas

India Karota: anciã centenária da etnia Waiãpi do Amapá
Foto: Chico Terra
Ministros e autoridades governamentais dos oito países que integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) - Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela – se reunirão entre os dias 4 e 6 de agosto, em Paramaribo, capital do Suriname, para trocar experiências governamentais, desafios práticos e promover ações conjuntas de proteção aos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas e outras comunidades tribais da Amazônia.
A Oficina Regional Amazônia sobre Conhecimentos Tradicionais dos Povos Indígenas e Outras Comunidades Tribais será realizada com o apoio do governo do Suriname, anfitrião do evento. A partir do encontro, a Secretaria Permanente da OTCA (SP/OTCA) espera obter recomendações para uma Agenda Regional Indígena de contemple ações de conservação e proteção aos conhecimentos ancestrais desses povos.

A Oficina foi programada em cumprimento ao mandato recebido pela Organização dos Ministros e demais autoridades que estiveram presentes na I Reunião Regional de Autoridades Governamentais de Assuntos Indígenas da OTCA, ocorrida em setembro de 2008, em Georgetown (Guiana), onde se definiram os temas prioritários às atividades da SP/OTCA.

A Agenda Regional Indígena está em fase de elaboração e funcionará como um guia para a SP/OTCA com ações de curto, médio e longo prazo, oferecendo ferramentas aos países amazônicos para uma política pública comum que garanta a proteção e valorização do conhecimento ancestral, com a consequente melhora da qualidade de vida das populações que vivem na região.

O processo de elaboração dessa agenda de atividades ocorre com a participação ativa nos eventos da OTCA de outros setores relevantes regionalmente, como a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), Parlamento Amazônico (Parlamáz) e Associação de Universidades Amazônicas (Unamaz).

Além do mandato recebido pela OTCA para priorizar Conhecimentos Tradicionais dos Povos da Amazônia na pauta indígena, a Organização vem trabalhando outros temas da Agenda Regional em cumprimento ao estabelecido no Relatório de Georgetown: Proteção aos Indígenas Isolados e/ou em Contato Inicial; e Terras e Territórios Indígenas.

Desafios

Na Amazônia existem 420 povos indígenas, número que traduz a diversidade cultural da região. Só no Brasil, o número de idiomas e dialetos indígenas pode chegar a 180 mil, segundo dados da Fundação Nacional do Índio (Funai). De acordo com o coordenador de Assuntos Indígenas da OTCA, Jan Fernando Tawjoeram, trabalhar com a valorização e proteção de Conhecimentos Tradicionais é um tema bastante delicado, pois envolve todo um setor industrial que produz medicamentos, cosméticos e outros produtos com base nesse conhecimento ancestral e na matéria-prima da floresta, sem, no entanto, melhorar a vida das comunidades locais.

No encontro dos Países Membros para tratar o tema, a OTCA espera chegar a entendimento consensual sobre quais aspectos da cultura indígena as nações amazônicas devem entender por Conhecimentos Tradicionais. A Oficina também servirá para que os países troquem experiências sobre políticas de proteção aos conhecimentos tradicionais indígenas já implementadas por seus governos. Cabe destacar que a OTCA, nos últimos anos, desenvolveu uma série de programas e iniciativas dentro do contexto de Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais, que terá grande aproveitamento para o tema que será discutido em Paramaribo.

Sobre a OTCA

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) é um organismo intergovernamental que reúne os oito países que compartilham a região amazônica: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Com sede permanente em Brasília (Brasil), a Secretaria Permanente da OTCA foi estabelecida em dezembro de 2002 para implementar os objetivos do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), assinado pelos países em 1978 com o objetivo de promover ações conjuntas para o desenvolvimento harmônico da Bacia Amazônica. Os Países Membros assumiram à época o compromisso comum com a preservação do meio ambiente e o uso racional dos recursos naturais da Amazônia.

A OTCA concentra suas atividades em cinco coordenações: Meio Ambiente; Saúde; Assuntos Indígenas; Ciência, Tecnologia e Educação; e Transporte, Infraestrutura, Comunicação e Turismo. Hoje, a SP/OTCA é dirigida pelo Embaixador Manuel Picasso, atual Secretário Geral. A OTCA tem a convicção que a Amazônia, por possuir um dos mais ricos patrimônios naturais do planeta, é estratégica para impulsionar o futuro desenvolvimento dos Países Membros: um patrimônio que deve ser preservado e promovido, em consonância com os princípios de desenvolvimento sustentável.
Fonte: www.otca.info

Entrevista com Gersem Baniwa

Entrevista com Gersem Baniwa, realizada em 2008 através do programa "Trilhas de Conhecimento o ensino superior de indígenas no Brasil" do Museu Nacional.

Governo lança Território da Cidadania Indígena na Raposa Serra do Sol

Agência Brasil

O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira o secretário nacional do desenvolvimento territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Humberto Oliveira, e o coordenador executivo do comitê gestor do governo federal em Roraima, José Nagib Lima,
partiram no início da tarde de hoje (26) para as Terras Indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos (RR) para o lançamento do Território da Cidadania Indígena. O objetivo do programa é trabalhar o desenvolvimento sustentável da região, levando em conta as características dos indígenas. Nosso maior desafio é construir com essas comunidades um programa de agrodesenvolvimento. Para isso, tem que ouvi-las, elas têm que colocar as necessidades num papel, para o governo federal entrar com todo o aporte logístico para poder garantir essas políticas. Elas passam pelo campo da cultura, da educação e do d esenvolvimentosocioeconômico, afirmou Nagib Lima.
Ele disse que o governo federal está cumprindo o que foi determinado no processo de homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Mas ressaltou que todas as ações serão debatidas na região, que receberá ainda neste ano cerca de R$ 22 milhões em investimentos. O Território da Cidadania Indígena na Raposa Serra do Sol e em São Marcos vai alcançar uma área de mais de 23 mil quilômetros quadrados, abrangendo três municípi os: Normandia,Pacaraima e Uiramutã. A população total do território é de quase 23 mil habitantes, sendo que 16 mil vivem na área rural.

Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...