1 de nov. de 2010

Ministro discorda do veto a livro de Monteiro Lobato
Titular da Igualdade Racial aprova, porém, sugestão de inserir na obra uma nota "crítica" sobre seu contexto 

Veto à distribuição de "Caçadas de Pedrinho" a alunos foi sugerida por conselho de educação sob alegação de racismo

ANGELA PINHO
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
O ministro da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, afirmou que discorda do veto à distribuição em escolas públicas do livro "Caçadas de Pedrinho" (1933), de Monteiro Lobato (1882-1948).
A medida foi sugerida em parecer do CNE (Conselho Nacional de Educação) sob a alegação de que a obra é racista -na abordagem da personagem Tia Nastácia-, como revelou a Folha.
Ele disse considerar um equívoco não distribuir a obra de um autor importante, mas concorda, por por outro lado, com a sugestão do órgão de que seja inserida nota "crítica" sobre o contexto em que ela foi escrita.
Defende que a medida seja estendida a todas as obras infantis que tenham o que considera o mesmo problema.
O parecer ainda tem de ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, para entrar em vigor. Ele não quis se pronunciar ontem, mas a Folha apurou que não deve concordar com o veto, mas pode aceitar a ideia da nota explicativa.
Para o ministro Araújo, essa nota deve ser redigida de forma a atrair a leitura da criança. "Se fizer um texto rebatendo, mas como uma bula de farmácia, quem lê?"
Ele afirma concordar com o parecer quanto à avaliação de que há racismo nos livros de Lobato e diz que uma leitura sem crítica do texto acaba minando a autoestima das crianças negras.
Especialistas na obra do escritor discordam do parecer. Dizem que o tratamento do negro nela pode, justamente, servir de ponto de partida para debater o tema.
"Aquele Brasil do Lobato era outro. Há pessoas que fumam, matam onça, caçam passarinho, meninas que não vão à escola", afirma Cilza Bignotto, professora da Facamp e autora de dissertação de doutorado sobre o autor pela Unicamp. "É bom para que os alunos entendam o Brasil em que vivem hoje."
Cilza discorda tanto da supressão do livro nas escolas quanto na inserção de nota explicativa. "A editora vai botar explicações sobre tudo [racismo, machismo, fumo]? E quem fará as explicações? Sobre quais trechos?"
Márcia Camargos, também especialista em Lobato, classifica como "censura" a iniciativa do CNE.
As normas sobre as relações raciais, citadas no parecer, "deveriam servir para incentivar o debate em sala de aula, e não para encobrir temas tidos como delicados", disse em nota distribuída pela Editora Globo, que publica "Caçadas de Pedrinho".
A ABL (Academia Brasileira de Letras) decidiu discutir o parecer do CNE na próxima reunião, na quinta, para uma eventual manifestação.
Brasil tem mais de 70 grupos indígenas isolados, aponta Funai
Tribos (sic)  vivem sem contato com o 'homem branco'. Órgão trabalha para demarcar reservas sem contatá-los
O Brasil tem 76 grupos indígenas vivendo em situação de isolamento ou contatados pela primeira vez recentemente. Ao menos 28 tribos isoladas já foram confirmadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai), mas o órgão ainda estuda mais de 40 pontos em que há possibilidade de encontrar povos isolados.

A informação é do historiador Elias Bigio, responsável pela Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Funai, que apresentou nesta quarta-feira (27), em São Paulo, a versão mais atualizada do mapa que indica a localização dos isolados.

Todos os grupos isolados estudados pela Funai ficam em estados da Amazônia Legal, exceto o povo Avá-canoeiro, cujo isolamento em uma área de Goiás, ao norte de Brasília (DF), ainda é investigado.

Segundo Bigio, 6 povos foram contatados pela primeira vez recentemente. É o caso dos Piripikura, em Mato Grosso, dos Akunt'su e dos Kanoê, em Rondônia, dos Korubo e dos Suruwaha, no Amazonas, e dos Zoé, no Pará.

Apesar da confirmação desses povos, desde a década de 1980 a política da Funai é de não fazer mais contato com tribos isoladas, ao contrário do que ocorreu em toda a história brasileira. "Há povos que não querem contato ou só querem poucos recursos. Hoje o trabalho é de identificação, sendo que é possível demarcar uma terra indígena sem contatar as tribos", diz Bigio.

Memórias sertanistas

Elias Bigio veio a São Paulo para prestigiar um encontro tido como histórico por organizadores e participantes. Trata-se da reunião, na capital paulista, de sertanistas que vivem há anos em diversas áreas da Amazônia e se aventuram em expedições que duram dias no meio da selva, trabalhando na linha de frente para tentar compreender a geografia e a cultura dos índios isolados.

O encontro Memórias Sertanistas celebra 100 anos de indigenismo no Brasil, cujo marco inaugural foi a criação do Serviço de Proteção do Índio e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPI), em 1910. A instituição foi extina em 1967, com a criação da Funai.

Para relembrar algumas histórias de contatos com indígenas, o evento reúne sertanistas como Afonso Alves da Silva e José Carlos Meirelles, que já chegaram a ser atacados com arco e flecha, e antropólogos como Betty Mindlin, Carmem Junqueira e Mércio Gomes, ex-presidente da Funai. A programação gratuita segue até o fim desta quinta-feira (28) no Sesc Consolação.

GloboAmazônia

Aldea Ty Global Indígena Avá Guarani del Oco'y, "Tava Guasu Avá Guarani Retã".

Aldea Ty Global Indígena Avá Guarani del Oco'y, "Tava Guasu Avá Guarani Retã".
Brasil - Paraguay – Argentina – Uruguay.

Oscip Guarany, Trabajo en Ejecución de los Ava Guarani en la Región Oeste del Paraná,
Triple Frontera y MERCOSUR.

Foz de Yguasú, 01 novembro de 2010
OSCIP GUARANY
 
DIVULGA NO EXTERIOR em Ytusaingo - Corrientes - Argentina o Lancamiento do Dicionario Audio-Visual da Língua Guarani do Mercosul apresentada em Curitiba e agradece aos patrocinadores: SESI/PARANÁ / CARTEIRA INDIGENA E AOS APOIADORES NA CONCRETIZACAO DESTE GRANDE SONHO: ANINPA, ARPINSUL, FUNDACEN, AAJBC, PNUD, SODETEC, PREFEITURA DE CURITIBA, ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI DE ASUNCIÓN - PARAGUAY E A REGIONAL DE ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI DE YTUSAINGO - CORRRIENTES - ARGENTINA pelo apoio incondincional na realizaçao deste grande OBRA.
 
LANZAMIENTO DEL DICCIONARIO GUARANI AUDIO VISUAL DE LA 
NORMA GRAMATICAL GUARANI DE LA LENGUA DEL MERCOSUR.
       SITE: www.dicionarioguarani.com
Los Ava Guarani de la Triple Frontera (BR - PY – AR), envia su representante legal, Antonio Cabrera (Tupã Ñemboáguervijú), Vice-Presidente de la Organización OSCIP GUARANY para participar como EXPOSITOR del GRAN EVENTO en Corrientes, Ytusaingo, Argentina y aprovechar la presencia de todos para solicitar al PARLAMENTO DE MERCOSUR la CREACIÓN DE UN DECRETO para la Legalización y Normatización del Idioma Guarani con la Ortografia Unificada en los 4 países miembros báse: Paraguay – Brasil – Argentina – Uruguay y su reconocimiento legal como PATRIMONIO CULTURAL DEL MERCOSUR y para presentar el PROYECTO: DICCIONARIO GUARANI DE LA LENGUA DEL MERCOSUR (Ortografia Unificada), “YA HABLAMOS GUARANI” - Jardin Botánico de Curitiba/PR, de 28/10 a 02/11/2010.
Movimiento Indigena Avá Guaraní:

Nosotros Podemos “Táva Guasu Avá Guarani Retã” Trinacional (BR-PY-AR):
08 Maneras de Cambiar al Mundo – Objetivos de Desarrollo del Milénio:
Rumbo a un Mundo Mejor y de Calidad. Fraternidad, Amor y Perdón!
Atenciosamente;
 
Antonio Cabrera
Vice-Presidente da Oscip Guarany  
 
 
SÃO AS TRAPAÇAS DA SORTE
[Por Daniel Munduruku]

A eleição presidencial confirmou a lógica. Aconteceu como havia de acontecer mesmo com o segundo turno trazendo à tona baixarias e outros lagartos. O Brasil continua na direção estabelecida nos últimos oito anos. O que há de ser, não se sabe. Sabemos o que já está à mostra e que pode ser bom para uns e ruim para outros. São as trapaças da sorte, diria o poeta.
Essas “trapaças da sorte” são privilégios que alguns setores acabam recebendo em detrimento de outros. Tudo dependendo, é claro do ponto de vista. Vale lembrar que “o ponto de vista é apenas a vista de um ponto”. Cito algumas delas:
Trapaças da sorte são políticas que privilegiam o desenvolvimento do país a qualquer preço ao custo da destruição do meio ambiente e das pessoas e comunidades que dele dependem para sua sobrevivência.
São as políticas de inclusão social que doam dinheiro às pessoas e não as educam para a autonomia cidadã, tais como as diferentes bolsas distribuídas às famílias.
São as políticas culturais que dão significativas importâncias às manifestações populares e lhes oferecem empoderamento capaz de elevá-las a status de arte.
São as políticas de cotas que privilegiam jovens negros e indígenas, mas que deixam parte da população empobrecida fora das universidades. Estes jovens privilegiados precisam ser cobrados pela oportunidade que lhes é oferecida para que não pensem que são melhores que os outros.
São as políticas de educação que oferecem qualidade duvidosa aos estudantes criando a impressão de que nunca sairemos da categoria de terceiro mundo, alienados e inglórios.
São as políticas de formação para o trabalho que gera trabalhadores em série, mas formam poucos para exercerem função política transformadora.
São os programas sociais que não oferecem o mínimo de qualidade de vida para a maioria da população que ainda vive sem saneamento básico ou água tratada.
São os sistemas de saúde que continuam ignorando as necessidades da população atuando apenas como agente de combate à doença e não como promotores da saúde das pessoas.
Haveria outras tantas a serem citadas. Elas estão presentes em todos os níveis de poder. Não falamos da corrupção dos poderes e da reforma política necessária e urgente; do atendimento às crianças e jovens. Nada dissemos sobre o descompromisso com as pessoas idosas ou com deficiências. Não tocamos no desenvolvimento sustentável contra a política de expansão predatória. Apenas lembramos que não se pode abusar das “trapaças da sorte”.
É certo que a nova presidenta terá à sua frente o desafio de tornar o país transparente e voltado para sua população criando políticas em que as pessoas não sejam vítimas destas trapaças que a sorte oferece. Seria bom que nossa população recebesse a sorte de ser educada nos princípios da ética do empoderamento: cada ser humano agindo conforme sua consciência e não movido por interesses na manutenção de um status conseguido graças as “trapaças da sorte”.
Pense nisso.

III SEMINÁRIO NACIONAL DE ESTUDOS DE HISTÓRIA E CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E INDÍGENAS (Campina Grande/PB 16 a 19/11)

Comentário DM:
Segue um interessante evento que tratará a questão indígena no contexto da lei 11.465. Embora não trate diretamente da lei, o conteúdo parecer ser útil para os que trabalham questões ligadas a esta temática.
A lamentar somente a falta de intelectuais indígenas nas mesas de exposições. Também não há, aqui, nenhuma ementa sobre o evento. Outras informações no site abaixo:
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Programação


16 DE NOVEMBRO DE 2010 (TERÇA-FEIRA)
Endereço: Rua Antônio Guedes de Andrade 190
Catolé – Campina Grande (CEDUC I)
08:30 às 11:30 – Credenciamento
Grupo de Capoeira com Aldo Morcego
Exposição: África Inspiração
Pintor: Leonardo Pontes
Exposição Fotográfica
Profa. Dra. Lúcia de Fátima Júlio (disponível durante todo o evento)
Exposição de Arte em Isopor
Tiago Herculano da Silva (disponível durante todo o evento)
14:00 às 18:00 - Oficinas
18:30 às 19:00 - Solenidade de abertura 
Apresentação da Banda Filarmônica
19:30 - Conferência de abertura: Lei federal 10.639/03: os desafios da promoção de igualdade racial na educação.
Conferencista: Prof. Dr. Paulino de Jesus Fragoso (UDESC)
Coordenadora: Profa. Dranda. Margareth Maria de Melo (UEPB/UERJ)

17 DE NOVEMBRO DE 2010 (QUARTA-FEIRA)
08:00 às 08:30 - Grupo África Brasil (coordenação: Lucia de Fátima Júlio)
08:30 às 10:00 - Palestra: A educação para inter-relação étnico religiosa: em busca da tolerância e da paz
Palestrante: Dom José Maria Pires
Coordenador: Prof. Dr. José Benjamin Pereira Filho (UEPB)
10:30 às12:00 - Mesa-redonda: Diálogo entre culturas: perspectivas para pensar a educação afro-brasileira e indígena
Profa. Dra. Rita Gomes do Nascimento (CNE/CEBE/CNPC)
Profa. Dra. Mirian de Albquerque Aquino (UFPB)
Prof. Dr. Elio Chaves Flores (UFPB)
Profa. Doutoranda. Ivonildes da Silva Fonseca (UEPB)
Prof. Msc. José Pereira Júnior (UEPB/UFCG) (mediador)
14:00 às 16:00 - Espaços de diálogo
16:15 às 18:15 - Minicursos
18:30 - Apresentação Voz e Violão com Juliana Soares
18:30 às 20:30 – Minicursos Noturnos
19:30 - Mesa-redonda: O ensino da história e cultura africana e afro-brasileira na escola: modos e formas de inclusão
Profa. Dra. Rosilda Alves Bezerra (UEPB) (mediadora)
Prof. Dr. Paulo Vinicius Batista da Silva (UFPR/ANPED)
Prof. Dr. Jocélio Teles dos Santos (UFBA/CEAO)
Prof. Dr. Luiz Tomás Domingos (UFPB)
Prof. Dr. Waldeci Ferreira Chagas (UEPB)

18 DE NOVEMBRO DE 2010 (QUINTA-FEIRA)
08:00 às 08:30 - Apresentação do Grupo Maracagrande
08:30 às 10:00 - Painel: A diversidade cultural na escola: o lugar dos afro-brasileiros e indígenas
Profa. Msc. Maria Gudmar dos Santos (Fórum da Diversidade Etnicorracial)
Sra. Eliane Bento da Silva (Comunidade do Matias) Caboclinho
Profa. Msc. Maria do Socorro Pimentel (MNU-PB)
Profa. Dra. Lúcia de Fátima Júlio (Secretaria de Educação de Alagoa Grande)
Profa. Maria Luiza Inácio Pereira (MNU-PB)
Prof. Msndo Euclides Ferreira da Costa (Centro de Cultura Zumbi dos Palmares/UFPE)
Profa. Dranda Margareth Maria de Melo (UEPB/UERJ) (mediadora)
10:30 às 12:00 Mesa-Redonda: Experiências quilombolas, indígenas e de terreiro: educação, religiosidade e políticas públicas
Sra. Mãe Renilda Yá Doné de Oxossi (Ilé Tata do Axé/FICAMB)
Profa. Dra. Elizabeth Christina de Andrade Lima (UFCG)
Prof. Dr. José Antonio Novaes da Silva (UFPB)
Profa. Dra. Maria Lindaci Gomes de Souza (UEPB) (mediadora)
14:00 às 16:00 - Espaços de diálogo
16:15 às 18:15 - Minicursos
18:30 – Voz e violão com Ari Rodrigues e Edvânia Aguiar
18:30 às 20:30 – Mini cursos Noturnos
19:30 Mesa-Redonda: A lei 10.639 e a história e cultura afro-brasileira e africana na educação
Profa. Dra. Vanda Lúcia Praxedes (UFMG)
Profa. Dra. Dayse Cabral Moura (UFPE)
Prof. Dr. Amauri Mendes Pereira (UEZO)
Prof. Dr. Luciano Mendonça (UFCG)
Prof. Dr. Jomar Ricardo da Silva (UEPB) (mediador)
19 DE NOVEMBRO DE 2010 (SEXTA-FEIRA)
08:00 às 08:30 - Cerimônia do Toré com as Comadres da Aldéia
Lagoa do Mato
08:30 às 10:00 Palestra: Povos indígenas: o direito ao reconhecimento as diferenças.
Palestrante: Prof. Dr. Edson Hely Silva (UFPE)
Coordenador: Prof. Dr. Josemir Camilo de Melo (UEPB)
10:30 às 12:00 - Mesa-redonda: Educação escolar indígena: dilemas e perspectivas
Profa. Dra. Mercia Rejane Rangel Batista (UFCG)
Profa. Dranda Hellen Cristina Picanço Simas (FEPEAM/UFPB)
Prof. Dr. Renato Monteiro Athias (UFPE)
Profa. Dra. Maria Luiza Fernandes (UFCG)
Profa. Dra. Juciene Ricarte Apolinário (UFCG) (mediadora)
14:00 às 16:00 Espaços de diálogo
16:15 às 18:15 Minicursos
18:30 às 20:30 - Minicursos Noturnos
18:30 - Grupo de Teatro e capoeira Virgínia Passos
* Maiores informações:
contato@neabiuepb.com.br

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...