17 de abr. de 2010

MPF tem mais de 160 investigações sobre violações aos direitos dos índios em Rondônia


Órgão quer garantir aos índios direitos fundamentais, como saúde, educação, registro civil, preservação cultural, terras tradicionais, compensações ambientais, entre outros.
Porto Velho (RO), 17.04.2010 – O Dia do Índio, lembrado na próxima segunda-feira, 19 de abril, motivou o Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia a divulgar suas ações na defesa dos 54 povos que vivem no estado. O órgão relata que atualmente sua atuação nas questões indígenas resulta em mais 160 inquéritos civis públicos (investigações) que estão em andamento, além de ações civis públicas e recomendações expedidas a órgãos públicos para garantir direitos fundamentais, como saúde, educação, registro civil, preservação cultural, terras tradicionais, compensações ambientais, entre outros.
Na área de educação, uma das conquistas recentes dos povos indígenas de todo o estado foi a elaboração conjunta de uma minuta do projeto de lei para criação da carreira pública de professor indígena. A minuta foi entregue em 15 de março ao Governo do Estado para ser enviada à Assembléia Legislativa como projeto de lei. O MPF foi um incentivador da elaboração da proposta e articulou povos indígenas, diversas instituições públicas e entidades da sociedade civil organizada. Se aprovado o futuro projeto de lei, o professor terá que ser indígena, aprovado em concurso público com provas de conteúdo específico. Construção de escolas indígenas, prestação de contas de convênios e de merenda escolar e formação de professores indígenas são outros assuntos acompanhados pelo MPF.
Cultura
A preservação da identidade cultural também tem acompanhamento pelo MPF. Um provimento do Tribunal de Justiça de Rondônia, em outubro do ano passado, atendeu ao pedido do MPF para garantir emissão de certidões de nascimento e óbito para indígenas em suas línguas tradicionais. Mas ainda há cartórios que se recusam a fazer o registro civil dos índios. Estes são casos em que o MPF atua para garantir o direito dos povos indígenas em preservar suas tradições e costumes, considerando que o nome é parte essencial da cultura de qualquer povo.
Segundo o MPF, o atendimento à saúde dos índios é um dos pontos críticos. Por isto há acompanhamentos específicos sobre prestação de atendimento pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), rede pública, vistoria em Casas de Saúde do Índio (Casai) e fornecimento de medicamentos.
Os inquéritos civis públicos em curso no MPF também tratam sobre demarcação de terras indígenas, revisão de limites, fiscalização por parte da Fundação Nacional do Índio (Funai), extração de madeira, mineração, caça e pesca predatória, entre outros. Além disto, houve coordenação de operações visando o combate à exploração ilegal de madeira em terras indígenas, em especial nas áreas Sete de Setembro e Igarapé Loudes.
As investigações são também sobre compensações ambientais de empreendimentos que afetam terras indígenas, como as hidrelétricas do Madeira. O conflito entre índios Cinta-Larga e garimpeiros e pesquisa mineral na terra indígena Roosevelt também são alvos de investigação.
Em campo
Os três procuradores que atuam na defesa dos povos indígenas de Rondônia – Reginaldo Trindade, Lucyana Pepe e Daniel Fontenele – fizeram centenas de encontros e reuniões desde o começo de 2009. Eles e suas equipes visitaram aldeias, reuniram-se com órgãos públicos de várias esferas e atuaram no atendimento aos indígenas que procuram a instituição para apresentarem suas demandas, tanto individualmente quanto de forma coletiva.
Ações judiciais
As ações civis públicas movidas pelo MPF em favor dos indígenas abordam, entre outros assuntos, revisão de limites de áreas indígenas, assistência jurídica, reparação de danos ambientais e morais, compensação ambiental na área de impacto da BR-429.
Órgão quer garantir aos índios direitos fundamentais, como saúde, educação, registro civil, preservação cultural, terras tradicionais, compensações ambientais, entre outros
Porto Velho (RO), 17.04.2010 – O Dia do Índio, lembrado na próxima segunda-feira, 19 de abril, motivou o Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia a divulgar suas ações na defesa dos 54 povos que vivem no estado. O órgão relata que atualmente sua atuação nas questões indígenas resulta em mais 160 inquéritos civis públicos (investigações) que estão em andamento, além de ações civis públicas e recomendações expedidas a órgãos públicos para garantir direitos fundamentais, como saúde, educação, registro civil, preservação cultural, terras tradicionais, compensações ambientais, entre outros.
Na área de educação, uma das conquistas recentes dos povos indígenas de todo o estado foi a elaboração conjunta de uma minuta do projeto de lei para criação da carreira pública de professor indígena. A minuta foi entregue em 15 de março ao Governo do Estado para ser enviada à Assembléia Legislativa como projeto de lei. O MPF foi um incentivador da elaboração da proposta e articulou povos indígenas, diversas instituições públicas e entidades da sociedade civil organizada. Se aprovado o futuro projeto de lei, o professor terá que ser indígena, aprovado em concurso público com provas de conteúdo específico. Construção de escolas indígenas, prestação de contas de convênios e de merenda escolar e formação de professores indígenas são outros assuntos acompanhados pelo MPF.
Cultura
A preservação da identidade cultural também tem acompanhamento pelo MPF. Um provimento do Tribunal de Justiça de Rondônia, em outubro do ano passado, atendeu ao pedido do MPF para garantir emissão de certidões de nascimento e óbito para indígenas em suas línguas tradicionais. Mas ainda há cartórios que se recusam a fazer o registro civil dos índios. Estes são casos em que o MPF atua para garantir o direito dos povos indígenas em preservar suas tradições e costumes, considerando que o nome é parte essencial da cultura de qualquer povo.
Segundo o MPF, o atendimento à saúde dos índios é um dos pontos críticos. Por isto há acompanhamentos específicos sobre prestação de atendimento pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), rede pública, vistoria em Casas de Saúde do Índio (Casai) e fornecimento de medicamentos.
Os inquéritos civis públicos em curso no MPF também tratam sobre demarcação de terras indígenas, revisão de limites, fiscalização por parte da Fundação Nacional do Índio (Funai), extração de madeira, mineração, caça e pesca predatória, entre outros. Além disto, houve coordenação de operações visando o combate à exploração ilegal de madeira em terras indígenas, em especial nas áreas Sete de Setembro e Igarapé Loudes.
As investigações são também sobre compensações ambientais de empreendimentos que afetam terras indígenas, como as hidrelétricas do Madeira. O conflito entre índios Cinta-Larga e garimpeiros e pesquisa mineral na terra indígena Roosevelt também são alvos de investigação.
Em campo
Os três procuradores que atuam na defesa dos povos indígenas de Rondônia – Reginaldo Trindade, Lucyana Pepe e Daniel Fontenele – fizeram centenas de encontros e reuniões desde o começo de 2009. Eles e suas equipes visitaram aldeias, reuniram-se com órgãos públicos de várias esferas e atuaram no atendimento aos indígenas que procuram a instituição para apresentarem suas demandas, tanto individualmente quanto de forma coletiva.
Ações judiciais
As ações civis públicas movidas pelo MPF em favor dos indígenas abordam, entre outros assuntos, revisão de limites de áreas indígenas, assistência jurídica, reparação de danos ambientais e morais, compensação ambiental na área de impacto da BR-429.


Fonte : MPF/RO    Autor : MPF-RO

Editora resgata cultura indígena da Amazônia


Kurumĩ Guaré, no Coração da Amazônia é uma das obras lançadas pela Editora FTD com temas indígenas

CAROLINE CANAZART
contato@agenciaamzonia.com.br
SÃO PAULO – Os povos indígenas nos remetem a origem de nossa cultura e sociedade, mas ao longo do tempo vimos esvaecer seus costumes e tradições, e hoje até mesmo seu povo luta para manter viva sua raiz nas novas gerações. No próximo dia 19 de abril é celebrado o Dia do Índio, e a Editora FTD apresenta em seu catálogo obras que apresentam a riqueza deste povo pelo olhar daqueles que viveram uma imersão, como o sertanista Orlando Villas Bôas e também de autores indígenas como Daniel Munduruku e Yaguarê Yamã.

O livro Orlando Villas Bôas – História e causos é uma autobiografia póstuma do famoso indigenista falecido em 2002 aos 88 anos. Trata-se de uma obra de fôlego, na qual Orlando relembra sua trajetória, da infância em Botucatu (SP) à aposentadoria na capital paulista, passando pelo extraordinário mergulho no mundo dos índios brasileiros que foi a Expedição Roncador–Xingu, liderada por Orlando com seus irmãos Cláudio e Leonardo.

No livro, Orlando faz pela primeira vez um registro sistemático de suas ideias e histórias, muitas delas já disponíveis de maneira dispersa em livros, entrevistas e reportagens. Só com o irmão Cláudio, por exemplo, Orlando publicou doze livros.

Outro que registrou suas experiências no Xingu foi Walde-Mar de Andrade e Silva, em Lendas e Mitos dos Índios Brasileiros. O livro reúne 24 lendas indígenas entre elas a de Potyra, Yara e Tucumã, conhecidas pelo autor durante sua convivência de oito anos com as principais tribos da região.

A Editora FTD também reúne em seu acervo obras de escritores indígenas como o renomado Daniel Munduruku. Em Um Estranho Sonho de Futuro, o autor se transforma em personagem para dar vida a história de um adolescente urbano que decide embrenhar-se em uma aldeia indígena.

KURUMÎ GUARÉ

Garoto tipicamente urbano, Lucas vai conhecer uma realidade completamente diferente. Um lugar aonde em vez de ir ao supermercado, as pessoas têm de caçar, pescar ou coletar frutos das plantas para se alimentar. E Lucas aprendeu muitas coisas com a experiência. Percebeu, por exemplo, que os indígenas são menos egoístas, mais acolhedores e sinceros do que os homens da cidade grande.

Outra obra que partilha as tradições e valores dos povos da floresta com as crianças e adolescentes, é a de Yaguarê Yamã que conta como foi sua infância no livro Kurumĩ Guaré, no Coração da Amazônia. Para facilitar a compreensão dos termos utilizados pelo autor, o livro apresenta um glossário com o significado das expressões e palavras do idioma Nhengatu e outro com a tradução dos símbolos e gravuras, desenhadas pelo próprio autor, e presentes na obra.



Entre os rituais descritos no livro, Yaguarê conta como superou o rito de passagem para a maioridade, o tukãdera. O ritual consiste em colher algumas formigas e colocá-las dentro de uma luva e o menino veste a luva e dança junto com a tribo. Tukãdera é o nome de uma espécie de formiga da Amazônia cuja picada é muito dolorosa, dez vezes mais dolorida que a picada de uma vespa. De acordo com a cultura indígena, após o ritual, o jovem rapaz está curado de doenças, indolência e principalmente do medo.

Serviço

Orlando Villas Bôas – História e Causos
Páginas: 216 (versão livro-arte) - Preço sugerido: R$ 85,70
Páginas: 206 (versão prática) – Preço sugerido: R$ 65,70

Lendas e Mitos dos Índios Brasileiros
Autor e ilustrador: Walde-Mar de Andrade e Silva
Preço sugerido: R$ 59,10

Um Estranho Sonho de Futuro
Autor Daniel Munduruku, com ilustração de André Sandoval
Páginas: 112
Preço sugerido: R$ 26,60

Kurumĩ Guaré, no Coração da Amazônia
Autor e ilustrador: Yaguarê Yamã
Páginas: 88
Preço sugerido: R$ 29,80

Editora FTD – SAC 0800-158555

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...