[ Mais um texto da série "Crônicas a Granel"]
O QUE SOU SÓ SERVE PARA MIM.
[À Cristino Wapichana]
Minha vida é um
poema que escrevo a cada dia. Seus versos, sua métrica, seus sentidos,
significados e significantes são palavras que componho a cada nova ação, a cada
nova atitude, a sempre nova escolha que faço.
É assim que penso
a biografia de cada pessoa. Entendo que cada um escreve, compõe seu verso único
em sintonia consigo mesmo, com seus amores, com suas dores. A vida dos outros
não é para ser seguida. Biografias não são para serem imitadas. Menos ainda
interpretadas. Olho para cada pessoa como um poema único. Poema é para ser
lido, não para ser interpretado. Acho que interpretar poema é a coisa mais
sórdida que alguém pode fazer, na escola ou na vida.