3 de out. de 2009

Histórias indígenas alimentam imaginação do público durante a FLIMT

As histórias indígenas trazem imagens inusitadas e belas, que tentam explicar os humanos, os fenômenos da natureza e a origem das coisas procurando sempre dar sentido e criar diferentes modos de vida. Essas histórias serão contadas por escritores e professores durante a Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT).

As “Rodas de Histórias Indígenas” começam na quarta-feira, às 11h, na Oca Central, e vão encher os ouvidos de crianças e adultos que acompanharem as atividades. A primeira roda será comandanda por Ely Macuxi e Eliana Potiguara. À tarde, a “Roda de História” será no Pavilhão da República, a partir das 15h30, com o escritor Cleomar Umutina e com Yaguarê Yamã, índio do povo Saterê Mawé que vive na fronteira entre os Estados do Amazonas e do Pará.

Na sexta-feira (09.10), mais rodas acontecem. "De manhã, às 11h, a atividade será na Oca Central priorizando a temática feminina. Nós pensamos em uma roda só composta de mulher indígenas para este horário”, explica Cristino Wapixana, vice-coordenador nacional do Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas (Nearin). O Nearin é parceiro da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) na idealização da FLIMT.

Às 16h, também na sexta-feira, a roda será no Stand Nearin, com os escritores Elias Seixas e Olívio Jekupé. Olívio é Guarani da Aldeia Krukutu, autor de diversos livros, que contam mitos, poesias e histórias dos índios Guarani. Entre os títulos, “Verá – O contador de histórias”, “Larandu – O cão falante” e “Xerekó Arandu - A morte de Kretã”.

Rodas de Conversas têm participação do público



Trocar experiências, desenvolver assuntos e saciar dúvidas do visitantes, essa é a ideia das “Rodas de Conversas”, mais uma atividade preparada pela organização da Feira do Livro Indígena de Mato Grosso para toda a população. Com assuntos pré-determinados pelos escritores e professores que orientam as conversas, as “Rodas” acontecem na quarta e quinta (07 e 08.10), no Pavilhão da República e também na Oca Central.

A primeira roda, às 15h no dia 7, será orientada por duas escritoras: Anna Claudia Ramos e Heloisa Prieto, que desenvolvem em seus trabalho a temática infantil e juvenil. Anna Claudia, escritora e ilustradora conta que desde pequena tem mania de contar histórias. “Passava horas brincando e inventando novos mundos para morar e viajar. Foi assim que cresci descobrindo que a literatura é mágica e que por ela podemos viajar, brincar e sermos o que quisermos”, explica. Um exemplo de sua obra é “As Marias”, que conta a história de duas meninas que nunca se conheceram mas tinham em comum uma coisa: professoras encantadas por livros.

Na mesma linha, Heloisa Prieto, escritora infanto-juvenil é de uma família de contadores de histórias e tem cerca de 40 títulos publicados. Colecionadora de prêmios, Heloisa ajudou a mexer com a imaginação das crianças participando do programa Castelo Rá-Tim-Bum. Ela conta que as histórias de contos de fada, também atraem os adultos, o que muda são os personagens.

“Contos de fadas e literatura fantástica constituem um gênero literário que é considerado como o mais apreciado por jovens e crianças. Porém, isso não exclui o leitor adulto que também pode encantar-se com as peripécias do Mago Merlin ou rei Arthur”, defende.

Para o dia 08, às 11h30, está agendada mais uma “Roda de Conversa”. Com assunto direcionado ao indígena, a roda será na Oca Central, com orientação do artista e escritor Rivanildo Wapichana e também do líder indígena Álvaro Tukano.

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...