9 de set. de 2011

Índios Guarani lançam manifesto pedindo retirada de usina no MS


Usina gerida por joint venture teria causado problemas de saúde a índios.
Companhia Raízen, produtora de etanol, diz buscar diálogo com população.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Índios da tribo Guarani, da cidade de Caarapó, a 273 km de Campo Grande (MS), exigem a retirada de uma usina de produção de etanol administrada pela companhia Raízen, uma joint venture entre a companhia brasileira Cosan e a multinacional britânica Shell, e a redução das áreas de plantio de cana-de-açúcar.
Em carta escrita em julho deste ano, mas divulgada nesta semana pela organização Survivor International, sediada na Inglaterra, os indígenas da comunidade Guymaoka afirmam que desde o início do plantio da cana na região, em 2005, não é possível encontrar ervas e outros vegetais utilizados para elaborar remédios artesanais.
Em um trecho da carta, os indígenas afirmam que após o funcionamento da usina, em 2010, “a saúde ficou ruim para todos, as nascentes de rios ficaram rasas e os peixes de rios e lagoas sumiram”.
Carta escrita pela comunidade indígena Guymnoka, da etnia Guarani, que pede a retirada da usina de produção de etanol da região de Caarapó (Foto: Reprodução/Survivor)Carta escrita pela comunidade indígena Guymaoka, da etnia Guarani, que pede a retirada da usina de produção de etanol da região de Caarapó (Foto: Reprodução/Survivor)
De acordo com a Survivor, os índios Guarani têm sofrido com a falta de mapeamento de terras para uso exclusivo, que deveria ser realizado pelo governo federal, alegando que a população indígena fica vulnerável à exploração dos canaviais.
A Raízen informou por meio de comunicado que trabalha “de forma proativa em busca de uma solução consensual para a questão que envolve o cultivo de cana em Caarapó, cuja área encontra-se sobre litígio”.
O comunicado informa ainda que a empresa mantém diálogo com as partes envolvidas, respeitando os direitos da população indígena e o das entidades jurídicas com as quais a Raízen tem relações comerciais e contratuais.

Exposição artesanal apresenta máscaras indígenas


A exposição “Índios do Brasil: os Remanescentes” começa nesta sexta-feira (9) e vai até o próximo dia 23 no hall do aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

    Cacique Raoni Txucurramãe, que participa em Manaus de encontro entre lideranças indígenas.
    Cacique Raoni da etnia Txucurramãe, uma das etnias que estará representada na exposição (Euzivaldo Queiroz)
    Com a finalidade de valorizar a cultura local, além de aumentar a oferta de produtos artesanais, otimizando a difusão de informações dos diversos grupos étnicos existentes no Brasil, a Prefeitura de Manaus, por intermédio da Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social (SEMTRAD) promove a Exposição “Índios do Brasil: os Remanescentes” que começa nesta sexta-feira (9) até o próximo dia 23, a partir das 10h, no hall do aeroporto Internacional Eduardo Gomes. 
    O evento refere-se aos trabalhos do paulista Alfredo Brondino, conhecido como “Magrão”. O artista desenvolve seus trabalhos em argila e descartes florestais, ou seja, cascas de madeira que ele recolhe trazidas pela correnteza do Rio Negro. “Magrão” esculpe rostos indígenas de diversos grupos étnicos, os quais possuem particularidades reproduzidas em seu rosto, tais como: pinturas, adornos, enfeites, penas, etc. “Cada vez que escolho uma etnia, pesquiso sobre ela. É uma chance de conhecer cada um deles. Com isso também adquiro conhecimento”.
    A exposição, dentro da cadeia produtiva do turismo, oportuniza aos turistas nacionais e internacionais, bem como para a população local um conhecimento acerca da diversidade cultural indígena do País. O acervo da exposição “Índios do Brasil: Os Remanescentes” compreende nove representações faciais de etnias indígenas e seus respectivos históricos de localização, população e aspectos culturais: UMUTINA, ZOÉ PORTURU, KAMAIURÁ, KAYAPÓ, MUNDURUKU, YANOMAMI, BOTOCUDO, SURUI PAITER e TXUKARRAMÃE.

    MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

      Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...