12 de jun. de 2009

Índios bororos deixam alcoolismo e projeto vira referência internacional

A vitória de 34 índios bororos de Mato Grosso sobre a dependência do álcool, está recebendo projeção internacional esta semana. O caso de sucesso está sendo apresentado no “Congresso Internacional de Medicinas Tradicionais, Interculturalidade e Saúde Mental", que se realiza até amanhã, na cidade peruana de Tarapoto.

O Projeto Alcoólico Indígena (PAI), promovido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Cuiabá - da Coordenação Regional de Mato Grosso (Core/MT), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) - tem como objetivo combater o aumento do consumo de bebidas alcoólicas entre os bororos, além de resgatar a independência do vício. O álcool tem se tornado cada vez mais comum entre os índios e, há anos, esta é uma realidade que preocupa as lideranças indígenas.

Os trabalhos de prevenção e combate ao alcoolismo são desenvolvidos há quatro anos, nas aldeias. Dois técnicos que atuam diretamente no projeto, Edmilson Canale e Danielle Spagnol.De acordo com Danielle, o projeto não só resgatou os bororos do vício, mas agora esses 34 índios atuam como multiplicadores. Unidos pela filosofia do resgate cultural de não ingerir bebidas alcoólicas do não-índio, eles constituem uma equipe de ajuda, a fim de promover terapias em grupo.

O projeto inclui terapias ocupacionais, implementadas em consonância com as ideias discutidas pelos grupos e apresentadas à coordenação, como a confecção de artesanatos, plantação de banana, feijão, milho e mandioca para produção de farinha. O grupo decidiu, também, elaborar uma cartilha de orientação, com ilustrações feitas pelos próprios índios.Ainda conforme Danielle Spagnol, foi realizado um concurso de caricaturas, onde foram escolhidos os melhores desenhos para compor o conteúdo de informações da cartilha.


O Dsei Cuiabá promove, ainda, um levantamento do consumo de outras substâncias psicoativas, que servirá para identificar a existência de outros casos de dependências químicas. Com isso, Mato Grosso deve ampliar o combate ao alcoolismo.

UFMG terá vestibular especial para índios

Seleção será realizada em julho.
Serão 12 vagas extras por ano pelos próximos quatro anos.



A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) informou que realizará processo seletivo diferenciado para índios neste ano. Serão 12 vagas extras por ano, pelos próximos quatro anos, que não comprometerão as vagas do vestibular.



Elas serão distribuídas igualmente entre seis cursos: medicina, enfermagem, odontologia, ciências biológicas e ciências sociais, no campus Pampulha, em Belo Horizonte, e agronomia, em Montes Claros.



De acordo com a UFMG, a iniciativa está ligada a preocupação com o respeito à diversidade e a inclusão. Segundo a pró-reitora de graduação, Carmela Polito, em até duas semanas será publicado o edital com as especificações da seleção, que deverá ser realizada em julho.



A prova será dividida em duas etapas, em um único dia. O vestibular será feito em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável pela divulgação da prova, e vai acontecer anualmente em dois polos: Belo Horizonte e um segundo local (Recife, este ano).


As inscrições serão feitas mediante apresentação de documentos, incluindo uma carta de compromisso assinada pela comunidade indígena. “Mesmo que os índios tenham migrado para cidades, eles ainda podem participar se estiverem envolvidos ativamente com as comunidades”, explica Carmela Polito.

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...