27 de ago. de 2012

Livro sobre educação escolar indígena no Rio Negro será lançado nesta segunda (27/8)

A partir de artigos, depoimentos e entrevistas que descrevem os processos pelos quais passaram as diferentes escolas indígenas do Rio Negro, no noroeste amazônico, a publicação resume treze anos do projeto de Educação desenvolvido pelo ISA e pela Foirn. O lançamento é nesta segunda (27) na abertura do seminário "Presença indígena da universidade", no prédio das Ciências Sociais, na Universidade de São Paulo, entre 18 e 21h

A publicação Educação Escolar Indígena do Rio Negro 1998-2011, Relatos de experiências e lições aprendidas, editado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e pelo ISA, faz um resumo do projeto de Educação desenvolvido por ambas as instituições no Rio Negro, noroeste amazônico.
São treze anos de educação escolar indígena no Alto Rio Negro, contados ao longo de mais de 400 páginas, descrevendo os processos pelos quais passaram as diferentes escolas indígenas da região com artigos, depoimentos e entrevistas. O projeto tem apoio de longo prazo da Fundação Rainforest da Noruega, da Norad e apoio institucional da Cooperação Austríaca, do Horizont3000, Aliança pelo Clima e Fundação Gordon & Betty Moore. O projeto foi inspirador de uma ampla reforma na educação escolar na região, mas que ainda não está completa.
O livro foi organizado pela antropóloga Flora Cabalzar que trabalhou durante muitos anos no projeto, com apoio do Instituto Arapyaú. Entre 1998 e 2011, período que a publicação abrange, foram muitas as conquistas dos povos indígenas rionegrinos em relação à educação escolar, com a implantação de projetos diferenciados muito bem-sucedidos. É o caso das escolas Baniwa-Coripaco, como a Escola Pamáali, no Rio Içana, que completou dez anos em 2011, e de algumas outras como a Tuyuka Utapinopona, no Alto Rio Tiquié, que formou sua primeira turma de ensino médio em 2009, e a Tukano Yupuri, no Médio Rio Tiquié, que em 2011 também formou sua primeira turma de ensino médio.
A proposta político- pedagógica dessas escolas valoriza os conhecimentos indígenas, sem prejuízo dos conhecimentos e ciências dos “brancos”. Reaproxima as crianças e jovens dos velhos conhecedores, alfabetiza as crianças em sua língua materna e estimula o ensino por meio de pesquisas colaborativas e interculturais com a participação de pesquisadores indígenas e parcerias com universidades. A publicação será lançada em 27 de agosto, em São Paulo, na abertura do seminário "Presença Indígena na universidade", no Prédio das Ciências Sociais da USP, Sala 14, na Avenida Professor Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, São Paulo. e está à venda na loja do site do ISA. O seminário é promovido em conjunto pelo Iepé com o Centro de Estudos Ameríndios e o Projeto Temático Redes Ameríndias, ambos da USP. E conta com o apoio da Fapesp, da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e da Embaixada da Noruega.

ISA, Instituto Socioambiental.

http://www.socioambiental.org/noticias/nsa/detalhe?id=3649

Ministério Público Federal e NEPPI/UCDB sinalizam início de cooperação




Por Camila Emboava - 2012-08-24
Hoje (24), o procurador da República Marco Antônio Delfino de Almeida esteve na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) em reunião com a equipe de pesquisadores e o diretor do Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas da Universidade Católica Dom Bosco (NEPPI/UCDB), Pe. George Lachnitt.


O encontro sinaliza o início de uma cooperação entre o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) e o Centro de Documentação e Biblioteca Digital Indígena Teko Arandu tendo em vista a fundamentação documental de processos de identificação para demarcação de terras indígenas. Um projeto de convênio aprovado pelo Ministério Público deve ser formalizado e assinado.

Segundo o professor da UCDB e pesquisador do NEPPI, dr. Neimar Machado, a visita de um representante do Ministério Público Federal atesta o valor histórico e também probatório dos documentos que são selecionados, organizados e disponibilizados pelo Centro de Documentação. “O Ministério Público Federal é uma instituição que tem o papel de corrigir as distorções da Justiça Brasileira e a Justiça Brasileira historicamente garantiu o direito das populações privilegiadas economicamente. Então, quando o MPF reconhece o valor de um Núcleo de Pesquisa e de um Centro de Documentação, ele atesta de maneira indireta que o trabalho realizado é sério e cientificamente relevante. Uma parceria com o Ministério Público é muito importante no sentido de legitimar nosso trabalho.”, afirma o pesquisador.

O Centro de Documentação e Biblioteca Digital Indígena Teko Arandu, que significa “viver com sabedoria” em guarani, é um projeto do NEPPI/UCDB apoiado pela Fundação Ford, Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq), Ministério da Cultura, Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e Museu do Índio/FUNAI. O objetivo do projeto é promover o registro, a preservação, a divulgação e fomentar pesquisas a partir da documentação sobre os povos indígenas de Mato Grosso do Sul.

O acervo do Centro de Documentação e mais informações sobre o projeto estão disponíveis no link http://www.neppi.org/projetos/tekoarandu.php.



Fonte:http://neppi.org/noticias.php?id=867

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...