14 de jan. de 2010

Índios entram em confronto na porta da Funai em Brasília

Jornal Nacional; O Globo; Agência Brasil

 BRASÍLIA - Dois grupos indígenas entraram em confronto nesta quarta-feira na porta da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília. Os índios caiapó tentaram entrar no prédio para conversar com a direção da fundação, mas foram impedidos pelos índios xavante. A confusão só acabou com a chegada da polícia.
Apesar do confronto, os dois grupos são contrários à reestruturação da Funai e querem discutir o decreto que muda as administrações regionais.
Na terça-feira, cerca de 500 índios haviam fechado a sede da Funai para protestar contra o decreto 7.056, editado em 28 de dezembro de 2009, que, segundo eles, extingue administrações e postos do órgão.
O decreto está em vigor desde o dia 4 de janeiro e pode ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo dia 21. De acordo com o cacique, a resolução prevê a criação de coordenações técnicas no lugar das administrações. Ainda segundo ele, dois ou três funcionários destas coordenações teriam de dar conta de toda a demanda que antes era administrada por dezenas de funcionários. O cacique informou que em Pernambuco, por exemplo, eram 160 servidores e, na da Paraíba, 40.

Povos indígenas representam um terço da população mais pobre do mundo, diz ONU

Folha Online
 
Os índios representam cerca de um terço das 900 milhões de pessoas que vivem em extrema pobreza em áreas rurais no mundo, segundo o primeiro relatório mundial sobre a situação dos povos indígenas da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado nesta quinta-feira, no Rio. Baseado no Censo de 2000, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o estudo afirmou que há cerca de 370 milhões de índios no mundo.

"A situação crítica é pobreza, analfabetismo e indígenas que não são reconhecidos pelos seus governos em algumas regiões do mundo africano, asiático e até mesmo árabe. Eles [índios] são excluídos do poder econômico e político como acontece no Brasil. Um índio não consegue ser presidente da Funai [Fundação Nacional do Índio]", disse o articulador dos Direitos Indígenas na ONU, Marcos Terena, durante entrevista nesta quinta-feira, no Rio.

De acordo com o relatório, as taxas de pobreza dos povos indígenas estão acima do resto da população em vários países da América Latina. São eles: Paraguai, 7,9 vezes maior; Panamá, 5,9; México, 3,3; Guatemala, 2,8; e Brasil, 2,5 vezes maior.

O estudo destaca que no Brasil, Bolívia e Chile, mais da metade da população indígena vive em áreas urbanas. Apenas no Brasil, há 12 povos indígenas isolados, sem contato com outras sociedades, na Amazônia.

"50% dos índios no Brasil vivem em áreas urbanas. Isso criou um aumento dos índices de pobreza, porque os índios precisam de emprego, mas muitas vezes não conseguem se manter na área urbana. A questão educacional também é um agravante", afirmou Terena.

A ONU aponta ainda que os trabalhadores indígenas ganham a metade dos salários dos não-indígenas devido a fatores de discriminação e qualidade de ensino. Segundo o estudo, a maior diferença de salário para cada ano adicional de escolaridade entre indígenas e não-indígenas na América Latina existe na Bolívia.

O relatório da ONU sobre a situação dos povos indígenas no mundo foi apresentado simultaneamente em Nova York, Bruxelas, Canberra, Manila, México, Moscou, Pretoria, Bogotá e Rio de Janeiro.

Morre mais um índio da etnia Xavante vítima de acidente no Mato Grosso

Agência Brasil

 BRASÍLIA - Morreu nesta quinta-feira em Brasília o décimo primeiro indígena vítima de um acidente de carro ocorrido entre os municípios matogrossenses de Nova Xavantina e Água Boa na última semana. O corpo do indígena Tarcísio Tserenho, de 22 anos, da etnia Xavante, será enterrado nesta sexta-feira, em Campinápolis, no Mato Grosso.
O jovem estava a bordo da caminhonete que tombou no último dia 5, transportando 17 indígenas, a maioria deles da aldeia Piqui, localizada no município. Segundo o Instituto Médico Legal (IML) de Brasília, a morte de Tserenho ocorreu devido a ferimentos causados pela queda. O corpo do jovem deve ser liberado no final da tarde de hoje.
Tserenho foi encaminhado ao Hospital de Base de Brasília, a pedido da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), que prestou assistência aos índios. O coordenador da Funasa em Mato Grosso, Marco Antônio Stangherlin, informou que o veículo havia sido fretado pelos próprios indígenas. As equipes médicas da Funasa foram acionadas imediatamente após o acidente, segundo Stangherlin.
O acidente ocorreu na BR-158, entre os municípios matogrossenses de Nova Xavantina e Água Boa. Os passageiros retornavam de Água Boa, onde tinham ido retirar um benefício mensal concedido pelo governo.
De acordo com relatos da Polícia Rodoviária Federal, a caminhonete teria invadido a pista contrária e batido de frente com um ônibus. Os passageiros eram transportados na carroceria do automóvel. Ainda de acordo com a PRF, foram encontradas garrafas de bebida alcoólica no interior do veículo.
Nove indígenas morreram no momento do acidente. Os feridos foram levados para o hospital de Nova Xavantina (MT) e, posteriormente, encaminhados para Barra do Garças, também em Mato Grosso, em razão da gravidade dos ferimentos.
O cacique da aldeia Piqui, Miguel Ruas, que estava na unidade de terapia intensiva, morreu no último domingo. Outro indígena ainda está em observação no hospital em razão de uma fratura. Os indígenas que sofreram escoriações leves foram liberados após receberem assistência médica. Os demais receberam alta e retornaram às suas aldeias.

Associações indígenas investem no meio ambiente

Por Ormiza Soares
A associação indígena Metareilá, por meio de seu coordenador Almir Narayamoga Surui, adquiriu esta semana 20.455 mil mudas de essências nativas, frutas e matas ciliares, que serão utilizadas na proteção de rios e recuperação de nascentes no município de Cacoal. 

De acordo com a assessora de comunicação da Associação Metareilá, Ana Paula Albuquerque, as mudas irão beneficiar 7 aldeias da terra indígena “Sete de Setembro”, outra comunidade indígena, a associação Garahpameh Surui, será contemplada com duas mil mudas. Ela informou que a iniciativa é uma das ações desenvolvidas no projeto Pré-carbono e tem por objetivo a preservação ambiental.

A Prefeitura fez o transporte das mudas por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp). De acordo com o assessor de assuntos indígenas, Francisco de Assis, todas as atividades indígenas e projetos de sustentabilidade têm o apoio da Prefeitura, que investe em infra-estrutura e oferece assistência técnica às associações. “O prefeito Francesco Vialetto tem uma preocupação muito grande com o meio ambiente e essas mudas vão auxiliar na proteção dos rios e recuperação de nascentes”, afirmou. 

O assessor informou ainda que a aquisição de mudas é a primeira etapa do projeto pré –carbono em 2010. O total para este ano é de 39 mil mudas que serão adquiridas no segundo semestre.   Ele parabenizou o coordenador Almir Surui pela iniciativa. 


Autor : Assessoria   Fonte : Assessoria Portal Rondônia

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...