13 de mar. de 2012

Relatório da ONU alerta para o impacto da mudança climática na oferta de água e propõe abordagem holística

Planeta Sustentável - 12/03/2012 às 21:00











O destaque do primeiro dia do 6º Fórum Mundial da Água, que acontece em Marselha, foi a apresentação do 4º Relatório do Programa de Avaliação Mundial da Água (WWAP), da ONU. Intitulado “Gerir a Água em Condições de Incerteza e de Risco”, o estudo é uma referência fundamental na elaboração de políticas hídricas, pois é a única avaliação da situação da água em nível planetário. Elaborado por 29 agências da ONU capitaneadas pela UNESCO, com a colaboração de mais de 200 parceiros (ONGs e entidades privadas), o relatório traz um balanço e indica caminhos para as soluções ao problema da escassez da água.
Além do contínuo crescimento da demanda por este recurso vital, o documento destaca o impacto da mudança climática no problema da água. Secas consecutivas, inundações, furacões e o aquecimento global são quatro aspectos-chave da mudança climática que têm impacto na questão da água. Os regimes hidrológicos mudaram profundamente nas últimas décadas e por isso o passado não serve mais como ferramenta para prever o futuro.
“É fundamental, portanto, desenvolver resiliência em relação à mudança climática, intensificando os estudos sobre o tema e compartilhando suas conclusões com todos os países”, afirmou Michel Jarraud, presidente da ONU-Água, durante a apresentação do relatório.
Limitada, fragmentada e previsível, a atual maneira de gerir a água é um fracasso – aponta o documento. Por isso, grande parte do relatório trata do processo decisório em condições de incerteza crescente, mostrando que governantes, empresários e líderes da sociedade civil deverão tomar decisões fundamentadas nos conhecimentos adquiridos a partir de análises sistemáticas de indicadores, cenários futuros e outros métodos similares.
A gravidade da situação impõe, segundo o estudo, uma abordagem holística, com a ação concertada dos governos nacionais reconhecendo a importância das externalidades e do papel que desempenham na qualidade, na utilização e na gestão dos recursos hídricos do planeta.

Palestras sobre Literatura e Educação indígena serão ministradas em Aquidauana


Dando continuidade as ações do Projeto Vucapanavó, nesta semana Aquidauana recebe as palestras da Professora Doutora Circe Bittencourt e do escritor e doutor Daniel Munduruku. As palestras acontecem no dia 15 de março as 19h na Universidade Católica Dom Bosco e é destinada á educadores, pesquisadores e interessados no tema.
Daniel Munduruku é hoje o maior nome da literatura indígena com mais de 40 obras publicadas. Em sua palestra ele falará um pouco sobre a importância da produção literária escrita por indígenas em todo o país. Já Circe Bittencourt é professora aposentada da USP e atualmente leciona na Pontifica Universidade Católica de São Paulo, onde coordena o Projeto Momentos e lugares da Educação Indígena, vinculado ao Observatório da Educação Indígena do MEC. Bittencourt é referência quando se fala em materiais didáticos e história da Educação. Ambos vem até Aquidauana para ampliar os horizontes no contexto da educação, seja a indígena ou a não indígena.
 O Projeto Vucapanavó é patrocinado pelo Petrobras Cultural,  Ministério da Cultura através da Lei Rouanet e conta com apoio da Prefeitura Municipal de Aquidauana, através da Gerência de Educação. Na primeira etapa, o projeto realizou as oficinas de Fotografia e Vídeo para professores de língua e arte Terena. Participaram 30 professores das cinco escolas indígenas municipais, que tiveram como produto final, vídeos e fotos relacionados a cultura e o cotidiano do Povo Terena. Cada grupo de professores escolheu um tema pertinente a sua área de atuação e que possam localizar estudantes e pesquisadores acerca da cultura Terena. Foram eles: Ervas medicinais, Tecnologias nas comunidades Terena, Residências Terena, Oficinas de Fotografia e Vídeo e Artesanados produzidos pelos Terena hoje. Após finalizados, esses materiais serão expostos na cidade de Aquidauana.

Informações: (65) 8418-0343

Senadores defendem criação de Secretaria Nacional dos Povos Indígenas

Comentário DM: Esta tem sido uma reivindicação antiga dos Povos Indígenas brasileiros. Está na hora de o Brasil - com B maiúsculo - assumir de uma vez por todas seu caráter pluriétnico e isso passa pelo tratamento igualitário, democrático e específico de sua população nativa. O desafio de criar algo desse porte enfrentará muitas forças contrárias. Afinal, a defesa do patrimônio cultural, ambiental e social brasileiro é algo que não interessa aos grandes financiadores das milionárias campanhas eleitorais.

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12/03/12, 11:09
O
Brasil precisa de uma Secretaria Nacional dos Povos Indígenas, com status de ministério e sustentação política capaz de unificar as ações públicas direcionadas a esse segmento da população brasileira. A posição foi defendida pelos senadores Vicentinho Alves (PR-TO) e Paulo Paim (PT-RS), em debate realizado nesta segunda-feira (12) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Na audiência pública, que discutiu as causas de suicídios de índios Carajás, no Tocantins, Vicentinho Alves lembrou conquistas das secretarias de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e de Políticas para as Mulheres e defendeu órgão semelhante para as comunidades indígenas.
– O Brasil avançou e precisamos avançar nas políticas públicas para povos indígenas. É preciso reorganizar o modelo atual e criar uma secretaria diretamente ligada à Presidência da República, com um líder indígena à frente – disse o senador por Tocantins.
Paim se associou ao colega na defesa da nova pasta e concordou que o futuro secretário seja escolhido pelas lideranças indígenas.
A criação da Secretaria Nacional dos Povos Indígenas foi defendida por Marcos Terena, membro da Cátedra Indígena InternacionalPara ele, o trabalho hoje centralizado na Fundação Nacional do Índio (Funai) teria maior força e efetividade se fosse coordenado por uma secretaria com status ministerial.
Esporte
Outra proposta defendida na audiência pública foi a implementação, nas aldeias Carajás da Ilha do Bananal, de projeto do Ministério do Esporte que prevê a inclusão social por meio da promoção de atividades esportivas. Preocupado com os sucessivos suicídios ocorridos entre jovens índios no Tocantins, Marcos Terena se dispôs a buscar apoio do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, para que o projeto chegue aos Carajás ainda neste ano.
No encerramento dos debates, Vicentinho Alves apelou ao governo federal por apoio na busca de soluções urgentes para pôr fim às tragédias que vitimam jovens indígenas, não apenas no Tocantins, mas em todo o país. Ele se somou a Paulo Paim para anunciar a apresentação de emendas parlamentares ao Orçamento da União com o propósito de financiar ações que ampliem as oportunidades nas aldeias.
Fonte: JL/Agência Senado

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...