11 de out. de 2011

II Feira do Livro Indígena do Mato Grosso

O encontro com a diversidade cultural do país chega a sua segunda edição em 2011. É a Feira do Livro indígena de Mato Grosso, evento que reunirá em Cuiabá – MT, escritores, artistas e lideranças indígenas, livreiros, educadores, estudantes e a comunidade em geral. Uma realização do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, a FLIMT, acontece no mês de novembro, fomentando o prazer pela leitura. Durante quatro dias, a cultura dos povos indígenas ganha a cena, nas suas mais diversas formas de manifestações, promovendo o prazer pela leitura e uma viagem ao Brasil indígena.


Palestras;
Exposições
Contação de Histórias;
Lançamentos;
Atividades Culturais;
Oficinas;
Editoras;

Participe!

23 a 26 de novembro de 2011
Palácio da Instrução - Cuiabá – MT

Realização:
Secretaria de Cultura do MT


Apoio:
Insituto UKA-Casa dos Saberes AncestraisNEARIN - Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas do INBRAPI

Informações:
www.flimt.blogspot.com
flimt@cultura.mt.gov.br

Mulheres indígenas discutem impactos dos grandes projetos em territórios


Inserido por: Administrador em 11/10/2011.
Fonte da notícia: Cimi Regional Tocantins





Mulheres indígenas de cinco povos do Estado do Tocantins (TO) se reuniram entre os dias 27 e 29 do mês passado para o seminário Os Grandes Projetos nas Terras Indígenas. Em Defesa da Vida e da Terra!

De que forma o avanço do desenvolvimento predatório, com hidrelétricas, agronegócio, estradas rasgando territórios indígenas e outros grandes empreendimentos, integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), afeta a vida das mulheres indígenas e de suas comunidades?

Essa foi uma das perguntas respondidas no seminário. As indígenas reunidas, ao final do encontro, redigiram uma carta com protestos e reivindicações - que segue na íntegra.  

Carta do Seminário

Nos dias 27, 28 e 29 de setembro deste ano foi realizado o seminário: Os Grandes Projetos nas Terras Indígenas. Em Defesa da Vida e da Terra! O encontro aconteceu no município de Miracema do Tocantins (TO).

Estiveram presentes mulheres de cinco povos indígenas dos povos Apinajé, Krahô, Xerente, Krahô-Kanela e Karajá de Xambioá. Nós mulheres estamos preocupadas com nossos netos, velhos, filhos, tataranetos e com nossa geração e com nossas terras indígenas que são, para nós, nossa mãe, pois é dela que tiramos nossos alimentos, onde nós pescamos, caçamos, plantamos roças e colhemos os frutos para nossas crianças.

Nós queremos nosso rio limpo para beber, tomar banho, sem o agrotóxico que mata os peixes, as caças e que acaba com nossos animais. Estamos preocupadas com as ameaças às nossas terras indígenas, porque o kupê não está respeitando os nossos direitos e está trazendo os projetos grandes - eucalipto, soja, pinheiro, algodão, mamonas, canaviais e arroz.

Também as ameaças de construção de barragens, asfaltos, pontes e tudo isso que só vai beneficiar as grandes empresas, não vai melhorar a vida dos indígenas e só vai diminuir as terras indígenas acabando com as matas nativas e o que há nelas - como o babaçu, bacaba, buriti, cajui, caju, cajá, bacuri, peque, murici, acabando com o capim dourado e as caças.

Os grandes projetos só dividem os indígenas. Nós mulheres indígenas estamos reivindicando nossos direitos, garantidos nos artigos n◦ 231 e 232 da Constituição Federal, a ter terras protegidas, demarcadas, fiscalizadas e respeitadas, para não ser impactadas pelos grandes projetos que querem um desenvolvimento que destrói a natureza. Por isso pedimos para a presidente da República, ao presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao Ministério Público Federal (MPF) proteção.

Viemos pedir por esta carta que nossas terras e direitos sejam protegidos. Nós mulheres não queremos os grandes projetos nas nossas terras. Pois queremos viver livres de impactos e sofrimentos que cercam nossas comunidades e nossos povos.   

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...