16 de set. de 2011

Etnia Javaé, da Ilha do Bananal, se prepara para os Jogos dos Povos Indígenas


A etnia Javaé, da Ilha do Bananal, que abrange as aldeias Barreira Branca, São João, Canoanã, Imotxi, Txuiri, Boto Velho e Wari-Wari, e conta hoje com uma população de cerca de 1.487 indígenas,  inicia nesta segunda-feira, 19, a preparação da equipe para a disputa  11ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, que está programado para acontecer na Ilha de Porto Real, em Porto Nacional, entre 8 e 15 de outubro, deste ano. A informação foi repassada pelo coordenador da etnia Javaé, Darci Javaé. Segundo o dirigente, sua etnia participará dos Jogos dos Povos Indígenas com 40 atletas, sendo 25 homens e 15 mulheres, que disputarão várias modalidades entre elas a luta corporal, canoagem, natação, corrida de tora, arremesso de lança, além da apresentação cultural e apresentação do artesanato local.
Darci Javaé disse que este final de semana encerrará a seleção dos atletas envolvendo as aldeias que compõe a população Javaé da Ilha do Bananal.  O coordenador ressaltou ainda  que será importante a participação de sua etnia nos Jogos, pois é uma maneira de poder conhecer outros povos, além de trocar experiências.  “ Nossa intenção, além de ter uma boa participação na competição, é trocar experiências e levar nosso artesanato e mostrar nossa pintura corporal aos outros povos”, ressaltou Darci Javaé.
Povos Indígenas
A 11ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas está programada para acontecer na Ilha de Porto Real, em Porto Nacional, entre 8 e 15 de outubro, deste ano, e deve reunir mais de 1.400 indígenas de 29 etnias do Brasil e de outros países. O Tocantins participará do evento com suas oito etnias -,  Karajá, Apinajé, Krahô, Xerente, Javaé, Krahô Kanela, Aticum e Pankararú. (Reinaldo Cisterna)
Fonte: Ascom Secretária da Juventude

Movimento civil mexicano saúda Exército Zapatista


  
Imagen activaSão Cristovão das Casas, México, 16 set (Prensa Latina) O poeta Javier Sicília, líder do Movimento pela Paz com Justiça e Dignidade, saudará hoje os representantes do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) em Caracol Município Autônomo de Oventik.

  Sicília, em uma inusual comemoração do Grito de Independência no auditório de São Cristovão das Casas, recordou que a verdadeira independência existirá quando se cumpra o pactuado pelo governo federal e o EZLN em 1996, conhecido pelos Acordos de San Andrés.

Na tradicional celebração, o ativista assegurou que enquanto persista essa pendência da nação com os povos indígenas não haverá paz, nem justiça, nem dignidade.

Sicília recordou igualmente que os zapatistas são uma reserva moral e uma luz para o país, "pois eles atiçaram a consciência nacional", assegurou.

Homens e mulheres desta terra, há 17 anos, levantaram a cabeça e se tornaram visíveis não só aos negados, aos esquecidos, aos desprezados da nação, aqueles que por desgraça nossa independência não lhes fez justiça ainda, declarou.

Também mencionou que às feridas ancestrais e estruturais dos povos índios se soma agora as vítimas da violência da guerra pelo controle do poder e do dinheiro.

"As dores e a dignidade com a qual têm resistido os povos indígenas e mantido em pé o espelho no qual o país deve se olhar, somamos agora as dores e a dignidade que esta guerra nos trouxe", pontualizou.

Sicília acrescentou também que "por isso temos ido do centro ao norte e do norte ao sul, para unir dores, revelar as feridas e nos unirmos em busca da paz e a justiça, que nos são negadas ao longo da história".

Na comemoração da data pátria em São Cristovão das Casas, localidade do estado de Chiapas onde irrompeu o EZLN em 1994, organizações sociais, religiosas, camponesas e cidadãs manifestaram sua solidariedade e simpatia com o Movimento pela Paz.

Da mesma forma denunciaram utilizar o combate do crime organizado como pretexto para justificar a guerra de contra-insurgência que ainda se realiza em Chiapas.

Assim mesmo condenaram o saque dos recursos naturais dos povos indígenas, o maltrato aos imigrantes e a violência do crime organizado.

Nesta sexta-feira a Caravana da Paz continuará seu percurso pelos estados do sul mexicano e encaminha-se para Tabasco.

Desde sua partida, no último dia 9 de setembro do Zocalo (praça central) da Cidade do México, ao qual retornaram o próximo 19, o grupo tem percorrido mais de dois mil quilômetros, com mais de 15 ônibus, várias dezenas de automóveis e uns 600 integrantes, incluídos os meios de imprensa.

O movimento cidadão em seu percurso é acolhido por organizações sociais e cidadãs de cada localidade visitada.

mv/km/es

Amapá inaugura escola indígena com currículo waiãpi

Escola receberá cerca de 100 alunos de cinco aldeias próximas com professores da própria etnia

IG São Paulo
Foto: Jorge Júnior/GEAAmpliar
Escola Aramirã atenderá cerca de 100 índios de cinco aldeias
Nesta sexta-feira o Amapá inaugura a 56ª escola estadual indígena que atenderá cinco aldeias no município de Pedra Branca, no oeste do Estado. A unidade denominada Aramirã terá aulas na língua materna dos índios.
"Os professores são da própria aldeia, e os alunos assistem às aulas em sua língua materna, em uma metodologia denominada proposta curricular educacional Waiãpi”, afirma o coordenador de Educação Específica, Jean Paulo Gomes.
A escola do Aramirã vai receber cerca 100 alunos, provenientes e custou R$ 160 mil provenientes Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O prédio conta com três salas de aula, refeitório, cozinha, secretaria, diretoria, sala de professores, dois banheiros para alunos, alojamentos, cozinha interna e área de serviços. Atualmente, o Amapá tem cerca de 3,5 mil alunos indígenas.






MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...