26 de mar. de 2011

Literatura amazônica ganha duas novas obras neste fim de semana

Larissa Veloso


Os autores Zemaria Pinto e Ely Macuxi lançam seus livros em Manaus neste fim de semana.

Manaus - Dois livros com temática amazonense serão lançados neste sábado (26). 'O Conto Amazonense', do escritor paraense Zemaria Pinto, é um estudo teórico e prático sobre a arte criar contos. O lançamento acontece na Valer, na Avenida Ramos Ferreira, no Centro, às 10h. Já o professor e escritor Ely Macuxi recebe os leitores às 9h, na Livraria Paulinas, na Avenida 7 de Setembro, também no Centro.

A parte teórica do livro de Zemaria Pinto conta com um guia de leitura e um pequeno manual de iniciação para leitores e interessados na arte de fazer contos. O autor define conto como uma história bem definida, com poucos personagens, tempo e ação muito concentrados, passados num só ambiente (Ao contrário de um romance, no qual o espaço e o tempo são ampliados).

Na parte prática, um capítulo dedicado ao conto no amazonas, o leitor encontra histórias como 'Baíra e sua namorada', uma narrativa baseada na mitologia dos índios Cauaiua-Parintintin.

Já em 'Ipaty, o curumim selvagem', do professor e escritor indígena Ely Macuxi narra as aventuras do pequeno Ipaty. O dia-a-dia dos Macuxi, que vivem nas serras de Roraima, perto da fronteira com a Venezuela, é contado pelo próprio curumim, mesclando suas histórias com os mitos e tradições da tribo.

Para o autor, a intenção é levar aos leitores informações sobre este povo, do qual é descendente, de forma lúdica, e mostrando que é possível usufruir dos recursos naturais sem destruí-los. O livro é ilustrado por Maurício Negro, que é pesquisador de culturas indígenas.

Caravana literária promove a cultura dos povos indígenas em Manaus

 Foto: Eraldo Lopes 
Kleiton Renzo . portal@d24am.com

Em Manaus, os escritores realizam o primeiro movimento no Centro de Educação de Tempo Integral/Ceti “Gilberto Mestrinho”, no bairro do Educandos, zona Sul da capital.

Manaus - A cidade de Manaus recebe nesta quinta-feira (25) a Caravana Mekukradja: Literatura Indígena em Movimento, promovida pela Fundação Nacional das Artes (Funarte) e através da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc-AM) a caravana leva ao conhecimento dos estudantes a literatura produzida por escritores indígenas.

Em Manaus, os escritores realizam o primeiro movimento no Centro de Educação de Tempo Integral/Ceti “Gilberto Mestrinho”, no bairro do Educandos, zona Sul, onde além da apresentaçao bibliográfica, serão desenvolvidas oficinas de cultura indígena, ciclo de palestras e saraus literários.

As atividades de hoje serão desenvolvidas em três horários, pela manhã (de 9h às 11h) e à tarde (14h às 17h) para os alunos do ensino médio de diversas escolas da área central de Manaus, com apresentação dos llivros e uma conversa para apresentar os convidados do caravana.

Vozes

Os estudantes poderão conhecer a história de profissionais das etnias Terena, Macuxi e Munduruku. Entre eles a escritora e mestranda de História, Rosi Whaikon, o escritor e Doutor em Educação, Daniel Munduruku, a radialista e doutoranda em Educação, Naine Terena, o professor e poeta, Roni Wasiri, a poetisa e mestranda em Geografia, Márcia Vieira, e também o professor, Eli Macuxi.

À noite, de 19h20 às 21h30, será realizada palestra com o coordenador da Caravana Mekukradja, Daniel Munduruku, sobre a Lei N° 11.645 de março de 2008, que inclui na grade curricular de ensino fundamental e médio a "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena".

Para Daniel Munduruku, a aplicação da lei que institui a disciplina indígena e afro-brasileira no currículo dos alunos não é "nenhum presente", é antes de tudo, uma vitória "pela luta dos velhos que começou há 300, 500 anos atrás".

"Isso é uma luta muito antiga, e tão pouco nenhum presente. É uma conquista, porque os indígenas nunca conseguiram nada de mão beijada. E acredito que é fundamental para o desenvolvimento dessas crianças, conhecer a ancestralidade do povo em que vive", diz

Para sexta-feira (26) está programado um Sarau Literário, das 19h30 às 22h, aberto ao público, onde os livros e poesias indígenas serão discutidos pelos participantes.

"Nosso objetivo principal é colocar esses estudantes frente à uma literatura indígena, não somente feita de livros, mas de movimento dos corpos, pela música, pela dança. O livro, serve apenas como um produto de todas as nossas criações", explica Danile Manduruku.

Semana Indígena

De acordo com o Gerente de Educação Indígena da Seduc, Alva Rosa, A Caravana Mekukradja marca o início da 'Semana Indígena' que o estado pretende realizar em abril nas escolas da rede de ensino.

A programação está prevista para iniciar em 8 de abril, e se estenderá até o dia 15, em todas as escolas da rede estadual de Manaus e em escolas de oitos municipios, são eles São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Eirunepé, Barreirinha e Manicoré.

"Iremos discutir nas escolas o tema 'Educação Escolar Indígena: Um Novo Olhar Rumo à Transformação" e em cada dia será feito uma palestra, sobre o assunto. Até o dia 19 de abril, quando será realizado um grande encontro com representantes do MEC, do conselho nacional de Educação Indígena de Brasília, e mais o Conselho de Educação Indígena do Amazonas", comenta Alva Rosa.



Matéria completa: D24AM.COM

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...