13 de nov. de 2012

Espetáculo indígena estrelado pelas crianças do Programa Mais Educação com participação especial do Canto Coral da Aldeia Guarani Mbyá Tangará.

A Mulher que Virou Urutau é um espetáculo indígena estrelado pelas crianças do Programa Mais Educação com participação especial do Canto Coral da Aldeia Guarani Mbyá Tangará.
A peça é inspirada no livro honônimo de autoria do casal de escritores indígenas Olívio Jekupe e Maria Kerexu.
















Mais Informações, clique no Link do evento: http://www.facebook.com/events/454438784592364/?ref=ts&fref=ts

12 de nov. de 2012

Vídeo mostra momento do confronto entre PF e os Munduruku


Publicado em 09/11/2012 por Sergio Henrique Silva


O vídeo mostra exatamente o momento da chegada da polícia federal na aldeia Teles Pires, a tomada da aldeia e os tiros do alto.

Fonte: blog http://tapajosemfoco.blogspot.com.br

10 de nov. de 2012


Livro especialmente preparado para professores e estudantes do ensino médio. Em breve estará disponível nas grandes livrarias.

DM

8 de nov. de 2012

Editais Unesco/TV Escola‏




Olá Professores,
 A Tv Escola esta contratando professores/conteudistas via Edital da Unesco para as nossas produções e outras ações da coordenação.
Buscamos conteudistas para o Ensino Médio, Fundamental e Educação Infantil. Pode ser professor universitário sim.
Em especial estamos buscando conteudistas para uma co-produção que faremos com a Marinha,  “Aventura em alto-mar”, precisamos de professores de diferentes áreas (ciências, biologia, química, física... sempre tendo o mar como cenário e pensando na integração dessas áreas – visão sistêmica).
Divulguem na  sua rede de contatos o prazo e curto.
Em anexo, seguem  as orientações.
Qualquer dúvida, pode me ligar ou mandar email.
As inscrições se encerram dia 16/11.

Daniela Pontes Vieira
TV Escola - CGMID /SEB/MEC

logo tv escola email2

FUNDO BRASIL DE DIREITOS HUMANOS

5 de nov. de 2012

Jovens da aldeia Te’ýkuê, em Caarapó (MS), realizam fórum para discutir combate a drogas e violência


Foto: CR de Dourados

Aproximadamente 350 jovens e adolescentes indígenas participaram do Fórum da Juventude Guarani Kaiowá da aldeia Te’ýkuê, no município de Caarapó (MS), para discutir o tema “O compromisso dos jovens no combate às drogas e à violência”. O evento aconteceu no dia 30 de outubro.
  
Durante o período da manhã, foi realizada uma apresentação cultural e uma palestra com o professor Eliel Benites sobre a importância de se fazer o enfretamento às drogas, aliando a ousadia da juventude ao conhecimento dos mais antigos. O professor Eliel ressaltou também que os mais velhos precisam aprender a ouvir os mais jovens, saber quem eles são e como enxergam a realidade dentro da aldeia. Em seguida, os participantes do fórum foram divididos em vários grupos para discutir e propor alternativas de enfrentamento às drogas.

Já à tarde, foi formada uma mesa composta por lideranças tradicionais religiosas e políticas, um agente de saúde, um estudante, o vereador indígena eleito no último pleito e o atual presidente da Câmara Municipal (eleito prefeito para o próximo ano). Posteriormente, foram promovidas apresentações culturais, entre elas a Orquestra Guarani Kaiowá, e realizados sorteios. Na sequência, os relatores dos grupos apresentaram as propostas surgidas nas discussões da manhã. As que mais se destacaram foram: criação de espaços de esporte e lazer para os jovens; oferta de cursos profissionalizantes, de artesanato, arte, música instrumental e dança; criação de um centro de recuperação de dependentes químicos; além de ações que incentivem maior diálogo entre os jovens e suas famílias.

Foto: CR de Dourados

A organização do fórum envolveu estudantes e funcionários da Escola Municipal Indígena Ñandejara e da Escola Estadual Yvy Poty, do CRAS indígena, assim como os Agentes Comunitários de Saúde e as lideranças tradicionais. Contou ainda com o apoio da Coordenação Regional da Funai de Dourados.

Durante os dias de pesagem de crianças realizada pelos agentes de saúde nas 15 áreas da aldeia Te’ýikuê, ocorreu a pré-fase do fórum, com palestras proferidas por professores e estudantes, visando à preparação dos jovens e adolescentes que iriam participar do fórum.

Com informações da Coordenação Regional da Funai em Dourados/MS

2 de nov. de 2012

Brasil, mostra tua cara! – Cristino Wapichana


Éramos mais de 1.000 povos indígenas nestes territórios que hoje se denomina Brasil.  É verdade  que tínhamos nossas briguinhas internas se justa ou não, usávamos as armas com efeitos parecidos e alguns povos comiam os guerreiros capturados para fortalecer o espírito coletivo daquele povo.  Mas o mais interessante era que o guerreiro “banquete” se dava por satisfeito em ser servido, pois assim como os “inimigos” se alimentaria dele, o seu povo também já havia comido parte daquele povo que agora fazia festa. Detalhe, não se comia medrosos, covardes e se o guerreiro fugisse e retornasse para sua aldeia, era morto ou banido pelos seus.  Era desonra.    

Mas chegou a pólvora, a ganância, a doença, as correntes, a cana de açúcar, o café, o cavalo, o boio, o chicote, a escrita, a moeda e nomearam este lugar, dando-lhe o nome de Brasil.  Ai vieram mais coisas: Monarquia com Dom João VI e seus dons Pedro I e II, e um deles ate bradou: Independência o Morte! Ambas deram luz a democracia. Neste período, já éramos metade dos povos indígenas de 1.500.  Mas o importante foi o avanço que o País deu e ai é que apareceram mais coisas: Vereadores, prefeitos, deputados estaduais e Federais, governadores e presidentes.  
Mas a democracia tomou um golpe duro dos milicos que decidiram alavancar de vez trazendo a “Ordem” e o “Progresso” e indígena não se encaixava na palavra e nem no sentido da palavra progresso.  Neste período as estradas cortavam o País e eliminando florestas, serrados com toda sua biodiversidade, povos indígenas inteiros foram massacrados, dominados e expulsos e excluídos da sociedade brasileira a tiros e bombas.  Os territórios indígenas deram lugar as fazendas de bois, plantações de milhos, soja, cana…  Mas em 1985 a Democracia devolveu ao povo o poder!    Os políticos eleitos com o voto do povo retornam loucos para representar legitimamente o povo brasileiro.  Corrupção, se torna o carro chefe e quadrilhas organizadas e legalizadas desviam verbas por todos os cantos deste Brasil!    Ai aparece um galã que se candidata a presidente para moralizar e acabar com os “Marajás” que ganham altos salários as custas do Povo!  O povo o elege e o aclama como o homem que tirará o País do caos da corrupção.  Na metade de seu mandato, é expulso da presidência pelos “Caras Pintadas”.  Agora somos menos de 300.000 indígenas espalhados e amordaçados por becos, vielas e restingas pelo deste Brasil.  Não temos muitas esperanças.  Mas ai aparecem as “Ongs” as pastorais, o Cimi, as missões evangélicas, as assembleias indígenas  associações indígenas, constituição de 1988, a imprensa internacional e achamos que vamos ter uma “Upgrade” porque agora temos também indígenas nas Universidades, Faculdades e cursos técnicos, indígenas com notebooks com internet, celulares, carros…   mas nada disso diminui os assassinatos de lideranças indígenas por todo o País, a ferro a fogo.  
Hoje segundo o ultimo senso, somos quase um milhão de indígenas presentes e todos os Estados e Distrito Federal, somando 302 povos sobreviventes, falando 180 línguas morando num País que empresta seu território para que os verdadeiros habitantes morem e vivam sua cultura, podendo ser expulsos a qualquer momento das terras onde seus ancestrais estão pela exploração ou interesse do País como se nos fossemos objetos inanimados sem qualquer vinculo com estas terras e com esta sociedade inventada a menos de 513 anos?
Como pode no sec. XXI uma “Nação” indígena inteira esta ameaçada de desaparecer por causas de uma meia dúzia de fazendeiros que se enriquece a custa da destruição da biodiversidade e massacra há anos os Indígenas Guarani-Kaiowá e as autoridades não tomam uma decisão a favor da vida.  O Brasil tem uma divida extrema para com os povos indígenas que moram nas terras emprestadas no Brasil, é um divida historia pelas violências causadas desde a invasão em 1500. 
Autoridades, o sangue indígena que derramaram não choramos mas por ele, mas choramos pelos que ainda derramam. 
Brasil, pinte sua cara e mostre que somos irmãos de sangue, vamos mostrar de onde vem o poder da democracia e vamos impedir o massacre do povo Guarani-Kaiowá e dos povos indígenas brasileiros.
Cristino Wapichana.  

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...