30 de jun. de 2011

"Literatura Indígena é Resistência!" - Fragmentos

Fotos: Luana Fortes.


                 





 




8º Encontro de Escritores e Artistas Indígenas - FNLIJ / NEARIN 2011
Centro de Convenções SulAmérica - RJ

8º Encontro Nacional de Escritores e Artistas Indígenas - "Literatura é Resistência"


Autores Indígenas
 Chegamos a mais uma edição do Encontro de Escritores e Artistas Indígenas.
Já é o oitavo encontro. Muitas "águas rolaram por debaixo da ponte" como diz o ditado popular.


 Muito se avançou nas discussões e debates sobre este fenômeno literário que agora já faz parte da realidade brasileira.
Pela oitava vez nos encontramos no Rio de Janeiro para expressar nossos pensamentos sobre saberes ancestrais que temos manifestado através da arte escrita e das ilustrações.
 Descobrimos o valor do livro como instrumento de luta, de conscientização da sociedade brasileira, de educação e, até, como um bem cultural capaz de auxiliar na manutenção financeira das pessoas que a ela se
dedicam.

 Portanto, o instrumento livro acabou por ser um ponto de partida importante para alimentar o espírito da sociedade limpando preconceitos, esteriótipos, equívocos que vinham sendo reproduzidos ao longo de sua história. No lugar desse lado negativo estamos oferecendo - através de nossa literatura - imaginação, respeito, conhecimentos verdadeiros, convivência saudável, autoestima, entre outras possibilidades.


Ritual de Abertura - Centro de Convenções SulAmérica-RJ

 Se fizermos uma avaliação madura e isenta destes oito anos passados, iremos perceber que houve grande avanço na compreensão de nossa gente, mas também notaremos que ainda falta muito a ser feito, muitos precisa ser produzido que é urgente preparar jovens indígenas para assumirem o protagonismo na produção literária.

Manoel Moura Tukano
 Temos que pensar em profissionalizar rapazes e moças para ocupar um lugar definitivo no universo da produção literária e não pensamo apenas em torná-los escritores, mas técnicos em design, gráficos, diagramadores, revisores, capistas, ilustradores, enfim, profissionais competentes que possam lidar com todo o processo de preparação de livros. É um sonho possível, realizável. Já temos experiência e um olhar treinado para fazer isso acontecer.

 Nestes oito anos pudemos conhecer, conviver, aprender a utilizar a técnica do livro. Pudemos ouvir editores, escritores, ilustradores, profissionais de direitos autorais, convidados internacionais, exposições diversas que nos deram suporte para sonhar-mos um caminho novo a partir da magia do livo e da literatura. O caminho está feito.    Antes era apenas uma picada na mata da literatura, hoje é um caminho seguro que podemos trafegar por ele.


Literatura é Resistência  

Joaquim Crixi Munduruku
 Por tudo isso consideramos, parentes, literatura como instrumento de resistência. Foi pensando isso que elegemos este mote como tema deste oitavo encontro.
Queremos mostrar como podemos usá-la de forma madura para fazer valer nossos sonhos, nossa sobrevivência física, nossos rituais [que também são literários], nossos cantos e danças. Com ela queremos lembrar a injustiça que foi cometida contra nossa gente e dizer que somos contra todo tipo de violência contra nossos povos e também contra a natureza, nossa parente.

Graça Graúna e Ademário Payayá
 Somos contra a construção de Belo Monte por considerá-la um afronta ao meio ambiente vivo e aos brasileiros em geral.
Somos contra por ser um projeto político que beneficiará um pequeno grupo de construtoras. Somos contra os Meios de Comunicação Social que preferem reforçar esteriótipos ao invés de educar o olhar dos cidadãos, somos contra as campanhas violentas que assassinaram líderes indígenas em todos os cantos do Brasil.
Ao mesmo tempo somos solidários com os parentes indígenas que estão sofrendo este tipo de coação, coerção,  perseguição e dor por conta de todos estes descalabros políticos.

Manoel Tukano, Marcos Terena, Ailton  Krenak e Daniel Munduruku

 Nos solidarizamos com os familiares dos jovens Terenas que foram assassinados no Mato Grosso do Sul; com o líder Kayapó Raoni Mektutire - que sabe- como ninguém os malefícios de grandes projetos hidrelétricos em terra indígena; com os parente Xavantes que lutam por reaver suas terras tradicionais; com os parentes do Nordeste brasileiro que sofrem perseguições - físicas e ideológicas - há centenas de anos.
Cacique Raoni (foto divulgação)
Enfim, queremos lembrar que nossa luta é militante porque é feita por pessoas comprometidas com o bem estar de seus povos, com os saberes da tradição a que pertencem e com a continuidade destas tradições.
Este é o sentido, parentes, deste nosso encontro.
É o sentido de estarmos buscando novos horizontes para dar continuidade à trajetória que nossos ancestrais iniciaram na origem dos Tempos.

Daniel Munduruku
Diretor-Presidente do Instituto UK`A - Casa dos Saberes Ancestrais.
www.institutouka.blogspot.com


Artigo publicado na Revista Mekukradjá - 2011
Fotos: Luana Fortes


29 de jun. de 2011

Educadora do interior de São Paulo ganha 8º Concurso Curumim

Em cerimônia realizada no dia 06 de junho, durante a abertura do 13º Salão FNLIJ do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro, a professora Tani Mara de Aquino foi agraciada como vencedora da 8º edição do Concurso Curumim de leitura de obras de autores indígenas.

O concurso Curumim consiste em premiar projetos educativos que privilegiam a leitura de obras de autores indígenas e que ajudam alunos a conhecerem com mais profundidade a cultura dos povos indígenas brasileiros.
É organizado anualmente pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil -  FNLIJ - e é aberto para educadores de todo o país.

Tania Mara, que é professora na Escola Estadual Professor Joaquim Ferreira Pedro, no bairro Santo Antônio, na cidade de Lorena, desenvolveu um projeto denominado: Kabá Darebu: Identidade.


Durante o desenvolvimento do projeto a professora fez as crianças pensarem sobre suas origens a partir da obra literária Kabá Darebu, de Daniel Munduruku.

O autor esteve na escola na finalização do projeto para uma gostosa conversa com os estudantes a fim de mostrar os benefícios da leitura literária no desenvolvimento de uma consciência cidadã.
No momento da premiação, a professora evidenciou o apoio de seus pares mesmo reconhecendo as dificuldades em desenvolver este tipo de projeto por conta da desatualização das bibliotecas escolares, especialmente na ausência de obras de autores indígenas.
A ganhadora do prêmio irá receber um kit de livros para crianças e jovens e a publicação de seu projeto no site e no informativo da FNLIJ.

O Concurso Curumim é voltado para professores brasileiros que desenvolvam algum projeto com a leitura de obras de autores indígenas.
Anualmente o concurso é divulgado no site da FNLIJ e traz uma lista sugestiva e atualizada de obras de autores indígenas que podem servir de base para o desenvolvimento do projeto.






Escritor Maraguá vence 8º Concurso Tamoios - NEARIN / FNLIJ - 2011

Fotos: Luana Fortes
Roni Wasiry Guará 
A oitava edição do Concurso Tamoios (voltado apenas para indígenas) foi vencida pelo escritor Maraguá, Roni Wasiry Guará, do Amazonas. Seu texto Olho d`Água - O caminho dos Sonhos foi escolhido pelo júri formado por especialistas indicados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ - dentre dezenas de outros que concorriam ao prêmio.

A entrega da Premiação aconteceu no dia 06 de Junho durante a abertura do 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens que este ano acontece no Centro de Convenções SulAmérica-RJ.
Na cerimônia Rony lembrou a importância de concurso como este para incentivar os indígenas a colocarem no papel suas histórias e experiências. Segundo ele "é de suma importância que nós os indígenas sejamos motivados a escrever nossas histórias.

O Brasil não conhece nossos povos e isso precisa ser feito para que a gente possa diminuir o preconceito que ainda existe. Ganhar  este concurso foi muito bom, especialmente porque a história que contei é uma homenagem aos meus avós".

Roni já é autor do livro O caso da cobra que foi pega pelos pés, publicado pela Editora Imperial Novo Milênio [...].

O Concurso Tamoios é voltado exclusivamente para indígenas que podem concorrer com qualquer texto - seja individual ou coletivo - e em qualquer gênero literário. A premiação consiste em receber um kit de livros para crianças e jovens e ter seu texto publicado pela Editora Autêntica.

                                                       
Entrega dos Prêmios de incentivo à leitura FNLIJ - 2011 .
Roni Wasiry, Beth Serra (Sec. Geral FNLIJ) e Ana Maria Machado.
Roni Wasiry, Daniel Munduruku, Cristino Wapichana, Naine Terena e Ziraldo.
Roni Wasiry e Jaguar 
Fotos: Luana Fortes

28 de jun. de 2011

LANÇAMENTO DE "COISAS DE ONÇA" - Novo Livro de Daniel Munduruku - Ed. Mercuryo Jovem

Fotos: Luana Fortes
 










"Coisas de onça" - Editora Mercuryo Jovem, de Daniel Munduruku na Biblioteca FNLIJ/Petrobras para crianças e jovens.
16 de Junho de 2011
13º Salão FNLIJ do Livro Infantil e Juvenil.


21 de jun. de 2011

Mekukradjá em pdf‏

Querid@s, segue em link para que possam ler nossa revista em pdf.
Em breve iremos organizá-la em papel.
Fiquem no aguardo
Grande abraço

14 de jun. de 2011

MONDAGARÁ: O ENCANTO LITERÁRIO DA FLORESTA

Por Luana Costa

            Hoje, a história de Mondagará Traição dos Encantados foi contada pelo escritor e contador de histórias Roni Wasiry Guará no Espaço Leitura da FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, que acontece no Rio de Janeiro no Centro de Convenções SulAmérica até o dia 17. A história, que maravilhou dezenas de crianças vindas de escolas de Niterói, Rio e diversos municípios do Estado, é a de Mondagará, seu belíssimo livro, obra literária apoiada pelo NEARIN (Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas do Inbrapi). Nascido em Boa Vista dos Ramos - Amazonas, e pertencente ao povo  indígena Maraguá, Wasiry vê na Literatura um instrumento eficaz e importante na transmissão dos conhecimentos de sua comunidade, além de uma via potente para transformar alguns estereótipos criados com relação ao indígena. “Não somos homogêneos, somos distintos uns dos outros; cada um tem sua língua, seus mitos, grafismos e significados, lendas e histórias distintas, cada uma com sua beleza peculiar, mágica”, afirma o autor. Mondagará Traição dos Encantados é prova disso. Em forma de remo, o Mondagará é um artefato sagrado cujos grafismos contam e guardam as histórias sagradas de seu povo. Ler os grafismos do Mondagará é mergulhar em uma vasta sabedoria ancestral, profunda e infinda, já que o remo é um instrumento utilizado não apenas para se locomover no rio, mas para “ir além”. Com seu livro, de fato vamos fundo nas histórias do povo Maraguá e tocamos em terrenos imaginários misteriosos e desconhecidos. Com delicadeza e cuidado, Waisiry tece uma rede de palavras capazes de enredar e embalar todos os jovens nessa instigante aventura, passada na nossa floresta brasileira. Impossível não se encantar. Deixamos então o convite: Que tal pegarmos nosso Maraguá e partirmos nesta expedição literária rumo às matas do Amazonas?

Roni Wasiry Guará autografando no stand da Ed. Formato
13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens


* o Livro pode ser encontrado através da Livraria Saraiva.

9 de jun. de 2011

13o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens



13o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens - www.fnlij.org.br
Centro de Convenções Sul América
Av Paulo de Frontin, 1. Centro – RJ

Metrô
Estação Estácio – Linha 1
Estação Cidade Nova – Linha 2
Estacionamento no local
Ingresso - R$4

8 de jun. de 2011

Desmistificando o índio

 08/06/2011
Como parte do ensino das etnias, as turmas do 3° ano do Fundamental I aprenderam, em sala de aula, um pouco mais sobre a influência indígena em nossa cultura. “Percebemos que as crianças trazem uma visão do senso comum do que é ser  índio. A figura estereotipada do índio – da oca, da pena e do chocalho - predomina no imaginário infantil”, explica a professora Luciana Acorsi, assessora de História e Geografia da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Para desmistificar essa visão, um estudo sobre o índio, embasado em vídeos, livros e artigos de jornal, foi proposto pelos professores da série.
Inicialmente, os alunos assistiram ao primeiro episódio, de 10, da série Índios no Brasil, produzida pelo MEC. Em “Quem são eles?”, pessoas de diversas regiões do país são entrevistadas e questionadas sobre os índios. Vem à tona o desconhecimento e os estereótipos sobre a realidade indígena. Essas entrevistas são intercaladas com falas de representantes de alguns povos indígenas: os Ashaninka e Kaxinawá, do Acre; os Baniwa, do Rio Negro, no Amazonas; os Krahô, de Tocantins; os Maxacali, de Minas Gerais; os Pankararu, de Pernambuco; os Yanomami, de Roraima; os Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, e os Kaingang, do sul do país.
Após o trabalho com o vídeo, os professores abordaram, por meio de algumas histórias de tribos indígenas, o cotidiano dos índios. Reportagens impressas também serviram como fonte nesse estudo. “Apresentamos algumas reportagens de índios que migraram para a cidade. Em um dos textos, aparece um índio dentro da oca, com uma televisão. Nesse momento, eles começam a se identificar e a se questionar: somos muito parecidos?”, revela Luciana.

Coisas de índio e a visita de Daniel Munduruku
No Brasil, existem cerca de 750 mil índios. Destes, 350 mil vivem em aldeias e 400 mil vivem fora delas – são os índios urbanos. A Amazônia e o Estado de Rondônia concentram o maior número de povos indígenas, 65 e 42, respectivamente.
Informações como essas, e inúmeras outras, foram vistas pelos alunos por meio do estudo do livro Coisas de índio, de Daniel Munduruku. O autor, índio do povo Munduruku, aborda conceitos como aldeia, alimentação, arte, casa, casamento, economia, medicina, ritos de passagem e trabalho, de maneira clara e concisa, conquistando os pequenos leitores.
Nossos alunos não ficaram apenas na leitura do livro. Daniel Munduruku esteve no Sabin em 3 de junho, partilhando um pouco de sua cultura com todos. O autor relatou o cotidiano dos povos indígenas e respondeu às perguntas dos alunos. Sua presença contribuiu para desfazer preconceitos e construir uma imagem real e atual sobre os índios.
Munduruku deixou uma mensagem aos nossos alunos:
“Não abram mão de sua própria humanidade! Só conseguimos transformar o mundo na medida em que somos humanos de verdade, e não apenas o ser humano do consumo, da posse, mas sim um ser humano que seja capaz de olhar para o outro, independentemente das diferenças. Um ser humano que saiba conviver com essas diferenças. A única maneira de sobrevivermos é tentando caminhar juntos!”

4 de jun. de 2011

Autorização para construção de Belo Monte chega ao Conselho de Direitos Humanos

A autorização para o início das obras de construção da Usina de Belo Monte, no Pará, e o tratamento dado pelo Brasil à medida cautelar da Organização dos Estados Americanos (OEA) foram discutidos hoje (3) no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que é o órgão máximo de direitos humanos da instituição. Durante a sessão de hoje do conselho, em Genebra, na Suíça, o caso foi apresentado pela organização Conectas, uma das entidades credenciadas para prestar informações à ONU.

"Expressamos nossa preocupação com a atitude do governo brasileiro para as medidas cautelares concedidas pela Comissão de Direitos Humanos em benefício das comunidades afetadas pela obra. A construção da Usina de Belo Monte ameaça a vida e, inevitavelmente, impacta a integridade de 24 povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores que ali vivem", afirmou Mariana Duarte, representante da Conectas durante a reunião na Suíça.

Criado em 2006 pela Resolução 60/251 da Assembleia Geral, o Conselho de Direitos Humanos realiza três sessões regulares por ano.

Na sessão de hoje, a representante da Conectas lembrou que a questão da Usina de Belo Monte já foi incluída em um relatório sobre direitos dos povos indígenas, publicado em 2010. Esse relatório evidencia a preocupação com as deficiências no processo de consulta com os povos indígenas afetados.

"Na mesma linha, em 1º de abril de 2011, a CIDH [Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da OEA] pediu às autoridades brasileiras para suspender imediatamente o processo de licenciamento da obra e fazer uma consulta prévia livre, informada e culturalmente adequada às comunidades afetadas. [Fazer a consulta] é garantir amplo acesso a estudos de impacto social e ambiental do projeto, além de medidas evitar a propagação de doenças e epidemias entre comunidades indígenas."

De acordo com a Conectas, a reação do governo brasileiro, que considerou precipitadas as medidas da OEA, também foi relatada pela organização. "Em 5 de abril, em nota à imprensa, o governo brasileiro considerou as medidas "precipitadas e injustificadas."

Posteriormente, a imprensa nacional informou que, em retaliação, o Brasil retirou a indicação do ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi para um cargo na CIDH, lembrou Mariana Duarte.

Ao final do relato, não houve manifestação da representante do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, Maria Nazareth Farani Azevedo.

Da Agência Brasil
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
03/06/2011 | 15h35 | Belo Monte

Língua portuguesa é homenageada no 13º Salão do Livro para Crianças e Jovens

Além da mudança para um novo local - o Centro de Convenções SulAmérica -, o novo Salão do Livro para Crianças e Jovens, organizado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), traz novidades, entre elas uma homenagem  à língua portuguesa, representada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“A gente quer chamar a atenção para a riqueza da língua portuguesa”, disse à Agência Brasil a secretária-geral da FNLIJ, Elizabeth Serra. Com o apoio do Itamaraty, a instituição pode trazer  para o evento autores  de literatura infantil de Angola, Moçambique, da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. O panorama da literatura no âmbito da CPLP e a variedade da língua portuguesa nos livros para crianças e jovens serão temas de seminário dentro do 13º Salão do Livro para Crianças e Jovens, que ocorrerá no período de 6 a 17 de junho.

Elizabeth Serra afirmou que um dos destaques do salão é discussão da lei sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, que determina a existência de bibliotecas nas escolas. “Todos os estabelecimentos de ensino têm que ter biblioteca até 2020. Essa é uma briga antiga da fundação. A educação pública brasileira nunca incorporou a biblioteca à sua realidade. Há as salas de leitura, mas o conceito de biblioteca, como existe no mundo inteiro, a gente não tem aqui”.

Ela argumentou que se a criança não tem em casa o hábito da cultura escrita, traduzido pela compra do livro ou da revista, e se não aprende na escola que existe uma instituição, que é a biblioteca pública, cuja obrigação é manter os alunos como leitores, ela sai da escola e depois não continua o exercício da leitura. “E é na escola que você tem que aprender isso. Por essa razão, essa lei é muito importante”.

Durante o 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens serão realizados ainda seminário sobre a Escola de Leitores - Compartilhando Aprendizagem e o 8º Encontro Nacional de Autores Indígenas.

A abertura oficial, no dia 6 de junho, será franqueada a professores da rede pública e privada do  município do Rio de Janeiro, que poderão agendar gratuitamente (pelo e-mail visitacaoescolar@fnlij.org.br) visitas guiadas no salão para conhecer a produção editorial

No dia 8, haverá o 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, voltado para o setor editorial e livreiro. Na ocasião, serão divulgadas estatísticas sobre esse segmento e discutidas tendências do livro para menores, como o livro digital.

Desde a sua terceira edição, o Salão do Livro para Crianças e Jovens  garante a cada visitante mirim levar para casa gratuitamente um livro de seu interesse. Para isso, a  fundação adquire, ao preço simbólico de R$ 1,00, livros que estejam em depósitos das editoras que participam do evento. “Não é uma doação que os editores fazem. A gente compra e analisa antes. São livros bons que, de fato, tenham alguma coisa  a acrescentar às crianças”. A iniciativa da FNLIJ visa a estimular a leitura além do evento e também a formação de uma biblioteca pelas próprias crianças e jovens.

Serão ao todo 72 estandes e 63 editoras, que publicam de forma permanente literatura infantojuvenil. A expectativa é que o salão atraia um público de até 50 mil pessoas nos 12 dias de duração. No ano passado, os visitantes superaram 30 mil pessoas.

Salão do Livro discute lei que determina a existência de biblioteca nas escolas

Agência Brasil

BRASÍLIA - Além da mudança para um novo local - o Centro de Convenções SulAmérica -, o novo Salão do Livro para Crianças e Jovens, organizado pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), traz novidades, entre elas uma homenagem à língua portuguesa, representada pela CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).
Segundo Elizabeth Serra, secretária-geral da FNLIJ, o objetivo é "chamar a atenção para a riqueza da língua portuguesa". Com o apoio do Itamaraty, a instituição pode trazer para o evento autores de literatura infantil de Angola, Moçambique, da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. O panorama da literatura no âmbito da CPLP e a variedade da língua portuguesa nos livros para crianças e jovens serão temas de seminário dentro do 13º Salão do Livro para Crianças e Jovens, que ocorrerá no período de 6 a 17 de junho.
Elizabeth Serra afirmou que um dos destaques do salão é discussão da lei sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, que determina a existência de bibliotecas nas escolas.
- Todos os estabelecimentos de ensino têm que ter biblioteca até 2020. Essa é uma briga antiga da fundação. A educação pública brasileira nunca incorporou a biblioteca à sua realidade. Há as salas de leitura, mas o conceito de biblioteca, como existe no mundo inteiro, a gente não tem aqui.
Ela argumentou que se a criança não tem em casa o hábito da cultura escrita, traduzido pela compra do livro ou da revista, e se não aprende na escola que existe uma instituição, que é a biblioteca pública, cuja obrigação é manter os alunos como leitores, ela sai da escola e depois não continua o exercício da leitura.E é na escola que você tem que aprender isso,disse ela. Por essa razão, essa lei é muito importante, complementou a secretária-geral.
Durante o 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens serão realizados ainda seminário sobre a Escola de Leitores - Compartilhando Aprendizagem e o 8º Encontro Nacional de Autores Indígenas.
A abertura oficial, no dia 6 de junho, será franqueada a professores da rede pública e privada do município do Rio de Janeiro, que poderão agendar gratuitamente (pelo e-mail visitacaoescolar@fnlij.org.br) visitas guiadas no salão para conhecer a produção editorial
No dia 8, haverá o 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, voltado para o setor editorial e livreiro. Na ocasião, serão divulgadas estatísticas sobre esse segmento e discutidas tendências do livro para menores, como o livro digital.
Desde a sua terceira edição, o Salão do Livro para Crianças e Jovens garante a cada visitante mirim levar para casa gratuitamente um livro de seu interesse. Para isso, a fundação adquire, ao preço simbólico de R$ 1,00, livros que estejam em depósitos das editoras que participam do evento.
Serão ao todo 72 estandes e 63 editoras, que publicam de forma permanente literatura infantojuvenil. A expectativa é que o salão atraia um público de até 50 mil pessoas nos 12 dias de duração. No ano passado, os visitantes superaram 30 mil pessoas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/24/salao-do-livro-discute-lei-que-determina-existencia-de-biblioteca-nas-escolas-924526904.asp#ixzz1OH62jilL 
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1 de jun. de 2011

13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens abre espaço para o Movimento por um Brasil literário



 Este ano, o Salão FNLIJ do Livro pra Crianças e Jovens homenageia a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, formada por Angola, Brasil, Costa Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O objetivo é valorizar o idioma e a herança cultural que unem esses países, reforçando que o livro é um importante meio de difusão da linguagem e história de um povo. Especialistas em língua portuguesa, escritores e ilustradores participam do evento e dividem suas experiências com o público.
Entre as atividades do Salão este ano, o Seminário FNLIJ de Literatura Infantil e Juvenil discute, de 13 a 16 de junho: "Panorama da Literatura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: a variedade da Língua Portuguesa nos livros para crianças e jovens"; "Biblioteca da Escola: agora é lei" e "Escolas de leitores - Compartilhando aprendizagem"; No último dia, sedia o VIII Encontro de Escritores e Artistas Indígenas: Literatura é Resistência". Estarão presentes no Seminário pesquisadores de diversos países, incluindo representantes de alguns países da CLPL (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), e escritores indígenas de diferentes etnias.
Em sua segunda participação no Salão, o Movimento por um Brasil literário terá um estande próprio. Nesse espaço, será possível conhecer e aderir ao Movimento, além de assistir ao documentário "A Palavra Conta". Dirigido por Duto Sperry e Leonardo Gambera, o filme mostra a influência da literatura na vida das pessoas por meio de depoimentos captados em diferentes regiões do Brasil. Além do documentário, o Movimento apresentará no Salão sua campanha pelo direito à literatura. Produzida durante o ano passado pela Java 2G, a campanha apresenta vinhetas com depoimentos, mostrando um país que lê, se transforma e se emociona com a literatura, mas que também precisa percorrer um longo caminho para garantir o direito de acesso aos textos literários.
Para as crianças e jovens visitantes, o Salão terá uma biblioteca especial com lançamentos de livros, leituras e encontros com autores. As crianças poderão conhecer as histórias de Fabricio Carpinejar, Maria Clara Machado, Eva Furnari, entre outros autores. Para os jovens, as atividades incluem leituras de livros de Clarice Lispector, Pedro Karp, Angela Lago e Nilma Lacerda.
O espaço dedicado ao educador homenageará os 90 anos de Maria Clara Machado, com o lançamento de "Teatro infantil completo de Maria Clara Machado". Outro importante momento será o lançamento de "Vermelho amargo", do poeta mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, um dos idealizadores do Movimento por um Brasil literário, no dia 14, às 15h.
Os ilustradores também terão destaque no evento, com performances diárias ao vivo, no Espaço Petrobras do Ilustrador. Estarão presentes o escritor e ilustrador Roger Mello, vencedor do Prêmio FNLIJ 2001 na categoria Melhor Ilustração (Hors-Concours) pelo livro "Meninos do Mangue", Anielizabeth, ilustradora dos livros "O pato que chocou" e "Um bifinho ou um salaminho?",  e Guto Lins, autor dos livros "Mãe" e "Avô".


O Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens acontece em novo local, ocupando o Centro de Convenções SulAmérica.
Serviço
Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens
De 7 a 17 de junho
Centro de Convenções SulAmérica - Av. Paulo de Frontin com Av. Pres. Vargas – Centro – RJ
site para outras informações: http://www.fnlij.org.br
Agendamento de visitas para escolas: visitacaoescolar@fnlij.org.br

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...