29 de fev. de 2012

Encontro dos povos indígenas falantes das línguas Tupi Mondé e Rama Rama

Cacoal
24/02/2012 – 07:20
Entre os dias 20 e 21 de fevereiro, em pleno Carnaval, no auditório da sede da Associação Metareilá do Povo Paiter Suruí, no distrito de Riozinho, em Cacoal-RO, ocorreu o I Encontro do Corredor Tupi Mondé, com a participação expressiva de líderes de comunidades e associações dos povos indígenas falantes das línguas Tupi-Mondé e Rama Rama: Paiter (Suruí), Karo (Arara), Pádèrej (Cinta Larga), Ikolen (Gavião) e Pangyjej (Zoró). O Encontro foi realizado pela Metareilá e pela Kanindé, com apoio das associações indígenas do Corredor Tupi Mondé, do Parlamento Paiter, do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA/RO), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM/RO), das Fundações Skoll e Moore, da FUNAI e do Projeto Conservação da Biodiversidade em Terras Públicas na Amazônia. A participação no Encontro superou em muito os 27 representantes indígenas e 20 brancos assessores/convidados esperados: no primeiro dia, estiveram presentes 68 participantes – entre indígenas Apurinã (1), Arara (4), Cinta Larga (10), Gavião (9), Suruí (21) e Zoró (6), e brancos (17) representando organizações parceiras e convidadas; e no segundo dia, 53 participantes deram continuidade aos trabalhos – entre indígenas Apurinã (1), Arara (4), Cinta Larga (8), Gavião (8), Suruí (16) e Zoró (7), e brancos (9).

Dentre os representantes de instituições parceiras e convidadas, destacaram-se as presenças de Marcos Apurinã (Coordenador Geral da COIAB), Urariwé Suruí (Coordenador Regional da FUNAI de Cacoal), Naraiagoteme Suruí (Gerente Indígena da SEDAM), Júlio Naraykosar Suruí (Coordenador de Assuntos Indígenas da Prefeitura Municipal de Cacoal), um representante da Secretaria dos Esportes, da Cultura e do Lazer (SECEL/RO), a vereadora Ligia Neiva (PTB) do município de Rondolândia-MT, que apoia o povo Zoró na área de educação, e demais assessores das associações indígenas.

O encontro foi convocado com o objetivo de promover a discussão e construir entendimentos coletivos entre os cinco povos sobre a gestão etnoambiental e cultural do Corredor Tupi Mondé. A programação começou no primeiro dia com uma série de palestras e exposições em painéis e mesas, seguidas de debates, sobre os seguintes temas: análise de conjuntura; cultura; gestão territorial e ambiental; e associativismo e redes sociais – nas quais participaram indígenas e brancos (assessores e representantes de órgãos públicos federais e estaduais).

Ao final do primeiro dia foram constituídos quatro grupos de trabalho, compostos com representantes de todos os povos presentes ao encontro para, em torno de perguntas orientadoras, construir entendimentos e apresentar propostas sobre: o que é o Corredor; quais os tipos de articulação e de atuação possíveis entre os povos no Corredor; e a gestão territorial e ambiental do Corredor.

Retomando as atividades na manhã do segundo dia, após as apresentações dos resultados dos grupos de trabalho, seguiu-se um debate em torno do melhor arranjo para articular os povos indígenas do Corredor, suas comunidades e associações, e fez-se uma rápida sistematização do principais problemas, desafios e propostas levantados, de modo a constituir uma agenda/pauta para o prosseguimento das ações no Corredor pelos povos indígenas. Tirou-se a composição de uma "comissão provisória", que se reunirá no próximo dia 09 abril, com apoio dos recursos das próprias associações, de modo a consolidar a agenda e avançar na definição da estrutura de governança do Corredor – que deve, no futuro, incorporar representantes dos povos e comunidades tradicionais agroextrativistas, que vivem nas reservas extrativistas estaduais ao norte do Corredor (conforme entendimento construído durante o encontro).

A plenária do encontro também aprovou o encaminhamento de cinco manifestações a autoridades federais e estaduais – notadamente, a Presidenta Dilma, o Presidente do Congresso Nacional e os governadores de Mato Grosso e Rondônia – renovando demandas do movimento indígena, cobrando compromissos assumidos por essas autoridades em diferentes momentos e exigindo maior participação indígena nos assuntos que lhes dizem respeito – em especial, medidas legislativas ou administrativas que os afetam. Aproveitando-se a presença do Coordenador Geral da COIAB, Marcos Apurinã, também foi repassada e revista a agenda política do movimento indígena para os próximos meses, que inclui, entre outros: o processo de regulamentação do direito de consulta previsto na Convenção 169 da OIT; uma assembleia extraordinária da COIAB entre os dias 27 a 31 de março próximo, em Manaus/AM; e a realização do Acampamento Terra Livre (ATL) 2012 no âmbito da Cúpula dos Povos que precede a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro/RJ.

Portal Cacoal-RO 

27 de fev. de 2012

Bibliotecas rurais do MDA chegam a mais quatro municípios do Maranhão

(Da assessoria AQUI Sudoeste)



O objetivo é promover o hábito da leitura
(foto: divulgação)Brasil - Brasília (DF), 06/02/2012 - O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) inaugura 17 bibliotecas rurais no Maranhão nesta terça-feira (7). A ação faz parte do Programa Arca das Letras e beneficiará quatro municípios: Pedreiras, Igarapé Grande, Lima Campos e Alto Alegre do Pindaré. A iniciativa da pasta contribui para o incentivo à leitura no campo, auxiliando na educação e gerando mais cidadania à população rural. O estado já somava 447 acervos, que atendiam mais de 47 mil famílias. Com a entrega, serão 40 bibliotecas.

“Em todo o país, já são 8.820 acervos rurais implantados pelo MDA. Essa experiência permite afirmar que a população rural tem gosto especial pela leitura. É comum encontrarmos leitores que leem 20 ou 40 livros por ano nas comunidades rurais. A chegada do Arca das Letras proporciona alfabetização para todas as idades”, enfatiza a coordenadora nacional do Programa Arca das Letras e coordenadora geral de ação cultural do ministério, Cleide Soares.

A entrega dos novos acervos maranhenses será feita em parceria com a Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (ASSEMA). O município de Pedreiros já tem quatro bibliotecas, instaladas em 2011. As comunidades de Igarapé Grande, Lima Campos e Alto Alegre do Pindaré recebem pela primeira vez os acervos. As comunidades beneficiadas pelo programa ganham bibliotecas com livros de literatura infantil e juvenil, além de técnicos, didáticos e histórias em quadrinhos. “Os títulos são organizados conforme o interesse dos moradores locais”, detalha a coordenadora do programa no MDA.

Os acervos que ainda serão inaugurados no Maranhão seguem o mesmo padrão dos já em utilização em todo o Brasil e ficarão sob os cuidados de voluntários selecionados por meio de consulta popular, os agentes de leitura. O programa conta com 17,5 mil agentes capacitados em todo o Brasil para atender e instruir os usuários. Com a inauguração das novas unidades, o Maranhão terá, no total, 846 agentes de leitura.

Cleide Soares explica também que os móveis-bibliotecas, as chamadas “arcas”, utilizadas para armazenar os livros, foram doados pela Prefeitura Municipal de Alto Alegre do Pindáré, Associação Cultural Lima Campense/MA e pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Igarapé Grande. O fornecimento dos livros e materiais de trabalho para os agentes de leitura ficou a cargo do ministério.

Sobre a Arca das Letras

Criado pelo MDA em 2003, o Arca das Letras implantou em todo o país mais de 8,8 mil bibliotecas rurais. Até agora, o número de livros distribuídos passa de 1,5 milhão, beneficiando mais de 800 mil famílias do campo. A administração das bibliotecas é feita por agentes de leitura, que contribuem para melhorar os índices educacionais de suas comunidades e valorizar a cultura no meio rural.
As bibliotecas são instaladas na casa de um morador, ou na sede de uma associação rural. As comunidades escolhem os assuntos que formam os acervos, o local onde a biblioteca funcionará e indicam os moradores que serão capacitados como agentes de leitura. Os acervos contêm livros nas áreas de literatura infantil, para jovens e adultos, de saúde, agricultura, meio ambiente e livros didáticos para pesquisa escolar.

Mais bibliotecas

Em 2012, o MDA inaugurou, por meio do programa Arca das Letras, 23 bibliotecas rurais distribuídas nos estados de Minas Gerais, Ceará, Paraná e São Paulo. Em alguns locais, a entrega ocorreu para atender a uma solicitação dos moradores, como foi o caso do assentamento Santa Maria da Lagoa, do município de Ilha Solteira (SP). O pedido da população resumia o interesse em desenvolver o hábito da leitura nas famílias e apoiar as pesquisas dos estudantes.

Em São Paulo, funcionam 261 bibliotecas do Programa Arca das Letras, instaladas em 112 municípios. As unidades foram entregues para as comunidades entre 2006 e 2010, em parceria com o Instituto de Terras de São Paulo (Itesp), Programa Luz para Todos, Furnas, Incra e Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário em São Paulo (DFDA/SP).

O Arca das Letras também chegou à comunidade indígena de Engenheiro Fchnnor, do município de Araçuaí, em Minas Gerais, para beneficiar os índios da etnia Pankararu Ipataxó. Com a iniciativa, o MDA já implantou 31 acervos indígenas no estado de Minas, que abrangem outras etnias do território mineiro, os Pankararu e os Maxacali.

“Os temas dos livros foram indicados pelos índios de Engenheiro Fchnnor, além de outros assuntos que foram incluídos pelo ministério e que possam ajudar no entendimento de seus direitos, como estatutos. Nossa ideia é contribuir para a valorização da cultura indígena. São títulos de literatura brasileira, literatura indígena, cidadania e meio ambiente”, explica Cleide Soares.

Ela afirma que o acervo tem como meta fortalecer a comunidade do ponto de vista cultural. “Acreditamos que a biblioteca é um componente para agregar valor às ações já desempenhadas pelos índios, ampliando as fontes de informação. Temos exemplos de sucesso em outras comunidades, onde o material do Arca das Letras ajudou na criação de projetos locais de técnicas agrícolas”, destaca Cleide.

No Paraná, o ministério entregou na semana passada outros dois acervos. O Programa Arca das Letras está em funcionamento em 312 comunidades rurais paranaenses, disponibilizando acesso à leitura para mais de 30 mil famílias. A população do campo no Ceará também recebe o incentivo. Cerca de mil comunidades já receberam as bibliotecas, e dois mil agentes de leitura fazem os trabalhos voluntários de circulação dos livros

26 de fev. de 2012

Eliane Potiguara: Literatura e Mídias Indígenas

Eliane Potiguara

ELIANE POTIGUARA (Eliane lima dos santos) meus avós são de origem potiguara, então sou de origem Potiguara, nasci no Rio de Janeiro, em 29/09/1950, tenho 61 anos de luta e mais de 40 na luta indígena. 
Estudei Faculdade de letras Portugues-literatura e formada em Educação


Cinemaartes: Eliane fala sobre a luta por mídias como instrumentos de divulgação e defesa dos direitos dos povos indígenas.
Eliane Potiguara: Sabemos que povos indígenas possuem sua cultura oral, suas origens de vida contadas verbalmente por diversas gerações. No entanto, com a contemporaneidade, as mídias, a internet chegaram rapidamente aos povos indígenas. Eu mesma participei com a organização "Povos da Floresta", presidida por Ailton Krenak nas discussões com o governo para a implantação da internet nas áreas indígenas. Os conteúdos das mídias devem estar totalmente voltados para a cultura indígena e para a defesa dos direitos humanos das etnias. Outro conteúdo que não étnico deve ser ético. Deve ser uma mídia seletiva e há de se enfatizar isso. Por outro lado os professores devem estar abertos para a temática. Ailton Krenak criou o 1º jornal tablóide e eu criei o 1º jornal tablóide feminino de 8 páginas, na luta contra a hidrelétrica Kararaô ( Belo Monte hoje). Foi um escândalo na década de 70 para 80 e ninguém falava sobre gênero, recorte étnico-racial, mídias indígenas, jornais indígenas, gestão, desenvolvimento comunitário auto-sustentável, etc. Tudo era produzido por padres, antropólogos, fotógrafos e cineastas.
Nós indígenas, somos vitoriosos. E essa força veio do Grupo de Trabalho nas Nações Unidas em Genebra onde participamos por uma década da elaboração da Declaração Universal dos Direitos Indígenas e as Assembléias pelos Dureitos Indígenas no Brasil. Os indígenas Kunas, do Panamá, os Samí da Noruega e os Maias do México eram VANGUARDA no teatro, na literatura e nas rádios! As Primeiras Nações do Canadá cresciam com seus projetos de pisciculturas e os indígenas americanos criavam seus próprios Bancos. Eu conto no meu livro, METADE CARA, METADE MÁSCARA. Mas os jovens de hoje deveriam pesquisar mais o que os antigos líderes conquistaram e respeitá-los.
Livro:
Metade Cara, Metade Máscara
Cinemaartes: Eliane fala sobre a lei 11.645/08 que trata de História e Culturas Indígenas nas escolas brasileiras e como os professores podem usar o audiovisual produzido pelos povos indígenas. 
Eliane Potiguara: Eu pessoalmente visitei centenas de escolas urbanas como Educadora e escritora não só no Brasil, como em outros países, como México, por exemplo, onde fizemos uma grande maratona pelas montanhas rochosas e nas mais longínquas escolas indígenas apresentando essa lei tão revolucionária que muda concepções.Também estivemos no Equador auxiliando uma nova proposta de educação. Também fomos convidadas por Hugo Chaves a dialogar com dezenas de etnias em galpões e escolas de vários graus para não só falar dessa lei, como situar a questão da literatura indígena no Brasil e como ela é tão transformadora nas mentes de professores e alunos.
Em Portugal, nas universidades contei o que foi a colonização deles ás nossas terras. Eles não sabem de nada. Acham que foi pelo bem do Brasil! No Rio de Janeiro a Secretaria de Educação adquiriu um boa cota de meu livro METADE CARA, METADE MÁSCARA, editado por Daniel Munduruku importante GLOBAL EDITORA. As bibliotecas possuem esse meu livro e é um subsidio para professores e alunos. Na minha bagagem levava vídeos feitos por indígenas para dinamizar minhas palestras. Os não indígenas nunca mais poderão se "apropriar" dos conhecimentos indígenas porque hoje existem Leis de proteção à Biodiversidade Indígena e o Inbrapi fez um maravilhoso trabalho para a essa defesa. Os professores podem utilizar materiais audiovisual feitos por indígenas sim, como material de apoio, solicitando em sites, em bancos de dados, no google.

Mensagem: Professores e alunos devem ler muito as lendas indígenas, recontá-las na perspectiva atual. Ler os livros dos escritores indígenas porque o texto na realidade é a base do roteiro de películas, filmes, vídeos. Acabo de escrever "Barba Azul e as drogas". Lanço dois livros esse ano: "A Cura da Terra" pela perspectiva atual e "A história do dia e da noite". Sabemos que a drogatização está chegando as aldeias, assim como violência doméstica, física e alcoolismo já chegaram. O alcoolismo já é um tema discutido há mais de décadas, mas não se fala nas drogas. Sabemos os índices de drogatização entre povos indígenas? Porque não se fala no asssunto? Povos indígenas são tão seres humanos como qualquer povo de qualquer lugar, mas a antropologia oficial tenta esconder os efeitos do capitalismo e da neo-colonização, para que os temas de estudos antropológicos e culturais não desfoquem da cultura tradicional. A cultura é mutável, principalmente num mundo conturbado como esse, um mundo que está destruindo o planeta, as águas, os animais. Por que manter uma mitificação sobre povos indígenas, quando a maioria dos jovens já vivem em cidades e querem estudar? Ser indígena não é estar desnudo no meio do mato. Ser indígena é ter consciência de sua origem e de sua identidade preservada! É ter sua ancestralidade firme como as patas de um rinoceronte fincadas na lama africana! A história de Iracema de José de Alencar ficou no passado. Hoje conversamos com indígenas que estudaram em Cuba, com advogadas que fizeram mestrados na Alemanha, indígenas que estudaram inglês ou espanhol com bolsas de estudos na Espanha, que falam línguas... E ninguém perdeu sua identidade indígena. Pelo contrário. Fortificou mais ainda!Quanto às drogas, elas estão muito fáceis de serem conseguidas e introduzidas aos jovens. Isso sim, precisa ser estudado pelos antropólogos, cientistas para evitar um dano maior. Há novos desvios de caráter produzidos pela mídia televisiva, mas a mídia e literatura indígenas devem ser mais forte que o inimigo. Deve ser um instrumento de conscientização, de luta e transformação social para o bem da cultura e cosmovisão indígena. 

23 de fev. de 2012

Cineastas Maxakali - A visão indígena do mundo e da vida Cineastas Maxakali - A visão indígena do mundo e da vida

Cinemaeartes: Entrevista com Isael Maxakali e sua esposa Suely Maxakali.



Isael e Suely Maxakali


Yaet Maxakani (Isael Maxakali) nasceu em 18/04/1978 e Xoeni Maxakani (Suely Maxakali) nasceu em 30/06/1976.


São do povo indígena Tikmû’ûn (Maxakali). Tikmû’ûn é o modo como os Maxakali se autodenominam. Quer dizer, mais ou menos, “nós, os humanos”.
Vivem na Aldeia Verde, no município de Ladainha, em Minas Gerais, nasceram, na aldeia de Água Boa, na Reserva Maxakali de Água Boa, no município de Santa Helena de Minas, Minas Gerais.
Isael Maxakali: Sou professor na Escola Estadual Isabel Silva Maxakali. Sou diretor cinematográfico também. Faço documentários sobre a história e a cultura de meu povo. Também ofereço oficinas sobre a cultura maxakali. Sou formado em nível universitário no curso de Formação Intercultural de Educadores Indígenas (FIEI) da UFMG.

Dou aulas de língua e cultura maxakali na escola da aldeia. Vivi na aldeia de Água Boa até 2006. Eu, minha família e alguns parentes, passamos um ano num acampamento provisório chamado Duas Lagoas, próximo a Campanário em Minas Gerais, por conta de um conflito em Água Boa, que nos levou a buscar outra terra. Em 2007 fomos transferidos para uma nova reserva no município de Ladainha, também em Minas, onde estamos até hoje.
Sueli Maxakali: Sou presidente da Associação Maxakali de Aldeia Verde. Sou fotógrafa. Faço fotografia still e assistência de direção nos filmes de Isael.
Nossos Filmes:

Kotkuphi


- Kotkuphi (doc, MG, 24min, 2011
A colheita, o preparo do alimento, o canto, e as demais atividades envolvidas na realização de um yãmîyxop, o ritual, em homenagem ao yãmîy ("espírito") da mandioca.
Ficha técnica:
Direção e câmera: Isael Maxakali
Fotografia still: Suely Maxakali
Edição: Charles Bicalho
Arte gráfica: Alexandre Coelho
Realização: Comunidade Maxakali de Aldeia Verde e Pajé Filmes
Idioma: Maxakali
Legenda: Português, Espanhol, Inglês

Premiações: Edital Filmes em Minas, categoria de finalização, 2011;
Menção Especial do Júri no III Festival do Filme Etnográfico do Recife em 2011:
"O júri reconhece o olhar interno, singular e poético que este filme lança sobre o processo de realização do ritual da mandioca, dos Maxakali de Minas Gerais."
Exibições:
- III Festival do Filme Etnográfico do Recife 2011.
- Programa "Curta Piauí", da TV Antares, em Teresina, em junho de 2010.
- 15º Mostra Internacional do Filme Etnográfico, no Rio de Janeiro em novembro de 2011.
Treiler: http://www.youtube.com/watch?v=V7ZTwKlaGHY

Cenas de Kotkuphi


O filme mostra o yãmîyxop (ritual) de Kotkuphi, o espírito da mandioca (kohot), que é um importante alimento de nossa tradição. Kotkuphi é um yãmîy (“espírito”). O filme mostra a flecha que é colhida no mato. Mostra a pintura, o canto. Kotkuphi é caçador. Ele busca os bichos e os entrega à comunidade. As mulheres dividem o alimento. Ele mostra como flechar xokakak (gelinha). Como caçar.


Ficamos muito felizes com o prêmio que o filme ganhou no III Festival do Filme Etnográfico do Recife. Não deu para estar presente à cerimônia de entrega do troféu de Menção Especial do Júri, pois Recife é bem longe de Minas Gerais. Mas mesmo assim ficamos muito felizes.


Cinemaartes: Quais foram as dificuldades de se realizar este filmes?
Isael Maxakali: As dificuldades maiores para fazer filmes são relacionadas à finalização, que inclui a edição. Tenho duas câmeras. Então filmar na aldeia não é problema. Mas não tenho ilha de edição. Então, ou venho a Belo Horizonte com as fitas miniDV, ou as entrego ao Charles, que costuma fazer a edição. Quando posso vir a Belo Horizonte, realizamos a edição juntos na Pajé Filmes. Para a tradução e legendagem dos filmes, temos que nos encontrar também. Quando não estou na cidade, falamos bastante pelo celular, para tirar alguma dúvida sobre os filmes. Ainda não temos internet na aldeia, o que facilitaria muita coisa, mas estamos querendo colocar logo.




Mensagem: "É importante continuar a fazer filmes para mostrar a cultura de nosso povo, a visão indígena do mundo e da vida" Isael Maxakali


LISTA DOS FILMES DE ISAEL e SUELY MAXAKALI:
- Tatakox (Doc, MG, 23', 2007)


Resumo: “Tatakox” (em língua Maxakali se diz algo como “tatacui”) é o espírito da lagarta. Este documentário Maxakali, ganhador de prêmio no Forumdoc.bh.2008, foca um importante ritual de iniciação indígena, quando os meninos da aldeia são levados para a "Casa de Religião" e são submetidos a um curso intensivo sobre sua cultura tradicional.Xokxop pet (Doc, 21’45”, 2009, MG), de Isael Maxakali




- "Xokxop Pet", que em língua maxakali quer dizer "a casa dos animais", é um ensaio audiovisual de Isael Maxakali. Filmado no Jardim Zoológico de Belo Horizonte, o filme retrata os animais que fazem parte de um ritual que há muito tempo não se realiza na aldeia maxakali. Isael, Sueli, Voninho (aprendiz de pajé) e outros maxakalis, cantam seus yãmîy (cantos sagrados) em homenagem aos animais no cativeiro.

Xokxop Pet


Ficha técnica:
Direção: Isael Maxakali
Câmera: Charles Bicalho
Montagem: Charles Bicalho e Isael Maxakali
Produção: Charles Bicalho
Idioma: Maxakali (sem legenda).
Realização: Pajé Filmes
Apoio: Danilo Palhares (CIMI)
Arte Gráfica: Gis Rezende
Treiler: http://www.youtube.com/watch?v=_DzgdME6Yuk&feature=related


- Yiax kaax – fim do resguardo (Doc, 24’37”, 2010, MG), de Isael Maxakali
Juan Maxakali nasceu em outubro de 2009 na Aldeia Verde Maxakali em Ladainha, Minas Gerais. Seus pais, Zezão e Jupira, ficam de resguardo por trinta dias após o parto. Durante este período eles sofrem uma série de restrições, como por exemplo, não comer carne vermelha. Agora o resguardo acabou. E Isael faz um documentário sobre o ritual que marca este final. Todos vão à cachoeira. O pajé Mamey vai à mata colher jaborandi e encontrar uma pedra para cortar o bambu que será usado para soprar a água em direção ao nascente e ao poente, exatamente como faziam os antigos. Assim todos agradecem e pedem proteção ao sol. Zezão e Jupira agora estão liberados para fazer tudo que gostam.

Yiax kaax


Ficha técnica:


Direção: Isael Maxakali
Câmera: Isael Maxakali e Marivaldo de Carvalho
Montagem: Charles Bicalho e Isael Maxakali
Fotografia Still: Sueli Maxakali
Tradução e Legendagem: Charles Bicalho, Isael Maxakali e Sueli Maxakali
Idioma: Maxakali (legenda em português).
Arte Gráfica: Gis Rezende
Exibições, mostras e festivais:
- 12º Cinemosquito, mostra de cinema itinerante organizada por Jiddu Saldanha em Cabo Frio, em março de 2010;
- Congresso Internacional sobre Políticas de Pesquisa em Línguas Indígenas, ocorrido na Universidade do Novo México (UNM), em Albuquerque, Novo México, Estados Unidos, em abril de 2010;
- 5ª Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP), de 17 a 22 de junho em Ouro Preto/MG;
- Congresso Internacional de História e Patrimônio Cultural, em Teresina, Piauí, de 11 a 15 de outubro de 2010.
- II Mostra Pajé de Filmes Indígenas, em maio de 2011, em Belo Horizonte.
Treiler: http://www.youtube.com/watch?v=8hZI6YM96c8&feature=related


- Dia do índio na Aldeia Verde em 2010 (Doc, MG, 27min, 2011), de Isael Maxakali
Filmagens das comemorações do Dia do Índio na Aldeia Verde Maxakali em Ladainha, Minas Gerais, em 2010.

Dia do Índio


Ficha técnica:
Direção e câmera: Isael Maxakali
Assistente de direção: Sueli Maxakali
Edição: Charles Bicalho.
Idioma: Maxakali (sem legenda)


- Kotkuphi (doc, 24min, 2011)
A colheita, o preparo do alimento, o canto, e demais atividades envolvidas na realização de um yãmîyxop, o ritual, em homenagem ao yãmîy ("espírito") da mandioca.
Ficha técnica:
Direção e câmera: Isael Maxakali
Fotografia still: Sueli Maxakali
Edição e finalização: Charles Bicalho
Realização: Comunidade Maxakali de Aldeia Verde e Pajé Filmes
Idioma: Maxakali (legenda em português).
Arte gráfica: Alexandre Coelho
Prêmio: Edital Filmes em Minas, categoria de finalização, 2011.
Exibições:
- III Festival do Filme Etnográfico do Recife 2011.
- Programa "Curta Piauí", da TV Antares, em Teresina, em junho de 2010.
- 15º Mostra Internacional do Filme Etnográfico, no Rio de Janeiro em novembro de 2011.
Menção Especial do Júri no III Festival do Filme Etnográfico do Recife em 2011:
"O júri reconhece o olhar interno, singular e poético que este filme lança sobre o processo de realização do ritual da mandioca, dos Maxakali de Minas Gerais."
Treiler: http://www.youtube.com/watch?v=V7ZTwKlaGHY


- Xupapoynãg (doc, 14mn, 2011)
As lontras invadiram a aldeia para vingar a exploração e morte de seus parentes, caçados e devorados pelos humanos. Cabe às mulheres travar uma batalha para expulsar os invasores.

Xupapoynãg


Ficha técnica:
Direção e câmera: Isael Maxakali
Fotografia still: Sueli Maxakali
Edição e finalização: Charles Bicalho
Realização: Comunidade Maxakali de Aldeia Verde e Pajé Filmes
Idioma: Maxakali (legenda em português).
Arte gráfica: Alexandre Coelho
Prêmio: Edital Filmes em Minas, categoria de finalização, 2011.



Xupapoynãg
Exibições:
- Julho de 2011, Cine Mosquito, mostra de cinema em Cabo Frio/RJ.
- III Festival do Filme Etnográfico do Recife 2011.
- 06/10 em Teresina no programa "Curta Piauí", da TV Antares.
Treiler: http://www.youtube.com/watch?v=MvNkzdMarRQ&feature=related




- Yãmîy (doc, 15min, 2011)
Os yãmîys são os “espíritos” do panteão maxakali. Eles são vários; virtualmente infinitos. E todos se conectam por uma metamorfose que os faz passar de um a outro. Série, o yãmîy é um devir mutante. A sua sequência é uma das formas de que os tikmû’ûn (Maxakali) se servem para contar suas histórias. Neste filme Isael Maxakali nos apresenta alguns dos yãmîys, como a onça, o quati, o javali, etc. Está-se diante de uma espécie de inventário que comporta micro-narrativas.

Yãmîy


Ficha técnica:
Direção e câmera: Isael Maxakali
Fotografia still: Sueli Maxakali
Edição e finalização: Charles Bicalho
Realização: Comunidade Maxakali de Aldeia Verde e Pajé Filmes
Idioma: Maxakali (legenda em português).
Arte gráfica: Alexandre Coelho
Trelier: http://www.youtube.com/watch?v=fzWQw0a67L4&feature=related


- Mîmãnãm: mõgmõka xi xûnîn (doc, MG, 17min, 2012)
O pajé Totó nos ensina sobre o mîmãnãm, o “pau de religião” maxakali. Uma tora de madeira pintada em homenagem ao yãmîy. Ele é fincado no pátio da aldeia, em frente à kuxex, a “casa de religião”, para a realização do yãmîyxop, o ritual sagrado. Neste filme são apresentados o mîmãnãm do gavião (mõgmõka) e o do morcego (xûnîn).



Mîmãnãm: mõgmõka xi xûnîn
Ficha técnica:
Direção e câmera: Isael Maxakali
Assistente de direção: Sueli Maxakali
Edição e finalização: Charles Bicalho
Arte gráfica: Alexandre Coelho
Realização: Comunidade Maxakali de Aldeia Verde e Pajé Filmes
Idioma: Maxakali
Legenda: Português
Contatos: Fone de Isael e Suely Maxakali: 31 7118-4471 / 33 9927-8669 / 33 8859-3823
Email: pajefilmes@gmail.com
www.paje-filmes.blogspot.com
Por www.cinemaartes.blogspot.com


Por Cinema e Artes

21 de fev. de 2012

Importância da Rádio Comunitária para os Povos Indígenas

James Anaya Apache
Genebra, 13 de fevereiro de 2012. O Relator Especial da ONUsobre osDireitos dos Povos Indígenas, O índio norte-americanos do povoApache, James Anaya, gostaria de saudar o Dia Mundial do Rádio, criado pela Resolução 36 da Conferência Geral da UNESCO em 2011.Neste primeiro Dia Mundial da Rádio,que gostaria de salientar aimportância da rádio comunitária dos povos indígenas do mundo.


O rádio tem sido um meio fundamental para os povos indígenas,para a vitalidade das línguas, e exercer e defender os seus direitos. Conforme reconhecido pela Declaração das NaçõesUnidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.
O artigo 16:
1. Os povos indígenas têm o direito de estabelecer seus próprios meios, em suas próprias línguas e acesso a todos os outros meios de comunicação não-indígenas sem discriminação.
2. Os Estados adotarão medidas eficazes para garantir que os meios de comunicação reflitam devidamente a diversidade cultural indígena. Estados, sem prejuízo de assegurar a plena liberdade de expressão, deverão incentivar a mídia privada reflitam devidamente a diversidade cultural indígena. "
fonte: http://unsr.jamesanaya.org/esp/declaraciones/saludo-del-relator-especial-en-el-dia-mundial-de-la-radio
UNESCO. Dia Mundial da Rádio
"Em um mundo em mudança, é preciso maximizar a capacidade do rádio para conectar pessoas e empresas para compartilhar conhecimento e informação e construir conhecimento. Dia Mundial do Rádio é uma oportunidade para reconhecer o milagre do rádio e aproveitar seu poder para beneficiar a todos ", disse o Diretor Geral da UNESCO, Irina Bokova, em sua mensagem para marcar o primeiro Dia Mundial da Rádio.

A Conferência Geral 36 de 2011, a UNESCO reconheceu o "poder de mudar do rádio" para estabelecer o Dia Mundial do Rádio em 13 de Fevereiro. Nesta data, em 1946, começaram as transmissões de rádio das Nações Unidas. Por ocasião do primeiro Dia Mundial do Rádio, em muitas partes do mundo reiterou as reivindicações dos povos indígenas ao direito de comunicar, o direito ao espectro de radiofrequências e pluralismo nos meios de comunicação.
fonte: http://www.politicaspublicas.net/panel/not/internacional/1584-dia-mundial-radio.html
por www.cinemaartes.blogspot.com

Documentário Sagrada Terra Especulada - Santuário dos Pajé - Brasília

Hayayá, o Santuário Não Se Move!
Indio é Terra, Não dar para separar! 
Antonio Francisco, Brasília, 27 anos, Documentarista:
Cinemaartes: qual o objetivo do filme:
Antonio: O Filme Sagrada Terra Especulada - a luta contra o Setor Noroeste (70min, 2011) narra um período de lutas contra o Setor Noroeste, bairro de alto luxo construído pela especulação imobiliária do Distrito Federal.
Tendo como enfoque a luta realizada desde o a Reserva Indígena Santuário dos Pajés, o filme traça a ação da mídia, políticos, empresários, especuladores e burocratas: todos a serviço do lucro/segregação. Do outro lado, apresenta a ação de movimentos populares em uma incansável e também vitoriosa luta contra estes podres poderes.

Produzido pelo Centro de Mídia Independente, o lançamento ocorre no período em que as ações do Movimento Fora Arruda e Toda a Máfia completam um ano. Tem saudades do Arruda? do Paulo Octávio? Ivelise Longhi? Das mentiras do Correio? Participe do lançamento desde vídeo e relembre também da necessidade de continuar lutando! 

No dia 03 de outubro de 2011, o documentário ganhou o prêmio de segundo lugar na categoria longa-metragem, do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília. No mesmo dia, a Emplavi invadiu com tratores e funcionários parte da área pertencente aos povos indígenas que habitam o Santuário dos Pajés. Apesar da resistência, o Governo do Distrito Federal, a Terracap, e a mídia do local ignoram os aspectos legais que impedem a construção naquele local. 

Representantes de Sagrada Terra Especulada,
recebem prêmio no Festival de Brasília 2011
A exibição deste documentário, que não recebeu qualquer tipo de patrocínio e foi realizado de maneira voluntária e coletiva e liberado livremente para cópias e distribuição em formato copyleft, se dá no contexto de tentativa das construtoras em retirar os indígenas e militantes que defendem o Santuário à força nos últimos dias. Vários são os vídeos – apesar de a imprensa não veiculá-los, podem ser encontrados na internet – que mostram os ataques de seguranças, contratados e armados, aos indígenas e defensores do Santuário. 
Assista acesse o link: Vimeo  http://vimeo.com/28597529

17 de fev. de 2012

Hotxuá
























Trailer do documentário Hotxuá, um registro poético sobre a tribo indígena krahô, um povo sorridente que designa um sacerdote do riso, o hotxuá, para fortalecer e unir o grupo através da alegria, do abraço e da conversa. Acompanhando o dia-a-dia da aldeia no Norte do Brasil, o filme colhe depoimentos dos índios, em sua língua nativa e em português. Eles falam sobre as crenças e o estilo de vida que sustentam e mantêm essa sociedade feliz cuja concepção de mundo é o equilíbrio entre forças opostas e o respeito à diversidade.

Diretores: Letícia Sabatella e Gringo Cardia
Produtor: José Gonzaga Araújo
Roteiro: Letícia Sabatella, Gringo Cardia, Alessio Slossel e Povo Krahô
Fotografia: Sylvestre Campe
Editor: Quito Ribeiro
Som: Heron Alencar, Bruno Espírito Santo e Denilson Campos
Indigenista: Fernando Schiavini
Assessoria de Imprensa: Factoria Comunicação
Um Projeto Kapey União das Aldeias Krahô!
Produzido por Pedra Corrida Produções e Letícia Sabatella

www.hotxua.com.br

Selecionados os 30 professores participantes das Oficinas do Projeto Vucapanavó

A partir do dia 23 de fevereiro 30 professores indígenas de Aquidauana e Anastácio receberão as oficinas ofertadas pelo Projeto Vucapanavó, patrocinado pelo Petrobras Cultural. Os professores foram selecionados pela equipe da Gerência de Educação da Prefeitura de Aquidauana (GEMED), juntamente com os diretores das cinco escolas indígenas existentes na região. 

Segundo a GEMED os critérios para a escolha dos profissionais foram: 

- Residir nas aldeias onde lecionam;
- ministrem aulas de língua e arte terena especificamente;
- Sejam falantes ou compreendam fluentemente o idioma Terena.

Tudo por que a intenção é esses professores possam debater a situação desses disciplinas diferenciadas, sua aplicação, materiais didáticos disponíveis e a manutenção da Cultura Terena, para que a partir daí, posam  pensar materiais diversos para serem levados para a sala de aula. Espera-se que todos sejam multiplicadores do conteúdo ofertado durante as atividades. 

O Projeto conta ainda com palestras e exposições, com datas a serem definidas.

Informações: imprensaprojeto@gmail.com
                    (65) 8418-0343

http://projetoterena.blogspot.com/

16 de fev. de 2012

Rio+20 terá aldeia para discutir questões indígenas

O espaço se chamará Kari-oca 2, nome que remete aos moradores da cidade do Rio de Janeiro l Foto: Wilson Dias/ABr
Uma aldeia com pelo menos quatro ocas será montada no Rio de Janeiro para discutir questões ligadas aos indígenas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), marcada na cidade para o final de junho. Segundo o articulador indígena para a conferência, Marcos Terena, o espaço deverá se chamar Kari-oca 2, nome que remete aos moradores da cidade do Rio de Janeiro, os cariocas, e cujo significado original, na língua indígena tupi, é “casa do homem branco”.

Na aldeia haverá duas ocas com redes para abrigar 80 pessoas, uma “oca eletrônica” e uma grande oca com capacidade para 500 pessoas, onde serão feitas as discussões. Terena e um grupo de indígenas estiveram no Rio de Janeiro para definir a área exata onde a aldeia será montada. A ideia é que o espaço ocupe o Autódromo de Jacarepaguá, próximo aos locais onde ocorrerão as conferências oficiais das Nações Unidas.
“É uma iniciativa para abrigar povos indígenas do mundo inteiro aqui no Rio de Janeiro durante a Conferência Rio+20 e para que a gente possa ter um lugar para debater a economia verde e o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo vai servir para que a gente possa mostrar a força cultural dos povos indígenas do Brasil. O projeto é uma iniciativa indígena brasileira, que é conectada com os índios da África, das Américas, da Ásia”, afirmou Terena.

Segundo Terena, a montagem da “oca eletrônica” será uma das grandes novidades. “Essa oca, que foi uma sugestão dos índios navajos, dos Estados Unidos, é uma inovação, já que mistura uma oca tipicamente brasileira com conteúdo eletrônico. Ali haverá iniciativas voltadas à tecnologia da informação e também terá o objetivo de fazer a transmissão online da conferência aqui do Rio de Janeiro”, disse.
Na aldeia, haverá ainda profissionais indígenas, como enfermeiros e advogados, para atender os participantes da conferência, caso haja necessidade. Além disso, estão programadas cerimônias espirituais tradicionais, durante todos os dias da Rio+20.

Vitor Abdala, da Agência Brasil

15 de fev. de 2012

Cultura indígena


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O Museu do Índio de Embu das Artes (Rua da Matriz, 54, Centro) é o caminho mais curto para conhecer a cultura indígena. Num espaço privilegiado, no Centro Histórico, o museu, planejado pelo artista plástico, pesquisador da cultura indígena e escritor Walde-Mar, guarda peças valiosas dessa cultura e é talvez um dos mais dinâmicos museus do País. É também um espaço de pesquisa, com auditório no qual são ministrados cursos que estão na grade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Campus de Extensão Embu das Artes. Está aberto a visitação, a visitas monitoradas e a palestras que podem ser agendas num programa conjunto, por entidades ou grupos, com preços a combinar.Funciona de terça a domingo, das 10 às 18h. Entrada: R$ 3 (menores de 7 e maiores de 60 não pagam). Informe-se no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), Largo 21 de Abril, 139, Centro Histórico, telefone 11 4704-6565.

14 de fev. de 2012

Livros Indígenas em Promoção

Espero que aproveitem!Xipat Oboré (tudo de bom)!
Daniel Munduruku

Livros indígenas em promoção
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Sinopses:
A Onça e o Fogo - Cristino Wapichana - Ed. Amarilys
Este livro, ricamente ilustrado, resgata uma bela lenda indígena que narra de, maneira surpreendente e encantadora, o resultado do duelo travado entre a onça e o fogo, em um tempo fantástico no qual os homens viviam em plena harmonia com os animais e a natureza.

Criaturas de Ñanderu - Graça Graúna - Ed. Manole

Um emocionante conto indígena escrito por Graça Graúna no qual uma garota com nome de pássaro, ao tornar-se adulta, ganha asas e sai de sua tribo para conhecer a cidade grande.

Mundurukando - Daniel Munduruku, part. Ceiça Almeida (indicado para educadores) - UKA Editorial

Daniel Munduruku nos apresenta, neste volume, ensaios, entrevistas, artigos e pensamentos que o têm transformado em um dos principais pensadores indígenas do Brasil.
Mundurukando é um verdadeiro passeio pela nossa alma ancestral.


O Karaíba - Uma história do Pré-Brasil - Daniel Munduruku - Ed. Amarilys

Nesta história de ficção emocionante e cheia de aventuras escrita por Daniel Munduruku, o leitor descobrirá como era a vida dos índios e sua forma de organização pouco antes da chegada dos Portugueses ao Brasil. Daniel Munduruku é autor de 36 livros voltados para o público infantil e infanto juvenile para educadores. Recebeu diversos prêmios literários entre eles o Prêmio Jabuti e o Prêmio da Academia Brasileira de Letras.

Karú Tarú - O pequeno pajé - Daniel Munduruku - Ed. Edelbra

Desde pequeno, Karú Tarú já sabia que teria um destino especial. Estava sendo preparado para ser um pajé, o grande líder de sua tribo. Mas tão importante missão o intrigava. Por que havia sido escolhido? Por que ele era considerado especial, se todos nasciam com o mesmo dom?

10 de fev. de 2012

BIENAL Continental das ARTES INDÍGENAS Contemporâneas




------ATENÇÃO ARTISTAS INDÍGENAS !!-----
BIENAL Continental das ARTES INDÍGENAS Contemporâneas, Participem! 
Tendo por objetivo reconhecer, fomentar e difundir as artes contemporâneas dos povos indígenas do continente americano, através de suas criações, formas intrínsecas e necessidades próprias, como expressão de vanguarda e futuro no contexto comunitário e global, o Governo dos Estados Unidos Mexicanos, através do Conaculta, no marco do Dia Internacional dos Povos Indígenas no Mundo, outorga três prêmios com caráter de aquisição, para criadoras, criadores e coletivos indígenas do continente americano interessados em fazer parte da Bienal, 

TEMÁTICA: Deverá estar relacionada com o tempo, o espaço, o meio ambiente e o universo intelectual, simbólico e estético das culturas indígenas. 

FORMAS: As formas criativas, os recursos e os materiais deverão provir do patrimônio artístico vivo do povo indígena do criador ou do grupo que os estiver propondo.




ESPECIALIDADE ARTÍSTICA*
• Pintura
• Gravação
• Desenho e ilustração
• Fotografia
• Vídeo
• Arte plumária
• Arte têxtil
• Escultura
· Desbastados
· Moldados
· Modelados
• Fibras e cortiças vegetais
• Adornos corporais
• Transdisciplinar
• Outros



O indígena Bu'ú Ye'pamahsã
ganhador do Prêmio Mostra Cultura e Saúde- SP 2011
obra técnica marchetaria:
Ye'pamahsun Kum Ña'tüo'ñarõ- Um olhar Ye'pamahsun

A data limite de recepção da solicitação de participação será na terça-feira 10 de abril de 2012.
Para mais informações: Av. Paseo de la Reforma núm.175, piso 12, Col. Cuauhtémoc, C.P. 06500, México D.F. México Fone +52 (55) 4155 0200 ext. 9355 ou 9365
http://www.conaculta.gob.mx/bienalartesindigenas
bienalartesindigenas@conaculta.gob.mx
fonte/informações: http://www.conaculta.gob.mx/bienalartesindigenas/index_port.php

9 de fev. de 2012

Meu Mundo, Meu Computador apresenta: A vida conectada de Gasodá Suruí



Já não é mais novidade o pder qum computador tem de fazer com que lugares e pessoas a quilômetros de distância pareçam estar aqui do lado – ou mesmo na nossa frente. O que dizer, então, sobre um rondoniense que, com a ajuda de um computador com  Windows, não apenas viu as portas do mundo se abrirem diante de seus olhos, mas também trouxe para a sua vida ninguém menos do que sua esposa?
Pois é essa a história de Gasodá, um autêntico índio pertencente à etnia Paiter, também conhecida como Suruí (que quer dizer “gente de verdade”), que só foi ter contato com um computador pela primeira vez no laboratório de informática da Faculdade São Lucas de Porto Velho, onde se formou em Turismo. No começo, ele tinha medo até de mexer: “Se a gente tocasse (no computador) de uma maneira errada, poderia até explodir. Era o que eu pensava”. Ainda bem que o medo passou, porque o computador abriu um mundo de possibilidades na vida dele. Além do diploma, ele conheceu e se apaixonou pela mulher da sua vida, com quem conversava pelo Messenger.
Quer conhecer mais sobre o mundo dele? O computador conta:


Fonte: http://www.windows7.com.br/campanhas-promocoes/meu-mundo-meu-computador-apresenta-a-vida-conectada-de-gasoda-surui/

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...