13 de out de 2009

Feira oportuniza a interação do público com escritores

Cuiabá / Várzea Grande, 07/10/2009 - 18:35.

Da Redação

Uma aula de simpatia e erudição, foi o que as escritoras Heloisa Prieto e Ana Claudia Ramos apresentaram num bate papo aberto ao público, na Feira do Livro Indígena(Flimt) que acontece na Praça da Republica na capital cuiabana.

Durante a conversa as escritoras puderam mostrar suas opiniões e sugestões relacionadas ao meio editorial brasileiro. Para a escritora Ramos, o marketing ainda é restrito para alguns autores da literatura nacional. “Nós autores ainda temos pouco espaço nas livrarias, quando conseguimos algum apoio, nossos livros ficam escondidos atrás da literatura estrangeira ”.

Para Pietro, escritora com mais de 40 obras no mercado nacional, o Brasil não é um país de analfabetos, é um país de leitura anarquista.Onde temos um livro oficial ou politicamente correto, e o livro não oficial, aquele que se escreve com afinco e dedicação.

Ana Claudia Ramos, aproveitou a ocasião para falar de seu novo livro, “A historia de Clarice”um livro que de acordo com ela relembra sua infância, em seus livros prediletos de quando menina, que entre eles as influencias mais fortes são de “Bolsa Amarela”, “O soldadinho de chumbo” e “A vendedora de fósforo”. Clássicos infantis que tem como pano de fundo a morte e a perda. Temas que Ana considera que deve ser levado as crianças com naturalidade, e que os adultos erroneamente acreditam ser tabu.

“A historia de Clarice” conta a historia de uma menina, que fica órfã e após um episódio traumático se cala , acaba por ir morar com uma tia com quem tinha pouco contato e a partir deste novo relacionamento recheado de literatura, ela redescobre o afeto, “A esta menina emprestei minha paixão e o encantamento por essas historias”, revela Ana.

Heloisa que também lança um livro resume sua obra como um texto autobiográfico. “Eu tiro muito da minha vida quando eu escrevo algo, eu escrevo em protesto contra a morte. Eu criei um universo que resgata pra mim algo que eu perdi com tanta dor”, diz

Seu livro “Terra” é uma homenagem ao seu tio que morreu na Amazônia após largar tudo para viver na floresta. Entre as novidades, a negociação com Warner dos direitos do livro, ”As melhores coisas do mundo” que em breve será transformado em filme.

Para encerrar a conversa Ana Pietro resume literatura como parte essencial da vida do ser humano. “Os livros marcam momentos da minha vida, e eu acho que vou me tornando uma pessoa melhor a partir do meu contato com eles.” Finaliza.
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