31 de out. de 2011
Concursos FNLIJ - 2012
Amigos, a FNLIJ abriu alguns concursos, entre eles está o Concurso Tamoios para indígenas autores, e Curumim, para professores que trabalham com textos de autores indígenas em parceria com o INBRAPI/NEArIN. Entrem no SITE: www.fnlij.org.br e procurem a parte de concursos. Um abraço e boa sorte à todos.
28 de out. de 2011
Inoperância do governo permite o genocídio do último povo indígena isolado no Maranhão
Por Adital
A equipe do Cimi de apoio aos povos indígenas isolados reuniu-se em PortoVelho/RO nos dias 26 a 28/10/2011 para fazer uma atualização de dados e apartir deles analisar o contexto em que se encontram estes povos na Amazônia.
Chamamosatenção para o risco de morte dos indígenas Awá-Guajá isolados, no Maranhãopela ação de madeireiros que deixam um rasto de destruição na ultimas florestasda região localizadas no interior das terras indígenas. Os madeireiros,respaldados por influentes forças políticas, constituíram um verdadeiro poderparalelo afrontando o Estado de Direito e ameaçando a todos que se contrapõemas suas práticas ilegais. Desdenham das forças de segurança que se revelamincapazes de combater os crimes e de por fim a invasão das terras indígenas.
OsAwá-Guajá perambulam em 05 terras indígenas demarcadas, continuamente invadidase depredadas por madeireiros, que abrem estradas no seu interior, expondo essesgrupos a massacres, a contaminação por doenças e afetando diretamente osrecursos naturais que garantem a sua sobrevivência.
Essasituação persiste e vem se agravando apesar das reiteradas denúncias encaminhadaspelos povos indígenas do Maranhão e das cobranças do Ministério Público Federala Funai, Ibama e Polícia Federal que tem como atribuição garantir a proteçãodos povos indígenas.
Assusta-nosa inoperância e a omissão do poder publico diante do extermínio anunciado dosAwá Guajá isolados e a sua indiferença em relação ao Poder paralelo instaladopelos madeireiros na região.
Diantedessa realidade de ameaça a vida e de flagrante desrespeito aos direitos dospovos indígenas e dos crimes ambientais no Maranhão rogamos por uma mobilizaçãoimediata do governo federal para por fim a exploração ilegal de madeira nasterras indígenas e a impunidade na região.
PortoVelho, 28 de outubro de 2011.
Equipe do Cimi de apoio aos povos indígenas isolados
Equipe do Cimi de apoio aos povos indígenas isolados
26 de out. de 2011
Exposição em São Paulo exibe cultura dos índios Waiãpi

Está em exposição no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a mostra “ArteFatos Indígenas”, que exibe peças de artesanato confeccionadas pelos Waiãpi, do Oiapoque, no Amapá. A visitação pode ser feita até o final do ano e reúne 270 peças de diversos povos indígenas do País.
No caso do Amapá, estão em exposição imagens e artigos produzidos pelos índios Waiãpi, com destaque para os grafismos que imitam formas animais – pernas de rã, asas de borboleta, casco de jabuti, pintas de onça. O material é produzido com lascas de arumã, tinta vermelha de urucum e resinas naturais. No total, são 30 desenhos sobre papel, os grafismos, que estão dispostos em quadros. Essa arte hoje é reconhecida pela Unesco como patrimônio imaterial da humanidade.
“O fato de a arte gráfica Waiãpi ter se tornado patrimônio imaterial nacional e da humanidade trouxe mais visibilidade a esta produção, que sem dúvida vem de uma tradição bastante rica e complexa. Mas também mostramos na exposição que todos esses povos tem uma longa tradição nas artes gráficas, relacionadas a seus mitos e tradições orais”, afirma Cristina Barreto, curadora da exposição.
A mostra “ArteFatos Indígenas” também inclui a produção de bancos de madeira pelos dos Waiãpi, esculpidos exclusivamente pelos homens da aldeia, e que são decorados com grafismos e resinas, inspirados em animais que vivem na região do Oiapoque.
A mandioca, base da alimentação da aldeia, é produzida em mais de 25 variedades pelos índios. Para ilustrar essa importância, a exposição traz peças para seu preparo, como cestos e potes em fibra, madeira e cerâmica. Também é possível observar peneiras feitas pelos índios, de breu, fibra e madeira. As imagens da exposição mostram rituais dos índios, vestimentas e ornamentos corporais utilizados durante o ritual conhecido como a festa do Paku.
Os artefatos fazem parte das novas coleções de artes indígenas adquiridas recentemente pela Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo. As peças vindas do Amapá foram adquiridas pela Secretaria de Cultura por meio de colaboração do Iepé (Instituto de Pesquisa e Formação Indígena). A secretaria buscou os artigos diretamente junto aos artesãos indígenas no Amapá e a associações representativas dos índios. O Iepé colaborou também com a cessão de vídeos e fotos dos povos do Amapá e Pará, presentes na exposição.
Os 270 objetos e obras de arte representam a produção contemporânea de doze povos indígenas da Amazônia, nos estados do Amapá, Pará e Mato Grosso. A curadoria dos objetos é feita por Cristiana Barreto e Luis Donisete Benzi Grupioni.
“Os povos indígenas do Amapá são um exemplo de sociedade indígena que estão ainda afastadas dos grandes centros urbanos, mas que passam por um processo de revitalização de suas culturas. Exemplos disso são as associações indígenas, as redes de comunicação, as ações de documentação e o resgate de seus bens culturais”, diz Barreto.
Serviço:
Pavilhão das Culturas Brasileiras
Parque do Ibirapuera
Rua Pedro Álvares Cabral s/n – Vila Mariana
Quando: 3ª feira a domingo, das 9h às 18h
Entrada gratuita
Livre para todos os públicos
Fonte: http://www.correaneto.com.br/site/?p=16069
Parque do Ibirapuera
Rua Pedro Álvares Cabral s/n – Vila Mariana
Quando: 3ª feira a domingo, das 9h às 18h
Entrada gratuita
Livre para todos os públicos
Fonte: http://www.correaneto.com.br/site/?p=16069
24 de out. de 2011
Concurso selecionará logomarca do centenário da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça
Por ASSESSORIA SEC-MT
Em 2012 a Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça completará um centenário de existência. Para comemorar em grande estilo, a Secretaria de Estado de Cultura abre o concurso de seleção da Logomarca Comemorativa do Centenário da Biblioteca propiciando a apresentação de propostas que venham a caracterizar e identificar visualmente a Instituição, projetando-a em nível local, nacional e internacional. A proposta da logo deve trazer como slogan “Um Século de Cultura”.
Poderão concorrer ao prêmio somente pessoas físicas, brasileiras ou estrangeiras, que residam no Estado de Mato Grosso e cada candidato poderá concorrer com apenas uma proposta. A inscrição deverá ser entregue até o dia 17 de novembro na SEC-MT, localizada na Av. Presidente Getúlio Vargas, nº 247, em envelope lacrado identificado com o nome completo do participante do concurso, contendo a seguinte documentação: ficha de inscrição; cópias de RG, CPF e comprovante de residência atual (somente contas de luz, água ou telefone fixo); logomarca impressa e digital, conforme especificado no edital em anexo; termo de concessão de Direito Autoral sobre a logomarca.
A Comissão Julgadora irá utilizar os seguintes critérios de avaliação: Criatividade (inovação conceitual e técnica); Originalidade (desvinculação de outras marcas existentes); Comunicação (concisão e universalidade); Aplicabilidade (diferentes aplicações em impressos e digital); Relação com o conceito, o tema e o objetivo geral do Centenário da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça.
A logomarca selecionada em primeiro lugar será utilizada como a marca oficial da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, permitindo sua utilização nas mais variadas peças e meios de comunicação, como papelaria, impressos em geral, “outdoors”, “banners”, páginas na “internet”, cartazes.
Além disso, o vencedor do concurso receberá como prêmio um Tablet, que será entregue em solenidade de apresentação da logomarca, advindos de doação de terceiros, além de certificado de premiação como primeiro lugar no Concurso de seleção.
O resultado final do Concurso será publicado no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso até o dia 21 de novembro de 2011. A cerimônia de premiação será realizada durante a 2ª Feira do Livro Indígena de Mato Grosso, que acontecerá de 23 a 26 de novembro de 2011, no Palácio da Instrução, em Cuiabá-MT.
Sobre a Biblioteca - A Biblioteca Pública Estadual foi criada em 26 de março de 1912, no governo do presidente Joaquim Augusto da Costa Marques. Leva o nome do notável escritor e historiador, e também primeiro diretor da instituição, Estevão de Mendonça. Tem como missão reunir e preservar o patrimônio literário e cultural, a memória do Estado e apoiar o ensino, oportunizando o acesso ao livro e a leitura. Além do seu acervo de aproximadamente 90 mil livros distribuídos em acervos didáticos, de literatura regional e outros, uma sala especialmente dedicada às obras raras de Mato Grosso. É a maior Biblioteca Pública do Estado, que coordena todas as outras bibliotecas públicas municipais do Estado.
23 de out. de 2011
Literatura Indígena A mulher que virou urutau.
A mulher que virou urutau.
O novo livro de Olivio Jekupé e de sua esposa Maria Kerexu.
O livro conta a história de uma bela índia que se apaixona por Jaxi,a lua.
Para saber se o sentimento era verdadeiro Jaxi resolve colocar em prova o amor da jovem. Vale a pena conferir!
"Esse livro , estou acreditando que todos irão gostar muito.
Por isso em Novembro voces já poderão ter ele nas mãos .
E um livro escrito em portugues e guarani."
(Olivio Jekupe) Fonte: Pró-Índio
22 de out. de 2011
MT se prepara para a Feira do Livro Indígena
PublishNews - 21/10/2011 - Redação

O conjunto de ações tem como objetivo realizar atividades que sirvam de suporte no que diz respeito ao entendimento da Cultura indígena e sua diversidade, apresentando através de palestras e da literatura produzida pelos próprios indígenas, o contexto dos povos no País, oferecendo também, suporte para o funcionamento da Lei 11.645/08, que obriga o ensino da história e cultura indígena nas escolas públicas e privadas. Já o Encontro da Literatura Indígena propõe a reunião de autores regionais e nacionais da literatura indígena, representantes das mais diversas etnias existentes em Mato Grosso e outros estados brasileiros, para um intercâmbio de informações.
Evento acontece em Cuiabá de 23 a 26 de novembro
Já está a todo vapor os preparativos para a II Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT), que ocorrerá de 23 e 26 de novembro no Palácio da Instrução, em Cuiabá. O evento já conta com mais de 30 convidados confirmados, entre autores e artistas indígenas e não-indígenas, de diferentes regiões do País, que tem a missão de divulgar a cultura indígena, por meio de suas produções. Com o tema Tecnologias da Memória, o evento contará com oficinas, palestras, saraus literários e comercialização de obras literárias. Ainda devem acontecer ações como a Premiação do Concurso da Logomarca do Centenário da Biblioteca Pública Estadual "Estevão de Mendonça" e um debate sobre o Decreto que institui o Plano Estadual do Livro e da Leitura de Mato Grosso, agregando ainda, os projetos Conversando sobre a Literatura e Cultura Indígena e o Encontro de Literatura Indígena de MT.
21 de out. de 2011
Presidente boliviano cancela projeto de estrada que cortaria Amazônia
Decisão ocorre após protestos de indígenas contra implantação de rodovia.
Rota que ligaria oceanos Pacífico e Atlântico seria financiada pelo Brasil.
Da France Presse
saiba mais
O presidente da Bolívia, Evo Morales, cancelou nesta sexta-feira (21) a construção de uma estrada financiada pelo Brasil que atravessaria a reserva ecológica Tipnis, na região amazônica, a qual declarou patrimônio intangível, atendendo um pedido de indígenas amazônicos que protestaram em uma marcha que durou 65 dias.
O cancelamento da obra está indicado em uma emenda enviada ao Congresso, de maioria governista, e que deve ser votada ainda nesta sexta-feira. "Foi disposto que a estrada Villa Tunari-San Ignacio de Moxos ou qualquer outra não atravessará o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis)", disse Morales em coletiva de imprensa.
"Portanto, o tema Tipnis foi resolvido", afirmou o presidente, após explicar que as emendas sugeridas ao Congresso atendem as demandas dos indígenas amazônicos. "Isso é governar obedecendo o povo", disse Morales.
O presidente fez o anúncio pouco antes de se reunir com os manifestantes indígenas, que chegaram na quarta-feira a La Paz e aguardavam em frente ao Palácio de Governo para iniciar um diálogo com o presidente, frustrado na quinta-feira em três ocasiões.
Milhares demonstraram apoio aos indígenas nasruas de La Paz (Foto: Reuters)
Reivindicações
A decisão presidencial abre caminho para outras 15 demandas indígenas, pois soluciona o principal tema que motivou uma marcha de 65 dias que percorreu 600 km até chegar à sede de governo.
A decisão presidencial abre caminho para outras 15 demandas indígenas, pois soluciona o principal tema que motivou uma marcha de 65 dias que percorreu 600 km até chegar à sede de governo.
O Parlamento havia aprovado uma lei que suspendia a construção de um trecho da estrada, dispondo a realização de um processo de consulta nas regiões envolvidas, mas após a decisão de Morales tudo isso também se anula.
Além disso, "o Tipnis foi declarado zona intangível", disse o presidente, o que reforça sua qualidade de área protegida, onde não poderão ser realizados outros projetos econômicos.
Morales declarou que qualquer "assentamento ou ocupação" dessa área protegida "será passível de expulsão com intervenção da força pública".
A decisão de Morales ocorre após um forte conflito que durou mais de dois meses, nos quais os indígenas receberam um forte apoio popular, especialmente após ter sofrido uma violenta repressão em 25 de setembro após uma tentativa falha da polícia de dispersá-los.
Autor indígena participa do Projeto Escrevendo com o Escritor
O Instituto Francisca de Souza Peixoto promoveu nos dias 22 e 23 últimos, mais uma etapa do projeto Escrevendo com o Escritor, uma de suas mais festejadas iniciativas, que consiste em levar o escritor até o seu público, no caso, crianças que estudam do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. O escritor da vez foi Danel Munduruku, de origem indígena que já publicou quarenta livros e que foi recepcionado pela garotada no Centro Cultural Humberto Mauro onde falou sobre sua obra e a importância da leitura para um auditório completamente lotado.
Coordenado pela professora Andréa Toledo, pós-graduada em Tecnologias da Educação, o projeto envolve quase um semestre. Ela explica que ele começa quando as crianças conhecem– pela internet - o autor com quem vão trabalhar. “A partir daí lhes é proposto o tema de uma história que será escrito em conjunto por eles e o escritor. À medida que vai sendo redigido a gente publica no blog do projeto
(http://escrevendocomescritor.blogspot.com)”, completa.
(http://escrevendocomescritor.blogspot.com)”, completa.
Neste processo o papel do professor é o de ajudar na seleção dos livros mais importantes para a leitura das crianças e incentivar para que elas enfrentem o desafio. Além disso, são desenvolvidas outras atividades levando em conta o universo do autor. Estímulo à pintura, à música e à produção teatral são algumas que acontecem todos os semestres. O encontro com o escritor é a culminância do projeto, oportunidade de se conhecerem pessoalmente e de o autor responder às perguntas da criançada, além de distribuir dezenas de autógrafos.
Esta edição do Projeto Escrevendo com o Escritor com Daniel Munduruku teve uma curiosidade a mais. “No caso dele, especificamente, por ser índio, as crianças demonstraram um interesse maior em conhecê-lo”, comentou Andréa. Daniel é graduado em Filosofia, Historiador e Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo. Já recebeu diversos prêmios, como o Jabuti de Literatura, e também no exterior. Ele disse que a experiência de participar deste projeto foi “absolutamente espetacular”. Ele revelou ter sido uma “experiência inédita” e que “ações alternativas e criativas como esta é que despertam verdadeiramente as crianças para o universo da leitura”.
por Marcelo Lopes
Blog do Marcelo Lopes
por Marcelo Lopes
Blog do Marcelo Lopes
20 de out. de 2011
Povos indígenas e tradicionais debatem conservação da biodiversidade
Divulgação
MMA promove consultas públicas a diversos setores para construir Plano Nacional de Biodiversidade
O Ministério do Meio Ambiente e entidades parceiras como WWF-Brasil, União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN), Instituto Ipê e representantes de populações tradicionais e povos indígenas se reúnem a partir desta quarta-feira(19/10), em Brasília, para debater a elaboração da Estratégia Nacional para a Conservação da Biodiversidade.
O evento faz parte da série Diálogos da Biodiversidade, organizada para promover consultas públicas a diferentes setores da sociedade, cujo objetivo é coletar a contribuição civil para a construção de um Plano Nacional de Biodiversidade.
A representante da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Carla Lemos, explica que apenas em 2002 as metas de prevenção e conservação da diversidade biológica começaram a ser estabelecidas. Em 2004, foram definidas 21 metas globais de biodiversidade, mas só a partir de 2006 foram aprovadas, pela primeira vez, um conjunto de metas nacionais.
"Antes de estabelecermos novas estratégias nacionais para 2020, de acordo com a última Convenção sobre Diversidade Biológica, decidimos promover esse diálogo. É fundamental a inserção do tema da biodiversidade no planejamento estratégico e político de outros segmentos do Governo e da economia", esclarece a analista ambiental.
Segundo Luiz Fernando Merico, coordenador nacional da IUCN, o Brasil está sendo pioneiro ao trazer para a mesa de negociação diferentes representantes da sociedade para elaborarem juntos as metas nacionais para 2020.
"No momento, não há evidências de que em outro pais esteja ocorrendo um diálogo tão amplo como este que estamos promovendo no Brasil. Todos estes debates vão fazer parte do Plano Nacional de Biodiversidade, que depois deve ser transformado em decreto ou projeto de lei", explica Merico.
A líder indígena Fernanda Kaigang ressalta que a iniciativa é um esforço para promoção de um diálogo democrático, e que a ação deve ser um reflexo dos avanços que devem ser implementados no País sede da Rio+20.
"Somos conhecidos como o País com uma das maiores legislações indigenistas do mundo, mas que não são cumpridas por falta de conhecimento e de vontade política. Neste evento vemos que existe vontade política. Acredito que não vamos fracassar no cumprimento destas novas metas, porque estamos construindo algo mais sólido, com o aval de todos os setores", avalia.
Para Cláudio Maretti, superintendente do WWF-Brasil, o MMA está promovendo a abertura do diálogo com a sociedade. "Estamos neste momento construindo a posição e as estratégias brasileiras, por isso esta discussão com diferentes setores é importante para que as metas sejam incorporadas no cotidiano das empresas, do Governo e de toda a sociedade", afirmou.
"Ainda temos que fazer uma adaptação baseada na biodiversidade em ecossistemas, que contemple as comunidades locais e as metas estabelecidas em Nagoya. A economia verde depende desta biodiversidade que estamos discutindo. A biodiversidade está no nosso dia, é o nosso alimento, é o que interfere também nas mudanças climáticas, no clima que temos em cada região, em produtos que usamos no cotidiano e na nossa qualidade de vida. O assunto interfere em todos os níveis da sociedade", defende.
Histórico - Após a aprovação pelos países membros da CDB do novo Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica para o período de 2011 a 2020 na COP 10, o Brasil inicia agora o processo de revisão e atualização da sua estratégia nacional e do plano de ação brasileiro para biodiversidade.
Para isso, o Governo - por meio do MMA e das organizações civis - realizará consultas aos diversos setores da sociedade brasileira para ajudar na elaboração de metas nacionais de biodiversidade para 2020. Ao todo, serão cinco reuniões setoriais com representantes do setor privado; sociedade civil; governos (estadual, municipal e federal); academia e povos indígenas e comunidades locais.
Os documentos elaborados nesses encontros serão consolidados e apresentados em uma reunião final com representantes de todos os setores para avaliação e considerações finais. Em seguida, o documento resultante desse processo irá para consulta pública e deve ser transformado em instrumento legal.
Metas de Aichi - As chamadas Metas de Aichi -determinadas pela última Convenção da Diversidade Biológica(CDB), realizada em Nagoya, na província de Achi , no Japão- estabelecem um conjunto de 20 metas agrupadas em temas como a contenção da perda da biodiversidade; ações para reversão dos processos que causam a devastação da mesma em todo o planeta; os problemas ligados ao uso não sustentável de seus elementos; incorporação dos conhecimentos de populações e povos tradicionais e mobilização de recursos financeiros para esta causa.
Também indicam aos países participantes uma conservação mínima de 17% em áreas continentais e 10% em áreas marinhas de seus territórios.
por Ascom/MMA
Alerj aprova cota de 20% para negros e índios em concursos públicos
Se sancionada pelo governador, reserva valerá para Executivo e Legislativo.
Líder do Governo na Alerj diz que quer incluir faixa de renda nas cotas.
Do G1 RJ
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única, na tarde desta terça-feira (18), projeto de lei do governo do Estado que institui cota para negros e índios nos concursos públicos. Segundo o projeto, os concursos públicos para cargos efetivos do Poder Executivo e das entidades da administração indireta terão de reservar 20% das vagas para negros e índios. Ele segue para o governador Sérgio Cabral, que tem 15 dias para sancionar ou vetar.
Uma emenda apresentada e aprovada estende a cota aos concursos do Poder Legislativo. Outras três emendas foram aprovadas: uma proíbe o enquadramento nas cotas após a inscrição; outra determina que informações falsas sejam enviadas ao Ministério Público; e uma terceira reduz a cota a 10% em concursos com até 20 vagas.
“Vamos ainda discutir com o Governo a possibilidade de nova regra tratando da faixa de renda como critério”, anunciou o líder do Governo na Alerj, deputado André Corrêa.
A proposta do Governo, se sancionada, vigorará por dez anos. O texto diz que, para ter acesso à cota, o candidato deverá se declarar negro ou índio. Se o candidato aprovado na cota desistir, a vaga será preenchida por outro candidato negro ou índio.
Em junho passado, o governador Sérgio Cabral assinou no Palácio Guanabara decreto instituindo a cota para negros e índios em concursos públicos do estado, que entrou em vigor um mês depois.
Na época, o governador disse que "a imagem do serviço público brasileiro começa a mudar a partir do Rio de Janeiro". Após o decreto, o governo do Estado resolveu apresentar à Assembleia Legislativa o projeto de lei 888/11 com o mesmo teor do decreto.
Líder do Governo na Alerj diz que quer incluir faixa de renda nas cotas.
Do G1 RJ
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única, na tarde desta terça-feira (18), projeto de lei do governo do Estado que institui cota para negros e índios nos concursos públicos. Segundo o projeto, os concursos públicos para cargos efetivos do Poder Executivo e das entidades da administração indireta terão de reservar 20% das vagas para negros e índios. Ele segue para o governador Sérgio Cabral, que tem 15 dias para sancionar ou vetar.
Uma emenda apresentada e aprovada estende a cota aos concursos do Poder Legislativo. Outras três emendas foram aprovadas: uma proíbe o enquadramento nas cotas após a inscrição; outra determina que informações falsas sejam enviadas ao Ministério Público; e uma terceira reduz a cota a 10% em concursos com até 20 vagas.
“Vamos ainda discutir com o Governo a possibilidade de nova regra tratando da faixa de renda como critério”, anunciou o líder do Governo na Alerj, deputado André Corrêa.
A proposta do Governo, se sancionada, vigorará por dez anos. O texto diz que, para ter acesso à cota, o candidato deverá se declarar negro ou índio. Se o candidato aprovado na cota desistir, a vaga será preenchida por outro candidato negro ou índio.
Em junho passado, o governador Sérgio Cabral assinou no Palácio Guanabara decreto instituindo a cota para negros e índios em concursos públicos do estado, que entrou em vigor um mês depois.
Na época, o governador disse que "a imagem do serviço público brasileiro começa a mudar a partir do Rio de Janeiro". Após o decreto, o governo do Estado resolveu apresentar à Assembleia Legislativa o projeto de lei 888/11 com o mesmo teor do decreto.
19 de out. de 2011
Menino do Mato - João de Barros
I
Eu queria usar palavras de ave para escrever
Onde a gente morava era um lugar imensamente e sem nomeação
Ali a gente brincava de brincar com palavras, tipo assim: Hoje eu vi uma formiga ajoelhada na pedra!
A Mãe que ouvira a brincadeira falou:
Já vem você com suas visões!
Porque formigas nem têm joelhos ajoelháveis
E nem há pedras de sacristias por aqui.
Isso é uma traquinagem de sua imaginação.
O menino tinha no olhar um silêncio de chão
e na sua voz uma candura de Fontes.
O Pai achava que a gente queria desver o mundo
Para encontrar nas palavras novas coisas de ver
assim: eu via a manhã pousada sobre as margens do
rio do mesmo modo que uma garça aberta na solidão
de uma pedra.
Eram novidades que os meninos criavam com suas
palavras.
[Menino do Mato. Manoel de Barros. Editora LeYa. SP, 2010]
Eu queria usar palavras de ave para escrever
Onde a gente morava era um lugar imensamente e sem nomeação
Ali a gente brincava de brincar com palavras, tipo assim: Hoje eu vi uma formiga ajoelhada na pedra!
A Mãe que ouvira a brincadeira falou:
Já vem você com suas visões!
Porque formigas nem têm joelhos ajoelháveis
E nem há pedras de sacristias por aqui.
Isso é uma traquinagem de sua imaginação.
O menino tinha no olhar um silêncio de chão
e na sua voz uma candura de Fontes.
O Pai achava que a gente queria desver o mundo
Para encontrar nas palavras novas coisas de ver
assim: eu via a manhã pousada sobre as margens do
rio do mesmo modo que uma garça aberta na solidão
de uma pedra.
Eram novidades que os meninos criavam com suas
palavras.
[Menino do Mato. Manoel de Barros. Editora LeYa. SP, 2010]
Seminário vai debater a realidade da infância indígena no Maranhão
A Rede Maranhense da Primeira Infância promove nos dias 10 e 11 de novembro, em Imperatriz, no Hotel Anápolis, o seminário “Infância Indígena: um diálogo entre culturas”, que tem como objetivo conhecer mais de perto a realidade das crianças indígenas, bem como monitorar e avaliar as políticas públicas destinadas a esse segmento.

O Ministério Público do Maranhão, por meio do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, integra a rede, que é composta ainda por um conjunto de organizações governamentais e não-governamentais, da sociedade civil, do setor privado e de outras instituições multilaterais que atuam na promoção e defesa dos direitos da primeira infância, que agrega crianças de 0 a 4 anos.
Participam do evento promotores de Justiça, lideranças indígenas das etnias Gavião, Krikati, Guajajara, representantes de órgãos públicos estaduais e federais e de ONG´s ligadas às questões indígenas. Os líderes indígenas convidados são das cidades de Arame, Buriticupu, Montes Altos, Amarante, Bom Jardim e Bom Jesus das Selvas.
Segundo a promotora de Justiça Márcia Moura Maia, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, o seminário, cuja temática é inédita no Maranhão, pretende privilegiar um setor da sociedade que, em geral, não é bem atendido pelas políticas públicas, como as comunidades indígenas. “Serão abordados temas vinculados às políticas de saúde, educação e assistência. Problemas como a oferta da merenda e do transporte escolares devem ser debatidos”, informou a promotora. “Ao mesmo tempo que vamos ouvir os líderes indígenas sobre a realidade de suas crianças, também iremos chamar as autoridades das esferas municipal, estadual e federal às suas responsabilidades”, acrescentou. No final do seminário, será elaborado um documento para subsidiar o Plano Estadual da Primeira Infância.
PARTICIPAÇÕES
Entre as instituições envolvidas com a questão, estão confirmadas as participações de representantes da Promotoria da Infância e Juventude de Imperatriz, Fundação Nacional do Índio (Funai), Coordenação de Educação Indígena do Ministério da Educação, Conselho Indigenista Missionário (Cimi) de Imperatriz, Secretaria de Estado da Igualdade Racial, Superintendência de Educação Indígena da Secretaria de Estado da Educação e da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde.
(CCOM-MPMA)
Começam os preparativos para a Feira do Livro Indígena de Mato Grosso
ASSESSORIA
FLIMT
FLIMT
Com muita expectativa, a Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC-MT) inicia os preparativos para a II Feira do Livro indígena de Mato Grosso (FLIMT). O evento acontecerá de 23 e 26 de novembro no Palácio da Instrução em Cuiabá e já conta com mais de 30 convidados confirmados. São autores e artistas indígenas e não-indígenas, de diferentes regiões do País, que tem a missão de divulgar a cultura indígena, por meio de suas produções.
Com o tema Tecnologias da Memória, o evento contará com oficinas, palestras, saraus literários e comercialização de obras literárias, agregando ainda, os projetos Conversando sobre a Literatura e Cultura Indígena e o Encontro de Literatura Indígena de MT. O conjunto de ações tem como objetivo realizar atividades que sirvam de suporte no que diz respeito ao entendimento da Cultura indígena e sua diversidade, apresentando através de palestras e da literatura produzida pelos próprios indígenas, o contexto dos povos no País, oferecendo também, suporte para o funcionamento da Lei 11.645/08, que obriga o ensino da história e cultura indígena nas escolas públicas e privadas do país. Já o Encontro da Literatura Indígena propõe a reunião de autores regionais e nacionais da literatura indígena, representantes das mais diversas etnias existentes em Mato Grosso e outros estados brasileiros, para um intercâmbio de informações.
Com um formato mais intimista a FLIMT 2011 será realizada nas dependências do Palácio da Instrução, em Cuiabá, e pretende receber a visitação de escolas, pesquisadores, estudantes universitários e do grande público que circula no centro de Cuiabá.
Ainda durante o evento, devem acontecer ações como a Premiação do Concurso da Logomarca do Centenário da Biblioteca Pública Estadual "Estevão de Mendonça" e um debate sobre o Decreto que institui o Plano Estadual do Livro e da Leitura de Mato Grosso. Na cerimônia também deverão ser divulgadas as ações e projetos que serão realizados pela Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso no ano do centenário da Biblioteca, entre elas a realização da terceira edição da Feira do Livro de Mato Grosso e outras duas feiras literárias de médio porte.
Com um formato mais intimista a FLIMT 2011 será realizada nas dependências do Palácio da Instrução, em Cuiabá, e pretende receber a visitação de escolas, pesquisadores, estudantes universitários e do grande público que circula no centro de Cuiabá.
Ainda durante o evento, devem acontecer ações como a Premiação do Concurso da Logomarca do Centenário da Biblioteca Pública Estadual "Estevão de Mendonça" e um debate sobre o Decreto que institui o Plano Estadual do Livro e da Leitura de Mato Grosso. Na cerimônia também deverão ser divulgadas as ações e projetos que serão realizados pela Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso no ano do centenário da Biblioteca, entre elas a realização da terceira edição da Feira do Livro de Mato Grosso e outras duas feiras literárias de médio porte.
A FLIMT 2011 é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso e Instituto Usina, com Patrocínio da Petrobras e Governo Federal, conta com a Parceria Institucional do Insituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais e Nearin - Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas do Inbrapi.
18 de out. de 2011
Encontro de Saberes Ancestrais com Parteiras e Pajés Indígenas
Miriane Teles (Assessoria SEPMulheres) 18-Out-2011 O encontro inicia nesta terça-feira, 18, no Auditório da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Estado do Acre
Representantes de todas as 16 etnias indígenas do estado do Acre, mais uma etnia de Roraima e uma do Equador, Costa Rica e México vão estar reunidos no 1º Encontro de Saberes Ancestrais com Parteiras e Pajés Indígenas. O encontro inicia nesta terça-feira, 18, no Auditório da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Estado do Acre (Fetacre).
“O evento é de grande importância, pois vai ser possível ouvir as necessidades e propor nossos desejos para que essas possam vir a ser tornar políticas públicas. O encontro vai ser muito rico, principalmente pela sabedoria dessas mulheres, que são parteiras, que tem tanto a ensinar e passaram tanto tempo no anonimato”, diz a coordenadora da União de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab), Letícia Yawanawá.
A sabedoria indígena é tradicionalmente transmitida por gerações por meio da oralidade. O encontro não é apenas uma reunião cultural, é também um incentivo a união e ao fortalecimento dos relacionamentos e troca de informações, sendo ainda dinamizado pela perspectiva política e social. Esta é uma realização da Umiab, com apoio do Governo Federal, do Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Estado de Saúde e Fundação Bright Star.
Serviço:
1º Encontro de Saberes Ancestrais com Parteiras e Pajés Indígenas
Quando: 18,19 e 20 de outubro
Onde: Auditório Fetacre (a partir das 8h)
“O evento é de grande importância, pois vai ser possível ouvir as necessidades e propor nossos desejos para que essas possam vir a ser tornar políticas públicas. O encontro vai ser muito rico, principalmente pela sabedoria dessas mulheres, que são parteiras, que tem tanto a ensinar e passaram tanto tempo no anonimato”, diz a coordenadora da União de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab), Letícia Yawanawá.
A sabedoria indígena é tradicionalmente transmitida por gerações por meio da oralidade. O encontro não é apenas uma reunião cultural, é também um incentivo a união e ao fortalecimento dos relacionamentos e troca de informações, sendo ainda dinamizado pela perspectiva política e social. Esta é uma realização da Umiab, com apoio do Governo Federal, do Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Estado de Saúde e Fundação Bright Star.
Serviço:
1º Encontro de Saberes Ancestrais com Parteiras e Pajés Indígenas
Quando: 18,19 e 20 de outubro
Onde: Auditório Fetacre (a partir das 8h)
17 de out. de 2011
CICLO DE DEBATES: “PSICOLOGIA E POVOS INDÍGENAS”
O Conselho Regional de Psicologia SP – Subsede Baixada Santista e Vale do Ribeira convida psicólogos, professores e estudantes de psicologia para:
Em continuidade às ações em curso nos últimos anos, a Subsede Baixada Santista e Vale do Ribeira do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo - vem convidá-los para o Ciclo de Debates Psicologia e Povos Indígenas, nos dias 20, 21 e 27 de outubro, em Santos/SP, conforme programação apresentada abaixo.
A Psicologia tem sido convocada para enfrentar os desafios inerentes à promoção da saúde e educação indígenas, e para tanto se faz necessário qualificar cada vez mais a prática dos psicólogos nesse campo.
Desejando contribuir com a melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas, temos buscado aproximar os psicólogos dessa questão, favorecendo a interlocução da categoria com diversas lideranças indígenas e também com profissionais de outras áreas.
Com o propósito de fortalecer o debate dessa temática nas universidades, o evento constará de mesas redondas realizadas nos auditórios dos três cursos de Psicologia da Baixada Santista, região do estado que concentra a maior parte da população indígena de São Paulo.
CICLO DE DEBATES
“PSICOLOGIA E POVOS INDÍGENAS”
20/10 das 19:30h às 22:00h - UNISANTOS - Av. Conselheiro Nébias, 300 – Vila Mathias.
Tema: ATENÇÃO À SAÚDE INDÍGENA – PRINCÍPIOS E CONTROLE SOCIAL
LIDERANÇAS INDÍGENAS: Luiz de Souza Karaí; Guaraci Jorge Souza Gomes Uwedju
PSICÓLOGOS E INDÍGENAS, UMA APROXIMAÇÃO CUIDADOSA: Lumena Celi Teixeira
INDÍGENAS DO ESTADO DE SÃO PAULO E A ATUALIDADE DAS RELAÇÕES COM A SOCIEDADE NACIONAL: Márcio José Alvim do Nascimento
PRINCÍPIOS DAS POLÍTICAS DE SAÚDE VOLTADAS ÀS POPULAÇÕES INDÍGENAS: Carlos Alberto Coloma
Debatedora: Maria Izabel Calil Stamato
Obs: Esta mesa-redonda compõe a programação da 38ª Semana de Psicologia da UNISANTOS.
21/10 das 19:30h às 22:00h – UNIP - Av. Rangel Pestana, 147– Vila Mathias.
Tema: INTERCULTURALIDADE E IDENTIDADE ÉTNICA
LIDERANÇA INDÍGENA: Alcides Mariano Gomes
RECOMENDAÇÕES PARA ATUAÇÃO DE PSICÓLOGOS JUNTO AOS INDÍGENAS: Lumena Celi Teixeira
RELAÇÕES INTERCULTURAIS E A QUESTÃO DA IDENTIDADE: Rinaldo Sérgio Vieira Arruda
A EXPERIÊNCIA DE UMA PSICÓLOGA NO MATO GROSSO DO SUL: Fabiane de Oliveira Vick
Debatedor: Armando Farias Macedo Filho
Obs: Esta mesa-redonda compõe a programação da Semana de Psicologia da UNIP.
27/10 das 19:30h às 22:00h – UNIFESP - Av. Saldanha da Gama, 89 – Ponta da Praia.
Tema: A PSICOLOGIA FRENTE AOS DESAFIOS DA INTERCULTURALIDADE NA UNIVERSIDADE
LIDERANÇA INDÍGENA: Adolfo Timóteo
OS GUARANI FRENTE ÀS RELAÇÕES INTERCULTURAIS: Maria Lucia Brant de Carvalho
PERSPECTIVAS DE UM INDÍGENA PSICÓLOGO: Edinaldo dos Santos Rodrigues
A EPISTEMOLOGIA TRANSDISCIPLINAR NA APROXIMAÇÃO DA PSICOLOGIA AOS POVOS INDÍGENAS: Luiz Eduardo Valiengo Berni
Debatedora: Sylvia Dantas
MINICURRÍCULOS DOS CONVIDADOS:
• Adolfo Timóteo - Liderança guarani m’bya. Cacique da aldeia Rio Silveira, em Bertioga/São Sebastião
• Alcides Mariano Gomes - Liderança guarani m’bya. Cacique da aldeia Paranapuã, em São Vicente.
• Armando Farias Macedo Filho - Mestre em Saúde Coletiva, Coordenador do Curso de Psicologia da UNIP-Santos.
• Carlos Alberto Coloma - Médico (Córdoba, Argentina), com Ph.D. em Antropologia, formação em Antropologia Médica e Etnopsiquiatria (Universidade de Montréal, Canadá). Epidemiologista, com experiência em saúde indígena desde 1976 e em saúde mental indígena desde 1996.
• Edinaldo dos Santos Rodrigues - Graduando de Psicologia na Universidade Federal de São Carlos, Indígena da etnia Xukuru do Ororubá, Pesquisador das áreas temáticas: Educação Especial na Educação Indígena e Saúde Mental na Saúde Indígena da etnia Xukuru do Ororubá de Pernambuco.
• Fabiane de Oliveira Vick - Psicóloga pelo Centro Universitário da Grande Dourados-MS, é Responsável Técnica pela Área de Saúde Mental do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). Atua principalmente junto às comunidades Guarani-Kaiowá.
• Guaraci Jorge Souza Gomes Uwedju - Liderança tupi-guarani. É vice-presidente do Conselho Local de Saúde e representante dos tupi-guarani no Condisi-Lisul.
• Luiz Eduardo Valiengo Berni - Psicólogo, Doutor em Psicologia (USP), Mestre em Ciências da Religião (PUC-SP). Diretor da Thot Desenvolvimento Humano. Membro do Grupo de Pesquisa Estudos Transdisciplinares da Herança Africana, UNIP. Membro fundador do CETRANS - Centro de Educação Transdisciplinar. Conselheiro do CRP SP e coordenador do Grupo de Trabalho Psicologia e Povos Indígenas.
• Luiz de Souza Karaí - Liderança guarani m’bya. É vice-presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena do Litoral Sul - Condisi-Lisul, e presidente do Conselho Local de Saúde.
• Lumena Celi Teixeira - Psicóloga pela USP, Mestre em Psicologia Social pela PUC-SP. Co-fundadora e coordenadora de projetos do Centro Camará de Pesquisa e Apoio à Infância e Adolescência. Atua na Saúde Mental junto à Prefeitura Municipal de Santos. Professora e supervisora de estágios na Unisantos. Conselheira do CRP SP entre 2004 e 2010, continua membro do GT Psicologia e Povos Indígenas.
• Márcio José Alvin do Nascimento - Técnico Indigenista da FUNAI desde 1981, é Coordenador Técnico Local da FUNAI na cidade de São Paulo (abrange as aldeias da capital e de Bertioga/São Sebastião). Pós-Graduado em Povos Indígenas do Brasil, pela UNESP, e em História, pela Faculdade Don Domenico. Trabalhou com os Povos Indígenas dos estados de MT, RS, PR e atualmente de SP.
• Maria Izabel Calil Stamato – Mestre e Doutora em Psicologia Social pela PUC-SP, Coordenadora do Curso de Psicologia da UniSantos,
• Maria Lucia Brant de Carvalho - Antropóloga da Coordenação Técnica Local da FUNAI desde 1985, vem trabalhando com os Guarani de SP, RJ e PR desde 1990. Mestre em Antropologia Social pela PUC e doutoranda em Geografia Humana na USP. Atualmente é responsável por localizar terras para as comunidades Guarani da cidade de São Paulo (Tekoa Pyau, T. Krucutu e T. Tenondé Porã) como medida compensatória pelos impactos provocados pelo Projeto Rodoanel Mario Covas.
• Rinaldo Sérgio Vieira Arruda - Professor do Programa de Estudos PósGraduados em Ciências Sociais da PUC-SP; coordenador do Núcleo de Estudos de Etnologia Indígena, Meio Ambiente e Populações Tradicionais da PUC-SP. Tem atuado em pesquisas e projetos com povos indígenas na região amazônica, ligados aos temas da territorialidade, identidade e dinâmicas socioculturais.
• Sylvia Dantas - Coordenadora do grupo Diálogos Interculturais do Instituto de Estudos Avançados da USP IEA/USP e coordenadora do Núcleo de Estudos e Orientação Intercultural da UNIFESP.
Eventos gratuitos.
Inscrições no site: http://www.crpsp.org.br/santos/povosindigenas/
Informações: (13) 3235-2324 ou baixada@crpsp.org.br
Promoção e Realização:
Conselho Regional de Psicologia SP
Subsede Baixada Santista e Vale do Ribeira
Apoio:
Universidade Católica de Santos – UNISANTOS
Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – CAMPUS BAIXADA SANTISTA
Universidade Paulista – UNIP
13 de out. de 2011
Expedição no Amazonas vai divulgar astronomia indígena
Calendário indígena do povo dessana associa constelações às mudanças do clima e ao ecossismte amazônico
Manaus, 13 de Outubro de 2011
ELAÍZE FARIAS -
Constelação cuja figura representa uma cobra surucucu segundo a astronomia indígenaFOTO: Divulgação/Musa -
Pajé Raimundo Dessana, morador da aldeia localizada na RDS Tupé, em ManausFOTO: Alexandre Fonseca -
Ritual de indígenas do povo dessana que vive em comunidade na zona rural de ManausFOTO: Ney Mendes
Na astronomia indígena, outubro é o mês do desaparecimento da constelação surucucu (añá em língua dessana) no horizonte oeste - o equivalente a escorpião na astronomia ocidental.
O desaparecimento da figura da cobra está associado ao fim do período da vazante. Os dessana tem outras 13 constelações, sempre associadas às alterações climáticas.
Para divulgar a respeito da pouco conhecida astronomia indígena, um grupo de estudiosos promoverá no próximo dia 19 uma expedição de dois dias a uma aldeia da etnia dessana localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Tupé, em Manaus.
Expedição
A comunidade é composta por famílias dessana que se deslocaram da região do alto Rio Negro, no Norte do Amazonas, e ressignificaram suas tradições, cosmologias e rituais na comunidade onde se estabeleceram na zona rural de Manaus.
O astrônomo Germano Afonso, do Museu da Amazônia (Musa), que desenvolve há 20 anos estudo sobre constelações indígenas no país, coordenará a expedição. Com os dessana, o trabalho de Germano Afonso é desenvolvimento há dois anos.
Ele descreve a programação como um “diálogo” entre a astronomia indígena e o conhecimento científico.
“Será um diálogo entre os dois conhecimentos. Vamos escutar os indígenas e ao mesmo tempo levar uma pequena estação meteorológica que mede temperatura e velocidade. A ciência observa com equipamentos, o indígena vê isso empiricamente”, explicou.
Uma embarcação da Secretaria Estadual de Saúde (Semsa) levará as pessoas interessadas em participar da experiência.
“Vamos fazer atividades de astronomia, meteorologia e química com os indígenas. Será uma atividade integrada à Semana de Ciência e Tecnologia”, explica Afonso.
O traço identificado como surucuru pelos indígenas é mais visível por volta de 19h, pelo lado oeste. Depois da surucuru, é a vez do tatu – outra espécie comum na fauna amazônica.
Desastres
Germano Afonso conta que os povos indígenas observam o céu, a lua, as constelações e sabem exatamente qual a época ideal para fazer o roçado, para se prevenir de uma cheia ou de uma seca. Também sabem qual o momento ideal para realizar um ritual.
A diferença em relação ao conhecimento científico, ocidental, é que não utilizam equipamentos e tecnologia para prever alterações do tempo e mudanças do clima.
Mas há uma diferença mais significativa: os indígenas não caem vítimas de desmoronamentos, de grandes cheias ou de uma vazante extraordinária.
“Quem tem mais cuidado com o meio ambiente e evitar os desastres ambientais? Os índios sabem exatamente quando vai cair uma chuva forte e teremos uma grande enchente. Mas eles não morrem por causa disso”, destaca Afonso, que tem ascendência indígena guarani.
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