13 de out. de 2009

Jefferson Praia homenageia escritor indígena Daniel Munduruku

[Foto: senador Jefferson Praia (PDT-AM)]
Página Multimídia

O senador Jefferson Praia (PDT-AM) homenageou nesta quinta-feira (8) o escritor indígena Daniel Munduruku. Autor de obras como Histórias de Índio e Meu avô Apolinário, Munduruku, de acordo com o senador, tem contribuído com a preservação da cultura indígena com suas dezenas de livros - a maioria deles adotada no ensino fundamental.

Jefferson Praia leu trechos de reportagem publicada pela revista Istoé a respeito da trajetória do líder indígena, professor de filosofia, criado na aldeia Maracanã, no interior do Pará. De acordo com a revista, entre as 31 obras de Munduruku - muito elogiadas por escritores como Moacyr Scliar -, há uma enciclopédia de verbetes nativos, vencedora do Prêmio Jabuti.

A matéria também conta que Munduruku, cujo nome de batismo é Daniel Monteiro da Costa, foi educado por missionários católicos, em aulas onde era proibido utilizar o idioma indígena. Hoje, é ativista pelos direitos indígenas, tem um blog e faz doutorado em educação.

O senador também leu o texto Piolhos, Poesia e Política, a transcrição de uma palestra em que o próprio Munduruku faz uma reflexão sobre os significados da expressão "relações harmônicas do homem com a natureza" à luz da tradição cultural indígena.

Na ocasião, o professor disse que, com seus antepassados, aprendeu que "nós não somos donos da teia da vida, somos apenas um de seus fios, e que a gente não tem posse sobre o ambiente, a gente tem parceria, a gente tem que viver como parceiros e não como donos, até porque a terra nos é dada, a natureza nos é dada, a vida nos é dada como um brinde, como um presente, e a gente devia tratar isso como um presente que a gente tem que cuidar direito".

Da Redação / Agência Senado

Flimt realiza lançamento do livro “A palavra do grande chefe”

Cuiabá / Várzea Grande, 10/10/2009 - 08:28.

Da Redação

Um depoimento histórico e periodicamente recriado através dos tempos conhecido como “A Carta do Chefe Seattle”, é o que conta a História do Livro A palavra do grande chefe, que foi lançado na tarde de sexta-feira (09.10) na Feira do Livro Indígena(Flimt) , no estande do Núcleo de escritores indígenas (NEARIN), localizado no estacionamento do Palácio da Instrução, no Centro de Cuiabá.

A obra é do autor índio Munduruku, formado em filosofia, com licenciatura em história e psicologia; doutorando em Educação na Universidade de São Paulo (USP). Tem mais de 30 livros publicados. E do também autor Maurício Negro, artista gráfico e escritor, além de bacharel em comunicação social pela ESPM e autor-ilustrador de livros infantis.

A obra relata, a resposta do líder, Noah Sealth, mais conhecido como Chief Seattle, ao grande chefe de Washington, o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce do ano de1854, que acabou se transformando em um documento importante e memorável.

O livro “A palavra do grande chefe” é uma adaptação livre, poética e ilustrada do discurso do Chefe Seattle. Durante o dia do sábado (10) estará à disposição no estante do Nearin na Flimt.

Feira oportuniza a interação do público com escritores

Cuiabá / Várzea Grande, 07/10/2009 - 18:35.

Da Redação

Uma aula de simpatia e erudição, foi o que as escritoras Heloisa Prieto e Ana Claudia Ramos apresentaram num bate papo aberto ao público, na Feira do Livro Indígena(Flimt) que acontece na Praça da Republica na capital cuiabana.

Durante a conversa as escritoras puderam mostrar suas opiniões e sugestões relacionadas ao meio editorial brasileiro. Para a escritora Ramos, o marketing ainda é restrito para alguns autores da literatura nacional. “Nós autores ainda temos pouco espaço nas livrarias, quando conseguimos algum apoio, nossos livros ficam escondidos atrás da literatura estrangeira ”.

Para Pietro, escritora com mais de 40 obras no mercado nacional, o Brasil não é um país de analfabetos, é um país de leitura anarquista.Onde temos um livro oficial ou politicamente correto, e o livro não oficial, aquele que se escreve com afinco e dedicação.

Ana Claudia Ramos, aproveitou a ocasião para falar de seu novo livro, “A historia de Clarice”um livro que de acordo com ela relembra sua infância, em seus livros prediletos de quando menina, que entre eles as influencias mais fortes são de “Bolsa Amarela”, “O soldadinho de chumbo” e “A vendedora de fósforo”. Clássicos infantis que tem como pano de fundo a morte e a perda. Temas que Ana considera que deve ser levado as crianças com naturalidade, e que os adultos erroneamente acreditam ser tabu.

“A historia de Clarice” conta a historia de uma menina, que fica órfã e após um episódio traumático se cala , acaba por ir morar com uma tia com quem tinha pouco contato e a partir deste novo relacionamento recheado de literatura, ela redescobre o afeto, “A esta menina emprestei minha paixão e o encantamento por essas historias”, revela Ana.

Heloisa que também lança um livro resume sua obra como um texto autobiográfico. “Eu tiro muito da minha vida quando eu escrevo algo, eu escrevo em protesto contra a morte. Eu criei um universo que resgata pra mim algo que eu perdi com tanta dor”, diz

Seu livro “Terra” é uma homenagem ao seu tio que morreu na Amazônia após largar tudo para viver na floresta. Entre as novidades, a negociação com Warner dos direitos do livro, ”As melhores coisas do mundo” que em breve será transformado em filme.

Para encerrar a conversa Ana Pietro resume literatura como parte essencial da vida do ser humano. “Os livros marcam momentos da minha vida, e eu acho que vou me tornando uma pessoa melhor a partir do meu contato com eles.” Finaliza.

INBRAPI presenteia SEC em Feira do Livro Indígena

Cuiabá / Várzea Grande, 10/10/2009 - 17:09.

Da Redação

Com objetivo de levar conhecimento da cultura indígena para o centro urbano das cidades mato-grossenses, o Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI), realizou nessa sexta-feira (09), durante a Feira do Livro Indígena (Flimt), a entrega de 30 kits do projeto Porandubá para a Secretaria de Estado de Cultura.

O projeto Porandubá traz 28 histórias em CDs, de 24 etnias indígenas existentes no país. “Os relatos são registros de culturas e tradições de cada povo. Este material é uma sugestão de como o professor pode trabalhar dentro da sala de aula as histórias dos índios. Cada etnia tem seus costumes,” comentou Cristino Wapichana, um dos coordenadores do Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas(Nearim).

A Secretaria vai disponibilizar este estudo (CDs) na sala indígena da Biblioteca Pública, Estevão de Mendonça, no Palácio da Instrução. Álém de ser distribuído para todos os pólos de bibliotecas do Estado através do sistema estadual de bibliotecas.

Roda de histórias movimenta público no Palácio da Instrução

Cuiabá / Várzea Grande, 07/10/2009 - 13:27.

Da Redação

Histórias, mitos, música e ritos. Assim iniciou a primeira roda de conversas indígenas da Feira do Livro Indígena de Mato Grosso na manhã desta quarta-feira (07) em Cuiabá. As rodas serão sempre no Pavilhão do Palácio, localizado aos fundos do Palácio da Instrução. Elias Maraguá, da etnia Maraguá iniciou um bate-papo com os alunos da Escola Estadual Presidente Médici, falando sobre os costumes de seu povo. Elias explicou aspectos culturais como a utilização de cocares, ornamentos e vestimentas. Em seguida, os pajés Manoel Moura Tukano e Álvaro Tukano (ambos da Etnia Tukano), realizaram um rito de iniciação. Eles explicaram que este é o rito realizado pelos tukanos pra iniciar uma conversa com os mais jovens.

Com uma grande interação, os alunos assistiram as apresentações musicais realizadas por Marcio Bororo, Jucélio Paresi e Cristino Wapichana. Eliane Potiguara e Eli Macuxi contaram histórias e mitos de seus povos, lembrando sempre, que tudo, faz parte de uma grande memória e da ancestralidade. Para encerrar, o jovem Carlos Tiago, da Etnia Satere Mawe recitou uma poesia que compõe a Antologia de escritores indígenas lançada na noite da terça-feira, durante a Feira.

VENDA DE LIVROS E VISITAÇÃO ESCOLAR

A visitação escolar está sendo realizada com o acompanhamento de monitores e tem duração de uma hora e meia. Os estudantes podem participar das palestras, oficinas, contação de histórias e pintura corporal.

Já as editoras e livrarias estão comercializando obras no Fundo do Palácio da Instrução. No local tem também os lançamentos e rodas de histórias.

Para participar das atividades confira a programação no site da Secretaria de Estado de Cultura.

Literatura e ilustração infantil na Praça da República

Estimular o imaginário infantil, despertar em cada criança a busca pelo conhecimento, fazendo com que ela visualize uma história distante de sua realidade. Estes foram alguns os assuntos abordados na palestra sobre Literatura e Ilustração Infanto - Juvenil na sala de aula, que ocorreu nesta quarta (07) na Feira do Livro Indígena, que está sendo realizada na Praça da República da capital até o dia 10 de outubro.

Durante a palestra, profissionais ministraram temas voltadas a literatura em sala de aula e fizeram relatos de suas experiências com a literatura indígena. “A educadora indígena Severiá Idioriê, começou sua apresentação falando da importância da literatura para os indígenas”.” A literatura faz parte da nossa existência, através das obras literárias tomamos contato com a vida”

Para Idioriê a arte da ilustração tem que ser aprendida na escola pelo professor. “A criança tem que viver literatura em todos os momentos , até na hora de aprender a desenhar”.

Entre os profissionais da bancada da palestra, estavam, os ilustradores de livros infantis, Jô Oliveira e Mauricio Negro; a escritora Heloisa Pietro; e a professora e escritora Ana Claudia Ramos e a educadora e também escritora Ser Severiá Idioriê.

Feira do Livro Indígena divulga tradições e cultura do índio em Cuiabá

Cuiabá / Várzea Grande, 06/10/2009 - 13:57.

Da Redação

O Governo do Estado abriu, nesta terça-feira (06.10), no Centro Histórico de Cuiabá, a Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (Flimt). O evento traz exposições de livros, pintura, adornos tradicionais, entre outras manifestações da cultura do índio e prossegue até o próximo sábado (10.10). São cinco dias de feira, montada em três ambientes na Praça da República e Palácio da Instrução: a oca central, pavilhão da República e os estandes dos editores.

A solenidade de abertura teve a participação dos pajés Álvaro Tukano e Manoel Moura, dos povos Tukano do Amazonas, que realizaram a cerimônia espírita indígena na porta de entrada da feira. Estudantes, populares e convidados assistiram ao ritual. A ocasião contou ainda com apresentação da Dança Andorinha, Mini e Ari por índios da Nação Nativa Umutina e lançamento da Declaração das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos dos povos indígenas.

Mato Grosso é pioneira, em todo o país, a iniciativa de abrir espaço e divulgar a cultura, tradições e história do índio. A literatura indígena é recente. O secretário de Estado de Cultura, Paulo Pitaluga, comentou que “começaram há pouco tempo essa produção literária. A escrever livros, literatura infantil, contos, poesias, declamar poesia, participar de saraus, a contar a sua história”, disse ao lembrar que são títulos diversos, antropologia, arqueologia e da etnografia.

O diretor-presidente do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (Inbrapi), Daniel Munduruku, descreveu a feira como um grande momento, de troca de ideias, conhecimento e afeto entre os índios e não índios. “É a realização de um sonho, de prender a visibilidade para os povos indígenas que tem muita coisa a oferecer ao Brasil”, contou Munduruku, que também é escritor com 35 títulos publicados e dois a ser publicado na Flimt.

Opinião parecida tem a artista plástica Deuseni Félix, que elogiou a iniciativa do Governo do Estado por divulgar a cultura do índio com “uma exposição, onde brancos e índios participam e veem a beleza dos povos indígenas, o papel e a cultura que eles querem mostrar”.

VISITAÇÃO

O Centro Histórico de Cuiabá, com pontos de destaque na Praça da República e Palácio da Instrução, é o endereço da literatura e cultura indígena até o sábado. O local está aberto à visitação de pessoas de todas as idades. Nos três espaços, o público vai conhecer um pouco da história dos povos indígenas, das suas origens e tradições, contadas pelos próprios índios. Uma exposição de fotos do Marechal Rondon também está à mostra num dos espaços. A visitação é gratuita.

DECLARAÇÃO

A declaração da ONU faz parte de uma luta de 22 anos. Segundo o vice-reitor da Unemat, Elias Januário, ela traça as diretrizes e conceitos da história e tradição indígena, que reconhece as diferenças dos povos indígenas e o direito de serem respeitados na sua diferença. Cento e quarenta e três países, com exceção dos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Austrália, assinaram o documento, publicado também em português. Exemplares foram distribuídos na ocasião da abertura da Flimt.

UNEMAT

Num pavilhão no Palácio da Instrução, diversos livros de autores índios e não índios, publicados por editoras e autores independentes estão à exposição, e para venda, ao público. Alguns, com apoio do Governo. Pitaluga lembrou que a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) que mais produz e editora livros indígenas.

SEMINÁRIO

Outras atividades fazem parte da programação da Flimt, como o Seminário de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso realizado nesta manhã após a solenidade de abertura.

Mais informações sobre a programação da Feira do Livro Indígena no site da SEC: www.cultura.mt.gov.br

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...