1 de fev. de 2012

Olhar Indígena - Daniel Munduruku fala de Educação Indígena

Livros infantis que nascem acessíveis

Em parceria com Associação de Escritores e Ilustradores de literatura infantil e juvenil - AEILIJ, a Fundação Dorina Nowill para Cegos produziu uma série de 10 títulos infantis acessíveis, impressos em braille e letras ampliadas.

Os autores e os ilustradores, sob a orientação dos profissionais especializados da Fundação Dorina, criaram estórias e desenhos que pudessem ser reproduzidos com letras ampliadas, textos em braille e imagens divertidas em relevo, para possibilitar que crianças cegas e com baixa visão leiam o livro em companhia da família e dos colegas de aula, proporcionando uma leitura interessante e prazerosa, com recursos de acessibilidade importantes para a compreensão de pessoas com e sem deficiência visual.

“Esta edição foi feita com carinho, para todas as crianças que conseguem ver, mesmo sem conseguir enxergar, que as verdadeiras riquezas estão muito além daquilo que o dinheiro pode comprar”, diz Álvaro Modernell, autor da obra Quero ser rico.

A primeira tiragem dos livros foi patrocinada pela Fundação Itaú Social e Bradesco, sendo mais de 35 mil exemplares distribuídos para 5 mil bibliotecas, escolas e organizações de todo o Brasil. As obras também estarão a venda na loja virtual da instituição a partir do dia 05 de fevereiro

Ainda em 2012 serão lançadas novas tiragens dos livros com outros recursos de acessibilidade, como a audiodescrição.


Livros infantis tinta/braille com ilustrações em relevo
Fundação Dorina Nowill para Cegos
formato 2 cm x21 cm;
R$ 25


Títulos:
- Quero ser rico, escrita por Álvaro Modernell, ilustrada por Cibele Santos;
- Umbigo, de João Proteti, ilustradora Nireuda Longobardi;
- A dança das cores, de Luís Pimentel, ilustrado por Márcia Cardeal;
- Meu pai é o Maximo, de Anna Claudia Ramos, ilustrador Danilo Marques;
- A horta de Ethel, de Celso Sisto, ilustrado por Sandra Ronca;
- Pedro e Joaquim, Denise Crispun, ilustradora Thais Linhares;
- Amigo Bicho, Flávia Côrtes, Cris Alhadeff;
- Capitão Mariano, o Rei do Oceano, de Maurício Veneza, ilustrada por Roney Bunn;
- A galinha que botava batatas, de Simone Pedersen, ilustrada por Paulo Branco;
- A girafa do pescoço curto, de Regina Drummond, ilustrador Felipe Vellozo;

http://www.fundacaodorina.org.br/novidades/novidade/?id=341&%2Flivros_infantis_que_nascem_acessiveis

Mulher e escritora indígena

A questão da mulher e de sua presença como protagonista da história do Brasil é algo que a história oficial também faz questão de esconder, mesmo nestes tempos em que temos a primeira presidente do genero feminino  governando o país.

No século XVI, durante os primeiros 50 anos de Brasil, centenas de mulheres indígenas foram "pegas á laço" para satisfação sexual dos portugueses, o que gerou uma mestiçagem forçada, mas ao mesmo tempo foram elas que cederam o ventre para a semeadura do povo brasileiro.

Mesmo entre as diversas culturas das matrizes ancestrais, o papel da mulher foi a de oprimida, com algumas excessões, como no caso das "icamiabas", as mulheres guerreiras que ficaram conhecidas como as "amazonas" desta Terra e que deram origem ao nome do estado do Amazonas.

Na literatura, podemos destacar Eliane Potiguara, mulher ativista, criadora do Grumin, uma organização que trabalha o protagonismo feminino entre os povos indígenas e escritora de um livro clássico na questão indígena intitulado "Metade Cara, Metade Máscara".

Mas infelizmente, mesmo em diversas etnias das nossas raízes, é grande o preconceito e a opressão em torno do papel do feminino na sociedade humana. Precisamos mudar também este velho paradigma.

Kaká Werá

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...