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Livros infantis que nascem acessíveis

Em parceria com Associação de Escritores e Ilustradores de literatura infantil e juvenil - AEILIJ, a Fundação Dorina Nowill para Cegos produziu uma série de 10 títulos infantis acessíveis, impressos em braille e letras ampliadas.

Os autores e os ilustradores, sob a orientação dos profissionais especializados da Fundação Dorina, criaram estórias e desenhos que pudessem ser reproduzidos com letras ampliadas, textos em braille e imagens divertidas em relevo, para possibilitar que crianças cegas e com baixa visão leiam o livro em companhia da família e dos colegas de aula, proporcionando uma leitura interessante e prazerosa, com recursos de acessibilidade importantes para a compreensão de pessoas com e sem deficiência visual.

“Esta edição foi feita com carinho, para todas as crianças que conseguem ver, mesmo sem conseguir enxergar, que as verdadeiras riquezas estão muito além daquilo que o dinheiro pode comprar”, diz Álvaro Modernell, autor da obra Quero ser rico.

A primeira tiragem dos livros foi patrocinada pela Fundação Itaú Social e Bradesco, sendo mais de 35 mil exemplares distribuídos para 5 mil bibliotecas, escolas e organizações de todo o Brasil. As obras também estarão a venda na loja virtual da instituição a partir do dia 05 de fevereiro

Ainda em 2012 serão lançadas novas tiragens dos livros com outros recursos de acessibilidade, como a audiodescrição.


Livros infantis tinta/braille com ilustrações em relevo
Fundação Dorina Nowill para Cegos
formato 2 cm x21 cm;
R$ 25


Títulos:
- Quero ser rico, escrita por Álvaro Modernell, ilustrada por Cibele Santos;
- Umbigo, de João Proteti, ilustradora Nireuda Longobardi;
- A dança das cores, de Luís Pimentel, ilustrado por Márcia Cardeal;
- Meu pai é o Maximo, de Anna Claudia Ramos, ilustrador Danilo Marques;
- A horta de Ethel, de Celso Sisto, ilustrado por Sandra Ronca;
- Pedro e Joaquim, Denise Crispun, ilustradora Thais Linhares;
- Amigo Bicho, Flávia Côrtes, Cris Alhadeff;
- Capitão Mariano, o Rei do Oceano, de Maurício Veneza, ilustrada por Roney Bunn;
- A galinha que botava batatas, de Simone Pedersen, ilustrada por Paulo Branco;
- A girafa do pescoço curto, de Regina Drummond, ilustrador Felipe Vellozo;

http://www.fundacaodorina.org.br/novidades/novidade/?id=341&%2Flivros_infantis_que_nascem_acessiveis

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

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