29 de out. de 2010

Cinep lança livro “Olhares Indígenas Contemporâneos” com temas sobre educação, lingüística, mobilização, resistência e direitos indígenas

Comentário DM:
O livro indicado abaixo tem um valor simbólico muito importante porque apresenta visão qualificada sobre os temas que se propõe discutir. Nele as pessoas interessados na temática da educação indígena [especialmente a educação superior indígena]. É uma aquisição valiosa. Tem meu aval.
__________________________________________________________

Caros parentes,

pedimos seu apoio na divulgação do livro "Olhares Indígenas Contemporâneos".
Esta é uma publicação do Cinep que integra uma iniciativa conjunta com a
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), na qual está incluída a
criação de um site e de uma revista semestral voltados prioritariamente ao
tema do ensino superior indígena. O livro "Olhares Indígenas Contemporâneos"
mostra o resultado do trabalho acadêmico de cinco pesquisadores indígenas
que cursaram pós-graduação (dois no doutorado e três no mestrado), além de
mostrar os resultados de uma pesquisa sobre o perfil dos estudantes
indígenas universitários do Brasil.

O apoio de vcs divulgando tanto junto ao movimento indígena, quanto nas
páginas e listas de contatos das intituições indígenas vem fortalecer esta
iniciativa, valorizando o pensamento indígena e motivando, cada vez mais, o
ingresso de indígenas no ensino superior.

Segue, em anexo, um resumo sobre o livro que pode ser enviado a todos seus
contatos.

Também quem tiver interesse em apoiar adquirindo um exemplar entre em
contato com a Jô Oliveira pelo email jo@cinep.org.br ou pelo telefone (61)
3225.4349.

Esperamos contar com a sua colaboração!

Obrigada,

Equipe Cinep


Cinep lança livro “Olhares Indígenas Contemporâneos” com temas sobre
educação, lingüística, mobilização, resistência e direitos indígenas*

* *

O Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (Cinep) lança o livro *Olhares
Indígenas Contemporâneos*, uma coletânea que reúne seis artigos de autores
indígenas produzidos a partir de teses de doutorado e dissertações de
mestrado, defendidas entre 2008 e 2010, e de uma pesquisa sobre o perfil dos
estudantes universitários indígenas no Brasil.

Rita Gomes do Nascimento, da etnia Potiguara, abre o volume com o artigo
“Performances e experiências de etnicidade: práticas pedagógicas Tapeba”, em
que discorre sobre as razões da proeminência dos professores indígenas como
mediadores políticos e representantes das comunidades indígenas junto à
sociedade envolvente.

Edilson Martins Melgueira, da etnia Baniwa, investiga os classificadores
nominais da língua baníwa, do rio Içana, buscando discutir conjuntamente
léxico, morfossintaxe e contexto discursivo, bem como refletir a maneira
Aruák Baníwa de ver, sentir e organizar os elementos que constituem seu
universo.

Florêncio Almeida Vaz Filho, do povo Maytapu, faz uma etnografia dos
processos de mobilização étnica envolvendo cerca de 40 comunidades na região
do baixo rio Tapajós, na Amazônia, que passaram a se identificar
publicamente como indígenas no final da década de 1990.

Vilmar Martins Moura Guarany, indígena Guarani, realiza uma análise sobre a
relação das áreas de meio ambiente e de direitos indígenas. Para isso, faz
uma descrição dos principais instrumentos e acordos internacionais
relacionados à definição do conceito de “desenvolvimento sustentável”.

Rosani de Fátima Fernandes, da etnia Kaingang, trata dos processos de
resistência e luta pela sobrevivência dos Gavião Kyikatejê, desde sua
transferência do atual estado do Maranhão até a constituição da reserva Mãe
Maria, no Pará, abordando a recuperação da sua autonomia, em 2000, em
relação aos Parkatejê.

O artigo final, assinado pelo Cinep, apresenta o perfil do estudante
indígena na universidade, montado a partir de uma pesquisa realizada pela
instituição com 481 acadêmicos indígenas, dentro de um universo estimado
hoje de 6.000 estudantes indígenas matriculados no ensino superior em todo o
Brasil.

Mesmo com uma presença crescente de indígenas no ensino superior, as teses e
dissertações produzidas por estes estudantes não têm recebido apoio para
divulgação e publicação. Muitas são as razões para este anonimato, uma das
quais é a forte concorrência das produções não indígenas sobre a temática
indígena, imperando no imaginário brasileiro a visão de que são os
estudiosos brancos que possuem os conhecimentos e as verdades sobre os povos
indígenas.

É com o propósito de dar um primeiro passo para mudar este cenário, que o
Cinep lança a coletânea *Olhares Indígenas Contemporâneos* que constitui o
primeiro volume da *Série Saberes Indígenas, *na qual pretende oferecer aos
estudantes, pesquisadores e profissionais indígenas um canal de divulgação
dos resultados de seus estudos e pesquisas, além de propiciar uma
oportunidade aos estudiosos e à opinião pública brasileira de conhecer um
pouco mais do mundo e da realidade indígena a partir do olhar e do
pensamento dos indígenas.

*O Cinep*

Fundado em 2005, o Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (Cinep) é uma
associação civil, sem fins lucrativos, com sede em Brasília – DF. A entidade
foi criada para promover, apoiar e executar atividades de formação e
qualificação direcionadas a profissionais, lideranças e universitários
indígenas das diferentes regiões do país com o objetivo de qualificar e
orientar a formação política e acadêmica para a luta dos povos indígenas do
Brasil. Também faz parte do Cinep o Observatório de Direitos Indígenas
(Odin), que possui suas atividades coordenadas por um advogado indígena.

* *

*Serviço:*

Cada exemplar do livro *Olhares Indígenas Contemporâneos* custa R$30,00 à
venda na sede do Cinep, em Brasília: SRTVS – Centro Empresarial Assis
Chateaubriand – Quadra 701 – Conjunto 01 – Bloco 01 – nº38 – Sobreloja –
Salas 25/26.

Pedidos podem ser feitos pelo email jo@cinep.org.br ou pelo telefone (61)
3225.4349, tratar com Jô Oliveira

23 de out. de 2010

Diversidade Biológica: Canadá exclui indígenas de negociações

O Canadá deverá ser culpado se não se chegar a um tratado vinculante para deter a rápida perda de espécies, segundo delegados indígenas desse país presentes na 10ª Conferência das Partes do Convênio sobre Diversidade Biológica.

Por Stephen Leahy, na agência IPS

Este ponto de vista é uma resposta à referência que os representantes canadenses fizeram sobre os direitos dos povos indígenas na reunião que acontece nesta cidade até o dia 29.

“O Canadá está atravancando os avanços aqui, enfraquecendo nossos direitos e lutando contra um protocolo legalmente vinculante sobre acesso e benefícios compartilhados”, disse Armand MacKenzie, diretor-executivo do Conselho Innu de Nitassinan, os habitantes indígenas do nor-nordeste canadense. “Sua oposição ameaça a biodiversidade mundial... É preciso que as pessoas se manifestem”, disse Armand à IPS.

Um protocolo para conseguir acesso à biodiversidade e compartilhar seus benefícios sem uma garantia dos direitos dos povos indígenas e das comunidades locais “seria totalmente vazio”, disse Paulino Franco de Carvalho, que lidera a delegação brasileira. “O Brasil não aceitará nenhuma acordo sobre biodiversidade sem um protocolo justo sobre acesso e benefícios compartilhados”, afirmou em entrevista coletiva.

Esse tipo de protocolo é um dos três pilares do Convênio sobre a Diversidade Biológica. O segundo é um plano estratégico com 20 objetivos específicos a serem alcançados até 2020, como o de não desmatamento e eliminação dos subsídios. O terceiro é a mobilização de suficientes recursos financeiros e de outro tipo para apoiar os dois anteriores. Refere-se à maneira como o material genético de plantas, animais e micróbios pode ser usado para elaborar alimentos, remédios, produtos industriais, cosméticos e outros elementos. O uso destes materiais deve muito ao conhecimento tradicional dos povos indígenas.

O acesso refere-se a como obter esse material genético, e compartilhar os benefícios significa dividir os benefícios, tanto financeiros como de outro tipo, derivados de seu uso. Os povos originários afirmam que são os possuidores ou cuidadores de boa parte da biodiversidade do mundo e dos conhecimentos tradicionais, e que omitir as referências a esta realidade é um mau começo para eles e para a maioria dos países. “O governo canadense vem prejudicando os direitos humanos dos povos indígenas do mundo desde 2006”, disse Paul Joffe, representante do Grande Conselho dos Crees, uma grande nação originária do centro do Canadá.

Os delegados indígenas canadenses expressaram seus pontos de vista aos representantes governamentais desse país, mas sua posição é que não se pode fazer referência aos direitos dos povos originários no protocolo final sobre acesso e benefícios compartilhados, disse Paul à IPS. “O governo nunca nos consultou. Isto chegou totalmente de surpresa”, destacou.

Poucos representantes indígenas participam da reunião em Nagoya porque o Canadá e muitos outros governos não fornecem ajuda financeira necessária para que possam participar como observadores. Os povos aborígines não têm um papel oficial nesta reunião e só podem apresentar seus pontos de vista quando solicitados.

“Estamos à mercê dos governos”, disse Ellen Gabriel, presidente da Mulheres Nativas de Quebec. “Os povos indígenas dependem totalmente da biodiversidade como meio de sustento”, acrescentou. Para ela, o Canadá está praticando “uma nova forma de colonialismo. Somos os povos com os direitos aos recursos genéticos da biodiversidade”, afirmou.

A posição do Canadá reflete uma ideologia e é uma decisão política tomada pelo governo atual, afirmou Paul. Em reuniões internacionais anteriores, foi considerado um país “obstrucionista”. De fato. Na 15ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP 15), realizada em dezembro em Copenhague, a sociedade civil internacional outorgou ao Canadá o “Prêmio Fóssil Colossal”, pelo pior comportamento naquelas negociações.

Não surpreende que, este mês, muitos Estados-membros da Organização das Nações Unidas se negassem a apoiar o Canadá em sua tentativa de obter um desejado posto no Conselho de Segurança. Segundo Paul, esta negociação é simplesmente um assunto político para o governo do primeiro-ministro Stephen Harper, e exigirá pressão política e pública. Neste momento, não há meios de comunicação do Canadá em Nagoya, nem nenhum credenciado, segundo os organizadores.

Paulino está otimista quanto a se chegar a um acordo sobre acesso e benefícios compartilhados em matéria de biodiversidade no final da próxima semana, quando terminar a Conferência. Para a ocasião, espera-se que 120 ministros do Meio Ambiente tenham chegado ao Japão para assinar um novo tratado internacional. “Penso que podemos chegar a um bom resultado”, afirmou.

Fonte: Envolverde

19 de out. de 2010

Lula assina decreto que cria a Secretaria Especial de Saúde Indígena

DE SÃO PAULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta terça-feira dois decretos que promovem mudanças na atenção à saúde dos povos indígenas.

O primeiro oficializa a criação da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), que se dará dentro da estrutura do ministério da Saúde. O segundo decreto redefine as atribuições da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), retirando dela a atribuição de ações de atenção à saúde indígena.

O ministério e a Funasa terão 180 dias para fazer a transição do sistema.

Com a criação da Secretaria, o Ministério da Saúde passa a gerenciar diretamente a atenção à saúde dos indígenas, levando em conta aspectos culturais, étnicos e epidemiológicos dos 225 povos que vivem no Brasil.

A criação da Sesai foi aprovada pelo Senado Federal no último dia 3 de agosto.

Passam a ser atribuições da secretaria ações de saneamento básico e ambiental das áreas indígenas, como preservação de fontes de água limpa, construção de poços ou captação à distância nas comunidades sem água potável, construção de sistema de saneamento, destinação final do lixo e controle de poluição de nascentes.

Com a mudança, a atenção à saúde dos indígenas também passará a estar integrada ao SUS (Sistema Único de Saúde).
(Folha Online)

18 de out. de 2010

SOBRE SAPOS E ARANHAS

[por Daniel Munduruku]

Parece que tudo vale em uma disputa política. É um constante digladiar-se na tentativa de fazer com que a opinião pública tome uma decisão para um lado ou para outro. Sabe-se que não se faz isso pelo prazer de servir ao povo, mas para servir-se dele que, ingenuamente, vai engolindo sapos e aranhas. Algumas vezes tais sapos e tais aranhas são devidamente vestidos de uma roupagem que nos faz comprar gatos por lebres. Este é o jogo (sujo ou não) da política.
Já afirmei outras vezes que política é arte da negociação, do diálogo. Claro que me refiro aqui à Política autêntica, ao jogo democrático que nos torna mais humanos. É por isso mesmo que para alguém ser político não precisa ter curso superior ou mesmo algum grau de instrução mais elevado. Isso se dá pelo fato de que negociar é arte do convencimento e é senso comum que um bom vendedor não precisa ter diploma, precisa ter lábia, ser virado, ter capacidade de “vender” seu produto.
Não há dúvidas, no entanto, que pessoas bem instruídas são menos passíveis de serem engambeladas ou levadas a assinar documentos dos quais não tenham perfeita compreensão. Por outro lado, porém, os mais instruídos conhecem os caminhos para burlar a lei e se saírem bem diante das tramóias que praticam (sobretudo se estão envolvidos no mundo político).
Estamos diante de um quadro novo para o segundo turno. Novo, modo de dizer. Já era o esperado. O que talvez não fosse esperado era o tom que a campanha alcançaria fazendo os dois candidatos ora atacarem ou defenderem-se de questões de fórum íntimo como as discussões sobre a crença individual ou sobre a não-crença de um/a ou de outro/a. Acho isso lamentável. É a política do vale-tudo para se chegar ao poder. Lamentável a postura das igrejas que estão indicando o/a candidato/a como o demônio da vez.
Confesso que fiquei pasmo ao ler um folheto entregue em uma paróquia da cidade onde resido conclamando seus fiéis a votarem no candidato X. Deu-me saudade da Igreja Libertadora. Senti falta de ministros engajados em formar a consciência crítica de seus fieis e não tratá-los como incapazes de avaliação. Não sou contra a evangelização. Contra sou da doutrinação que impede as pessoas de se engajarem nas causas sociais porque são julgadas incapazes e ensinadas a acreditar, ainda, que na política também é preciso exorcizar quem pensa diferente. Lamentável. Espero que nosso povo saiba estar acima destas questões bairristas e paroquiais. Para o bem de todos!

13 de out. de 2010

Defienden valor de la literatura indígena



La especialista asegura que la literatura indígena debe ser considerada al mismo nivel de la que se crea en otras culturas. ESPECIAL
  • Enfatizó en que las universidades deben hacer a un lado la división entre lo culto y lo popular
  • Asegura que su reconocimiento generará igualdad
La especialista Isabel Contreras Islas dice que la literatura indígena debe ser vista como arte no como mero producto antropológico

CIUDAD DE MÉXICO (12/OCT/2010).- La literatura indígena tiene calidad y estética propias que deben permitirle ser reconocida como arte y dejar de ser juzgada sólo como trabajo antropológico o etnográfico, sostuvo la especialista Isabel Contreras Islas.

La académica del Departamento de Letras de la Universidad Iberoamericana puso énfasis en que son las universidades las que primero deben hacer a un lado la división entre lo culto y lo popular, que no reconoce la diversidad del país y del mundo.

Contreras Islas, quien desde hace ocho años encabeza el proyecto Oralidad, Tradición y Cultura Popular en México, la literatura indígena debe ser considerada al mismo nivel de la que se crea en otras culturas, como la mestiza por ejemplo; de hacerlo se estará reconociendo esa diversidad y generando igualdad, además de estar ampliando la visión sobre nuestro país y entorno.

 La doctora informó que los estudios que desarrolla y promueve la Universidad Iberoamericana en diversas partes del país han demostrado que la literatura de las comunidades indígenas es arte y se desmarca de esa connotación propagada que lleva al no reconocimiento.

La Ibero, además de su intensa colaboración con el Instituto Superior Intercultural Ayuuk en Oaxaca y de su trabajo social en la zona norte de Chiapas, ha trabajado proyectos de rescate de la oralidad con las comunidades ñañú de Querétaro y en Santiago Tuxtla, Veracruz.

 Trabajar desde esa visión, del reconocimiento de la literatura como arte y creación vigente, estaría también erradicando esa idea de presentar los textos indígenas como cosas muy del pasado, cuando bien se sabe que esas culturas aún existen.

Reconocer la presencia de esas culturas, desde sus diversas manifestaciones, representará no sólo una amplia riqueza en diversidad sino un mayor intercambio de experiencias y formas de vida y creación literaria, acotó. 
CRÉDITOS: NTX / IAMR Oct-12 17:48 hrs

8 de out. de 2010

Cultura - Secretaria de Educação abre inscrições para cursos sobre culturas brasileira e africana

O Noticiado

 São Paulo - Os cursos de Educação Etnicorracial, História e Cultura Africana, Literatura e Cultura Africana e Cultura e Literatura indígena no Brasil são destinados à formação dos professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e supervisores de ensino da rede municipal.

Até dezembro, a Secretaria Municipal de Educação oferece cursos de Educação Etnicorracial, História e Cultura Africana, Literatura e Cultura Africana e Cultura e Literatura indígena no Brasil. Os cursos são destinados à formação dos professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, diretores de escola, coordenadores pedagógicos e supervisores de ensino da rede municipal. São 40 vagas por turma, sendo que alguns cursos abrirão mais de uma turma.

O curso de Educação Etnicorracial é oferecido para os professores de Educação Infantil e do Fundamental. Aborda as contribuições dos costumes africanos à nossa cultura, adequando as práticas pedagógicas dos educadores, a fim de encontrar a melhor maneira de abordar esse tema com as crianças em sala de aula. História e Cultura Africana é direcionado aos professores do Ciclo I e II do Fundamental e expõe as noções gerais de geografia, história, religião e política do continente africano.

Já Literatura e Cultura Africana é específico, ao tratar das literaturas africanas de língua portuguesa e afro-brasileira, em diálogo com outras artes de expressão negra. O curso também é destinado a professores do Ciclo I e II. Por fim, Cultura e Literatura Indígena no Brasil apresenta aos professores do Fundamental os povos indígenas, tanto no imaginário quanto no cotidiano.

A carga horária de cada curso é de 20 horas e as datas para inscrição variam, podendo ser ser feitas até um dia antes do início das aulas. Para participar, os interessados deverão comparecer à sua respectiva Diretoria Regional de Educação e levar o RG.

Grade de programação

Curso 1: Educação Etnicorracial – Educação Infantil

Ciclo I e II
N° de Vagas: total de 40 por turma
Turma 1 - DRE – JT – Educação Infantil Datas: 14/10, 28/10, 4/11, 11/11, e 25/11
Horários: das 13h30 ás 17h30
Local: Centro de Formação – DRE Jaçanã/Tremembé
Endereço: Av. Gal. Ataliba Leonel, 1021, Carandiru

Turma 6 e 7 - DRE – JT

Ciclo I
Datas: 13/10, 20/10, 27/10, 17/11 e 10/11
Horário: das 13h30 às 18h30

Ciclo II
Data: 13/10, 20/10, 27/10, 17/11/11 e 10/11
Horários: 18h30 às 22h30
Local: Centro de Formação – DRE Jaçanã/Tremembé
Endereço: Av. Gal. Ataliba Leonel, 1021, Carandiru

Curso 2: História e Cultura Africana Ciclo I e II

Turma 1 e 2 - DRE – IP

Ciclo I
Data: 9/10, 23/10, 13/11, 27/11 e 4/12
Horário: das 13h30h às 17h30

Ciclo II
Data: 9/10, 23/10, 13/11, 27/11 e 4/12
Horário: das 8h30h às 12h30
Local: EMEE Helen Keller
Endereço: Rua Pedra Azul, 314, Aclimação

Curso 3: Literatura e Cultura Africana Ciclo I e II

Turma 1 e 2 - DRE – CL

Ciclo I
Data: 6/10, 27/10, 17/11, 24/11 e 8/12
Horário: das 8h30h às 12h30

Ciclo II
Data: 8/10, 22/10, 29/10, 12/11 e 26/11
Horário: das 13h30 às 17h30
Local: EMEF Tajal
Enderelço: Rua Tajal, s/nº, Conjunto Habitacional São Bento
Telefone: 5821-7196

Curso 4: Cultura e Literatura indígena no Brasil

Ciclo I e II

Turma 1 - DRE – IQ
Data: 7/10, 14/10, 21/10, 28/10 e 4/11
Horário: das 13h30 às 17h30
Local: Cefor
Av. Maria Luiza Americano, 2021, Cidade Líder

SOLIDARIEDADE AOS MAPUCHE(SOLICITAMOS URGENTES PROVIDÊNCIAS)‏

À Todos (@s)
Nesta  Rede e   Redes  Parceiras  na Internet.

Há  meses  estamos  publicando e  replicando  apelos feitos  por nossos  irmãos, Parentes Mapuche(Chile). Reforçamos  aqui um breve histórico da grave  situação:
Situação dos mapuche
 "No último dia 12 de julho, um grupo de presos políticos mapuche iniciou uma greve de fome nas prisões de Concepción e Temuco, no Chile. Aos poucos outros presos desta etnia, em outras unidades carcerárias, também aderiram à greve. Eles protestam contra a aplicação da lei antiterrorista e pela desmilitarização das comunidades onde eles reivindicam direitos políticos e territoriais. Atualmente, 32 mapuche reivindicam seus direitos por meio deste ato que põe em risco suas próprias vidas. Abaixo  duas  fontes de  relato  do quanto se  arrasta  esta  situação "secular".
http://www.correiointernacional.com/?p=872 (Natalie Hart)
(Por Tatiana Félix, Adital.)http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4957/9/)
No  dia de  Hoje, recebemos em  Redes Indígenas  fortes  apelos  por Provdências, que aqui passamos  à  relatar , conforme  nos solicitam:"Podran cortar todas las flores del mundo pero no detendran la primavera.Pablo Neruda. "Compañeros (as) Amigos todos : hacemos un llamado para hacer declaraciones de solidaridad con el Pueblo
Mapuche en huelga de hambre. y de rechazo a la posicion intansigente del gobierno de Piñerira.
Gracias por su colaboracion. Esperamos sus aportes que haremos llegar a destino."
Luisa Toro Cofre


VICTOR  LLANQUILEO que ha pedido que se difunda textualmente lo siguiente:" SI EL GOBIERNO QUIERE NUESTRA MUERTE PARA SENTARSE A DIALOGAR, LA TENDRA. A ESTAS ALTURAS LA ASUMIMOS COMO  ALGO INEVITABLE". (Fonte desta  informação:Arysteides TURPANA Igwaigliginya(Literatura  Indígena).
Solicitamos  que  a  Anistia Internacional ,bem como  Direitos  Humanos-ONU, e  todos que  possam, busquem  AUXILIAR.
Não se  pode  seguir  nesta  situação, desta  FORMA, pondo mais e mais em risco   vidas e  comprometendo além da  Integridade de  Toda  uma Nação.
Solicitamos URGENTES  PROVIDÊNCIAS, de  forma  justa e  resguardados os Direitos à  Vida, sobretudo aqui nos manifestamos.      
Liana  Utinguassú. 
Servidora/Presidente
Organização-Yvy Kuraxo
CMCP-Conselho Mundial de  Cidadania Planetária

6 de out. de 2010

Índia de 11 anos morre no HR à espera de medicamento

Marta Ferreira e Angela Kempfer

Uma criança índia de 11 anos morreu no dia 28 de setembro, no Hospital Regional, em Campo Grande, vítima da burocracia e do jogo de empurra entre instituições públicas que deveriam zelar pela saúde dela.

A terena Vanessa Rodrigues Gabriel tinha lúpus, uma doença grave que afeta articulações, coração, pele e rins, entre outros órgãos. No caso de de Vanessa, o rim já estava comprometido.

No dia 16 de setembro, foi receitado para ela o medicamento Rituximab, droga que tem custo de R$ 5,7 mil por ampola de 50 ml.

Começou então o jogo de empura que envolveu Hospital Regional, Funai (Fundação Nacional do Índio) e Funasa (Fundação Nacional de Saúde), o órgão que é responsável pela saúde dos índios no País.

As três instituições públicas trocaram ofícios entre o período de 20 de setembro e primeiro de outubro, quando, em resposta a um documento enviado pela Funai, o diretor técnico e de assistência do HR, Alexandre Frizzo, informou que a menina havia falecido no CTI pediátrico do hospital.

Empura-empurra - No primeiro ofício, datado de 20 de setembro e assinado pelo coordenador regional da Funai, Edson Fagundes, a fundação solicita à Funasa que seja fornecido o medicamento prescrito por uma pediatra.

Na resposta, no dia 22 de setembro, o coordenador regional da Funasa, Flávio da Costa Britto Neto, respondeu que é o Hospital Regional, onde a menina sendo tratada, que deve providenciar o medicamento. Ele alega que o HR recebe recursos para a atenção especializadas aos povos indígenas, enquanto à Fundação caberia garantir a atenção básica apenas.

“Assim, solicitamos que a sobredita instituição providencie o medicamento para a paciente Vanessa Rodrigues Gabriel”, encerra o coordenador da Funasa.

Diante da resposta, no dia 27 de setembro, o coordenador da Funai encaminhou novo ofício, dessa vez ao HR, com o alerta “urgente”, para tentar conseguir o remédio mais rapidamente, e apelou “às razões humanitárias”, diante da negativa da Funasa.

“Não nos parece razoável que uma jovem cidadã brasileira triplamente vulnerável (criança, indígena, adoentada) permaneça sem medicação, aguardando o deslinde de questões meramente burocrático-administrativas, enquanto seu quadro clínico corre risco de agravar-se”.

A situação já era irreversível. A menina morreu horas depois ao envio do ofício da Funai, às 2h do dia 28 de setembro, como informado na resposta dada pelo Hospital Regional, que encerrou a troca de ofícios.

Vanessa morreu apenas 8 dias após completar 11 anos. Ela veio da Terra Indígena Buriti, localizada nos municípios de Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia, para se tratar em Campo Grande.

Fonte: http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=309296

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...