Os povos indígenas são os principais homenageados da 14ª edição da Feira Internacional de Artesanato no Nordeste - ARTNOR. Além da ambientação, que traz ícones da tradição e cultura dos índios, uma pequena oca montada no centro da feira abriga representantes de cinco tribos brasileiras - Kariri Xocó, Xukuru Cariri e Karapotó, de Alagoas; Pataxó, da Bahia; e Terena, do Mato Grosso do Sul.
Enquanto conhecem um pouco mais da cultura indígena, os visitantes podem comprar colares, brincos, instrumentos de caça, pesca e objetos de decoração confeccionado pelos índios. O representante do Movimento Indígena Nacional, Mateus Terena, é um dos participantes da ARTNOR. Segundo Terena, a iniciativa de apoiar e incentivar o povo indígena numa feira internacional reforça o compromisso do Sebrae em promover inserção do artesão, mesmo que ele seja índio, com o mercado consumidor. Estudante de Antropologia pela Universidade Federal de Brasília (UNB), Mateus Terena, compreende que, mesmo com a interferência do "branco", das novas tecnologias e da globalização no modo de vida os povos indígenas, o índio ainda preserva suas tradições. "O índio não pode ficar à tona da realidade atual, mas está em nossas raízes a preservação da cultura e as nossas tradições são transportadas para o artesanato". Nos dias 15 e 17 de janeiro, terça e quinta-feira, as cinco tribos que estão na ARTNOR realizarão apresentações das danças indígenas.
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.
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