Ato da OAB terá abraço simbólico às causas indígenas

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul, com apoio da administração regional da Fundação Nacional do índio (Funai), estará realizando no próximo dia 18 (sexta-feira), o "Abraço Intercultural Indígena pela Paz". Previsto para às 9 horas, o ato será marcado por dois abraços à sede da OAB-MS, sendo o primeiro a de índios, e o segundo, simultâneo, de advogados em torno dos índios.
Na última semana, o presidente da Seccional, Fábio Trad, e a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da própria OABMS, Delasnieve Miranda Daspet de Souza, reuniram-se com o administrador regional da Funai para o Baixo Pantanal, Claudionor do Carmo Miranda, acertando os detalhes do evento, que também é apoiado pela Comissão Especial de Assuntos Indígenas da Ordem no Estado.
O objetivo do abraço, segundo o presidente da OAB-MS, Fábio Trad, é chamar a atenção dos poderes públicos e da sociedade de um modo geral, para a crescente onda de violência entre os povos indígenas, principalmente em Mato Grosso do Sul. "A OAB tem por finalidade não só a denúncia social das iniqüidades e injustiças, mas também despertar a sociedade para situações de descalabros, como a que vem sendo submetida a comunidade indígena no Estado", afirmou. Os dados finais levantados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) apontaram um número alarmante de mortes nas aldeias de Mato Grosso do Sul por agressão em 2007. Segundo as estatísticas, foram 44 contra 18 no ano de 2006, número considerado bastante preocupante pelas autoridades ligadas ao setor, o que também demonstra a necessidade de providências imediatas e eficientes para se combater o problema. Fábio Trad alertou que o "povo indígena está, praticamente, sendo dizimado pela insensibilidade do Estado e omissão da sociedade. O índio é nosso passado, nossa história e a nossa cultura". Ainda segundo o presidente da OAB-MS, "a nossa indiferença de hoje se compara à crueldade dos colonizadores, que tratavam os índios como 'coisas'". "Ser evoluído não é apenas aperfeiçoar-se nas tecnologias, mas sobretudo, ser um constante aprendiz da lógica do amor. Respeitar os índios é amar ao próximo", concluiu o presidente da Seccional, que já está mobilizando as comunidades indígenas e advogados da Capital e interior do estado.
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.