Pular para o conteúdo principal

Movimento civil mexicano saúda Exército Zapatista


  
Imagen activaSão Cristovão das Casas, México, 16 set (Prensa Latina) O poeta Javier Sicília, líder do Movimento pela Paz com Justiça e Dignidade, saudará hoje os representantes do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) em Caracol Município Autônomo de Oventik.

  Sicília, em uma inusual comemoração do Grito de Independência no auditório de São Cristovão das Casas, recordou que a verdadeira independência existirá quando se cumpra o pactuado pelo governo federal e o EZLN em 1996, conhecido pelos Acordos de San Andrés.

Na tradicional celebração, o ativista assegurou que enquanto persista essa pendência da nação com os povos indígenas não haverá paz, nem justiça, nem dignidade.

Sicília recordou igualmente que os zapatistas são uma reserva moral e uma luz para o país, "pois eles atiçaram a consciência nacional", assegurou.

Homens e mulheres desta terra, há 17 anos, levantaram a cabeça e se tornaram visíveis não só aos negados, aos esquecidos, aos desprezados da nação, aqueles que por desgraça nossa independência não lhes fez justiça ainda, declarou.

Também mencionou que às feridas ancestrais e estruturais dos povos índios se soma agora as vítimas da violência da guerra pelo controle do poder e do dinheiro.

"As dores e a dignidade com a qual têm resistido os povos indígenas e mantido em pé o espelho no qual o país deve se olhar, somamos agora as dores e a dignidade que esta guerra nos trouxe", pontualizou.

Sicília acrescentou também que "por isso temos ido do centro ao norte e do norte ao sul, para unir dores, revelar as feridas e nos unirmos em busca da paz e a justiça, que nos são negadas ao longo da história".

Na comemoração da data pátria em São Cristovão das Casas, localidade do estado de Chiapas onde irrompeu o EZLN em 1994, organizações sociais, religiosas, camponesas e cidadãs manifestaram sua solidariedade e simpatia com o Movimento pela Paz.

Da mesma forma denunciaram utilizar o combate do crime organizado como pretexto para justificar a guerra de contra-insurgência que ainda se realiza em Chiapas.

Assim mesmo condenaram o saque dos recursos naturais dos povos indígenas, o maltrato aos imigrantes e a violência do crime organizado.

Nesta sexta-feira a Caravana da Paz continuará seu percurso pelos estados do sul mexicano e encaminha-se para Tabasco.

Desde sua partida, no último dia 9 de setembro do Zocalo (praça central) da Cidade do México, ao qual retornaram o próximo 19, o grupo tem percorrido mais de dois mil quilômetros, com mais de 15 ônibus, várias dezenas de automóveis e uns 600 integrantes, incluídos os meios de imprensa.

O movimento cidadão em seu percurso é acolhido por organizações sociais e cidadãs de cada localidade visitada.

mv/km/es

Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…