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Etnia Javaé, da Ilha do Bananal, se prepara para os Jogos dos Povos Indígenas


A etnia Javaé, da Ilha do Bananal, que abrange as aldeias Barreira Branca, São João, Canoanã, Imotxi, Txuiri, Boto Velho e Wari-Wari, e conta hoje com uma população de cerca de 1.487 indígenas,  inicia nesta segunda-feira, 19, a preparação da equipe para a disputa  11ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, que está programado para acontecer na Ilha de Porto Real, em Porto Nacional, entre 8 e 15 de outubro, deste ano. A informação foi repassada pelo coordenador da etnia Javaé, Darci Javaé. Segundo o dirigente, sua etnia participará dos Jogos dos Povos Indígenas com 40 atletas, sendo 25 homens e 15 mulheres, que disputarão várias modalidades entre elas a luta corporal, canoagem, natação, corrida de tora, arremesso de lança, além da apresentação cultural e apresentação do artesanato local.
Darci Javaé disse que este final de semana encerrará a seleção dos atletas envolvendo as aldeias que compõe a população Javaé da Ilha do Bananal.  O coordenador ressaltou ainda  que será importante a participação de sua etnia nos Jogos, pois é uma maneira de poder conhecer outros povos, além de trocar experiências.  “ Nossa intenção, além de ter uma boa participação na competição, é trocar experiências e levar nosso artesanato e mostrar nossa pintura corporal aos outros povos”, ressaltou Darci Javaé.
Povos Indígenas
A 11ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas está programada para acontecer na Ilha de Porto Real, em Porto Nacional, entre 8 e 15 de outubro, deste ano, e deve reunir mais de 1.400 indígenas de 29 etnias do Brasil e de outros países. O Tocantins participará do evento com suas oito etnias -,  Karajá, Apinajé, Krahô, Xerente, Javaé, Krahô Kanela, Aticum e Pankararú. (Reinaldo Cisterna)
Fonte: Ascom Secretária da Juventude

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Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…