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Histórias indígenas alimentam imaginação do público durante a FLIMT

As histórias indígenas trazem imagens inusitadas e belas, que tentam explicar os humanos, os fenômenos da natureza e a origem das coisas procurando sempre dar sentido e criar diferentes modos de vida. Essas histórias serão contadas por escritores e professores durante a Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT).

As “Rodas de Histórias Indígenas” começam na quarta-feira, às 11h, na Oca Central, e vão encher os ouvidos de crianças e adultos que acompanharem as atividades. A primeira roda será comandanda por Ely Macuxi e Eliana Potiguara. À tarde, a “Roda de História” será no Pavilhão da República, a partir das 15h30, com o escritor Cleomar Umutina e com Yaguarê Yamã, índio do povo Saterê Mawé que vive na fronteira entre os Estados do Amazonas e do Pará.

Na sexta-feira (09.10), mais rodas acontecem. "De manhã, às 11h, a atividade será na Oca Central priorizando a temática feminina. Nós pensamos em uma roda só composta de mulher indígenas para este horário”, explica Cristino Wapixana, vice-coordenador nacional do Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas (Nearin). O Nearin é parceiro da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) na idealização da FLIMT.

Às 16h, também na sexta-feira, a roda será no Stand Nearin, com os escritores Elias Seixas e Olívio Jekupé. Olívio é Guarani da Aldeia Krukutu, autor de diversos livros, que contam mitos, poesias e histórias dos índios Guarani. Entre os títulos, “Verá – O contador de histórias”, “Larandu – O cão falante” e “Xerekó Arandu - A morte de Kretã”.

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…