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Construção de hidrelétricas no Norte preocupa índios

A construção de pelo menos 229 pequenas hidrelétricas no norte do País, planejada pelo governo brasileiro, preocupa tribos indígenas da região, segundo o jornal britânico The Guardian. Opositores ao projeto dizem que as obras vão danificar o meio ambiente e ameçar a sobrevivência de tribos como os Ikpeng.

Conhecidas como PCHs, sigla para Pequena Central Hidrelétrica, as construções de pequeno porte têm capacidade instalada entre 1 e 30 megawatts. Segundo a publicação, há 346 PCHs no País, além de 70 em construção e 159 aguardando licença.

"Os peixes vão fugir e as águas começarão a baixar", disse o índigena Komuru Txicao sobre a construção de represas na região. "Não precisamos de eletricidade na floresta. Precisamos de peixes, água e terra", continuou.

De acordo com o jornal, os projetos do governo brasileiro para a construção de hidrelétricas são grandes. A represa de Belo Monte, no rio Xingu, será a terceira maior do tipo no mundo, produzindo mais de 11 mil megawatts de eletricidade.

A tribo de Komuru está preocupada com a construção de uma rede de hidrelétricas próxima ao Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), quatro PCHs operam perto da reserva e uma aguarda licença. A Aneel diz que 13 PCHs estão sendo construídas no Estado e outras 19 esperam por autorização. Segundo o governo, as represas vão movimentar a agricultura do País e levar eletricidade para pequenos municípios.

"Isso vai nos afetar diretamente. Eles estão represando todos os rios", disse Kumare, um representante dos índigenas da região. Kumare alega que as represas vão tornar a migração dos peixes impossível.

Em maio do ano passado, o engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende foi atacado por indígenas durante uma apresentação sobre a hidrelétrica de Belo Monte. Em junho, a Justiça do Pará suspendeu a aceitação dos estudos de impacto ambiental da obra, o que adiou o leilão para a construção da usina para outubro. A previsão inicial era setembro.

Redação Terra

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28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

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