Pular para o conteúdo principal

XI ENCONTRO DE ESCRITORES E ARTISTAS INDÍGENAS. Tema: LITERATURA INDÍGENA: A BOLA DA VEZ

16 º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós

Dia 3 de junho – Terça-feira: XI Encontro de Escritores e Artistas Indígenas

Literatura Indígena: A Bola da Vez

A cultura é a alma de um povo. Essa essência pode ser conhecida e reconhecida por diversos meios e manifestações. Para as tradições dos povos indígenas, todo movimento é circular, mas para que se movimente, assim como a bola em um jogo de futebol, precisa de agentes que embora estejam em posições diferentes, são responsáveis uns pelos outros. A literatura escrita pelos indígenas se movimenta no campo literário mostrando a diversidade cultural e a sabedoria dos povos indígenas, falando de uma ancestralidade atualizada, chamando a atenção do mundo para a preservação da diversidade biológica e da educação. A bola da vez é a necessidade de conhecimento que trará mudanças significativas para a qualidade de vida dos brasileiros. No jogo da vida todos são igualmente importantes: a bola precisa ser tocada.
09h – Ritual de abertura
10h – A magia Feminina na Literatura Indígena
Aurilene Tabajara – Escritora – O sabor do saber traduzido em palavras
Eliane Potiguara – Escritora – Mulheres que correm com suas guerreiras
Naná Martins – Escritora – Outros olhares femininos na literatura infantil
Mediação: Ninfa Parreiras – Escritora, Tradutora e Especialista em Literatura Infantil e Juvenil
14h – Literatura e leitura: Pontos e contrapontos
Marcelo Munduruku – Escritor – Literatura Indígena, Identidade dos Povos.
Olívio Jekupé – Escritor – O crescimento da literatura escrita pelos indígenas
Tiago Hakiy – Escritor – Poética da floresta para crianças
Mediação: Roni Wasiry Guara – Escritor e ilustrador
15h -– Literatura Indígena: a bola da vez
Ailton Krenak – Escritor – Uma farra da terra: literatura de invenções
Anna Claudia Ramos – Escritora – Jornadas literárias indígenas
Kaká Verá – Escritor – Literatura indígena e infância: o poder das fábulas ancestrais
Mediação: Cristino Wapichana – Escritor
16h30 - Encerramento – Lançamento coletivo de livros de autores indígenas.

http://www.salaofnlij.org.br/seminario/segundo-dia

Serviço

Local: Auditório (Centro de Convenções SulAmérica) - Av. Paulo de Frontin, nº 1 - Cidade Nova - RJ
Dias: 02, 03 e 04 de junho de 2014.
Horário: 9h às 17h.
Inscrição pelo e-mail:seminario@fnlij.org.br
Inscrições até 
23 de maio de 2014:
R$ 110,00 para os 3 dias
R$ 50,00 para inscrição avulsa
Inscrições após 
24 de maio de 2014:
R$ 130,00 para os 3 dias
R$ 60,00 para inscrição avulsa
A partir do dia 28/05/2014 as inscrições somente serão realizadas no 16º Salão FNLIJ.
A inscrição no Seminário dá direito à entrada gratuita no Salão, durante o período de realização do Seminário. A inscrição só estará efetivada, após o envio do comprovante do depósito bancário identificado.

Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

“O DIA DO ÍNDIO É UMA FARSA CRIADA COM BOA INTENÇÃO”

Por ÁTICA SCIPIONE | Em 19/04/2012 Autor de mais de 40 livros infantojuvenis adotados em escolas de todo o país, Daniel Munduruku fala nesta entrevista sobre preconceitos à cultura indígena e sobre a educação para a diversidade.

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…