Pular para o conteúdo principal

ESTANTE VIVA - Encontros Literários com Daniel Munduruku





Projeto literário do SESC Belenzinho traz bate-papo com Daniel Munduruku
por Esteta Beleza e Arte em Poesia e Literatura 




No dia 20 de setembro, quinta-feira, o projeto Estante Viva do SESC Belenzinho recebe o escritor e professor Daniel Munduruku, autor de mais de 30 livros sobre a cultura dos povos nativos. No encontro – que acontece na Biblioteca, às 20 horas, com entrada gratuita – o autor vai conversar com o público sobre os livros e as leituras que foram marcantes em sua formação.

Munduruku selecionou 30 publicações da Biblioteca do SESC Belenzinho que serão os focos do bate-papo. O escritor vai justificar a escolha das obras literárias e revelar a importância de cada uma delas em sua vida pessoal e trajetória profissional.

Durante um mês, os livros escolhidos pelo autor ficam expostos em uma estante especial. Entre os títulos, selecionados por Munduruku destaque para: O Pequeno Príncipe (Saint-Exupery), Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach), Alice no País das Maravilhas (Lewis Carrol), Longe é Um Lugar Que Não Existe (Richard Bach), O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder), As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley), Tao Te Ching – O Livro Que Revela Deus (Lao–Tse), Memórias Inventadas (Manoel de Barros), Minha Guerra Alheia (Marina Colasanti), Os Amores Difíceis (Ítalo Calvino), Rasif - Mar Que Arrebenta (Marcelino Freire) e Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (Mia Couto).

O escritor Daniel Munduruku pertence ao povo Munduruku do Pará. É graduado em Filosofia e Doutor em Educação pela USP. Também é autor de mais de 30 livros voltados para o público infantil e juvenil e para educadores. É Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República e Diretor-Presidente do Instituto Uka – Casa dos Saberes Ancestrais. Recebeu diversos prêmios literários, entre eles Prêmio Jabuti e Prêmio Unesco para Literatura em Prol da Tolerância Entre os Jovens.

Alguns livros publicados: Como Surgiu - Mitos Indígenas Brasileiros (2011), Karu Taru - O Pequeno Pajé (2009), O Karaíba - Uma História do Pré-Brasil (2009), Kabá Darebu (2002) e O Homem que Roubava Horas (2007).

Bate-papo: Estante Viva

Com: Daniel Munduruku
Dia 20 de setembro – quinta-feira – às 20 horas
SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700
Biblioteca - Grátis - Duração: 60 min – Classificação etária: Livre
Estacionamento: R$ 6,00 (1ª hora) + R$ 1,00 (p/ hora) - não matriculado no SESC; R$ 3,00 (1ª hora) + R$ 1,00 (p/hora) – matriculado no SESC.

Estante Viva

Estante Viva é um projeto sobre livros, leitores e leituras. Como a imagem criada pelo escritor argentino Jorge Luís Borges, esse tema assemelha-se a um jardim de caminhos que se bifurcam, onde um livro leva até outros livros, a leitura desperta novas leituras do mundo, onde há sempre um novo começo, uma outra história, um lugar a ser desvendado ou redescoberto.

Em 2011, o projeto recebeu os escritores Ferréz, Ignácio de Loyola Brandão, Evandro Affonso Ferreira, Pedro Bandeira, Antonio Cícero, Nuno Ramos, Beatriz Bracher e Índigo. Cada um selecionou cerca de 30 livros do acervo da biblioteca do SESC Belenzinho que consideraram especiais para sua formação. Em encontros com o público deram seu depoimento sobre esses livros, que os tornaram leitores: os primeiros contatos com a leitura, os autores preferidos, o momento de uma história ficcional marcante; sobre como livros, “escondidos” em estantes de biblioteca, podem revelar os caminhos de cada um.

As seleções revelam sempre diferentes caminhos, encontros e formas de aproximação com o livro e com a leitura, trajetórias diversas e diferentes olhares para o acervo. Esta iniciativa do SESC Belenzinho busca incentivar a leitura, promover o diálogo do público com o acervo de sua biblioteca e, desta maneira, mantê-la “viva”.

Em 2012, na segunda edição do projeto, além de poetas e prosadores, foram convidamos filósofos e tradutores. A proposta é ampliar o olhar ao acervo da biblioteca, destacando não só a leitura literária, mas também das áreas do conhecimento que compõem o acervo. Neste ano, já passaram pelo projeto Ricardo Azevedo, Olgária Matos, Reinaldo Moraes, Luiz Ruffato e Lourenço Mutarelli. Após Daniel Mundukuru (20/9), os encontros são com Mamed Mustafa Jarouch (25/10) e Sérgio Vaz (22/11).

Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…