Pular para o conteúdo principal

RIO +QUANTO?


Povos Indígenas e Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Cultural: Rio+Quanto?

20 anos após a Eco 92, o Brasil será novamente anfitrião da Conferência Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, também conhecida como Rio+20, prevista para acontecer de 20 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. Entre os temas centrais em discussão estão a Economia Verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, além do fortalecimento da estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. A Rio+20 se propõe a promover ações que integrem os três pilares básicos do desenvolvimento sustentável que devem ser melhor integrados: o econômico, o social e o ambiental.
A importância das culturas dos Povos Indígenas na Rio+20 emerge de forma frágil nos debates do eixo social, entretanto, a sobrevivência física e cultural dos Povos Indígenas está ligada à preservação de seus territórios tradicionais. As mudanças decorrentes das alterações climáticas e da degradação ambiental têm afetado diretamente a vida de Povos Indígenas, cujas atividades de subsistência estão relacionadas ao uso direto da biodiversidade, afetando especialmente mulheres e crianças. Os baixos índices de desenvolvimento humano situam os Povos Indígenas na condição de segmentos sociais em situação de extrema pobreza no Brasil, em contradição com o desenvolvimento econômico que eleva o país à 6ª economia do mundo.
O universo indígena no Brasil é constituído de 817 mil pessoas, o que corresponde a 0,4% da população brasileira, segundo o censo do IBGE de 2010, pertencentes a 240 Povos Indígenas, que falam 180 línguas e habitam 683 Terras Indígenas (FUNAI, 2011). Os Povos Indígenas no Brasil possuem direitos exclusivos de usufruto sobre cerca de 15% do território nacional, isto é, aproximadamente 110 milhões de hectares que incluem as áreas de maior importância da biodiversidade brasileira, em especial no bioma Amazônico.
Quais os desafios e expectativas dos Povos Indígenas para inserir suas demandas nos 3 eixos do Desenvolvimento Sustentável? Quais os avanços e boas práticas existentes entre as Instituições de Ensino e Pesquisa tem incluído Povos Indígenas como protagonistas da temática de biodiversidade e desenvolvimento sustentável? “Povos Indígenas e Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Cultural: Rio+Quanto? consiste em uma proposta de diálogo entre os diferentes atores presentes no cenário brasileiro, que serão anfitriões da Rio+20.

 PROGRAMAÇÃO PROVISÓRIA
Mesa Redonda: “Povos Indígenas e Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Cultural: Rio+Quanto?

Local: Escola de Cinema:Darci Ribeiro 
 Data: 14 de junho de 2012.

13:30 - Cerimônia de Abertura
Mesa Redonda: “Povos Indígenas e Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Cultural: Rio+Quanto?
Ministério da Relações Exteriores – Divisão de Meio Ambiente. (DEMA – Itamaraty)
Ministério do Meio Ambiente – Secretaria de Biodiversidade e Florestas (MMA – SBF)
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI)
UnB∕ UFRGS∕ UFSC ∕UNOCHAPECÓ∕
16:00 Intervalo e Feira Intercultural com Comercialização de Arte Indígena
16:15 Debates
17:30 Cerimônia de Encerramento.


Informações disponíveis no site do INBRAPI www.inbrapi.org.br


Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…