Pular para o conteúdo principal

Ministra defende sustentabilidade com erradicação da pobreza

Em pronunciamento nesta quarta-feira (29/02) na Comissão de Meio Ambiente do Senado, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a posição brasileira na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho na cidade do Rio de Janeiro. Para ela, a crise econômica mundial não deve afetar o debate sobre a inclusão com sustentabilidade na Rio+20 porque “felizmente não há uma crise de ideias no mundo”.

Segundo ela, o Governo trabalha para que o encontro seja uma conferência de cúpula, que reúna um número expressivo de líderes mundiais. Disse que a presidente Dilma Rousseff está pessoalmente empenhada em assegurar o sucesso do encontro. Além disso, salientou que “vamos reunir no Brasil lideranças de vários segmentos da sociedade em todo o mundo, e não só líderes de governos”, salientou.
A ministra lembrou que a Rio+20 não será uma conferência temática sobre meio ambiente, mas que abordará principalmente questões ligadas ao desenvolvimento. “Nosso desafio é trazer a questão ambiental para o centro das discussões sobre as estratégias de desenvolvimento dos países”, lembrou. Ela acredita que o encontro será um marco para a discussão de um novo modelo econômico, com preservação ambiental, sustentabilidade e inclusão social e vai contribuir para fortalecer o protagonismo brasileiro nas questões ambientais.
A expectativa do governo brasileiro é de que as lideranças reunidas possam encontrar pontos de convergência, respeitando as diferenças e o estágio de desenvolvimento de cada um dos países participantes. Para Izabella, como nenhum país do mundo aceitaria abrir mão do crescimento econômico, o que se espera é que a Rio+20 possa definir compromissos multilaterais fortes rumo à economia verde e o desenvolvimento com inclusão social adaptados às diferentes realidades.
As mudanças econômicas, os programas sociais e modelo de geração de energia limpa do país serão destacados na Conferência. “Temos que valorizar os nossos esforços”, defendeu Izabella, lembrando que o Brasil é o único país no mundo com mais de 75% de sua matriz energética limpa. Lembrou que desde a realização da Rio-92, o país foi um dos que mais avançou rumo a sustentabilidade. “A economia verde para nós já é uma realidade”, destacou. A relevância e reconhecimento internacional conquistado pelo Brasil nas questões ambientais foram destacados pela ministra. Segundo ela, esse papel terá peso nas negociações da Conferência. “Queremos debater a economia verde, mas com inclusão social e busca da erradicação da pobreza”, concluiu. (Fonte: MMA)

Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…