27 de fev de 2012

Bibliotecas rurais do MDA chegam a mais quatro municípios do Maranhão

(Da assessoria AQUI Sudoeste)



O objetivo é promover o hábito da leitura
(foto: divulgação)Brasil - Brasília (DF), 06/02/2012 - O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) inaugura 17 bibliotecas rurais no Maranhão nesta terça-feira (7). A ação faz parte do Programa Arca das Letras e beneficiará quatro municípios: Pedreiras, Igarapé Grande, Lima Campos e Alto Alegre do Pindaré. A iniciativa da pasta contribui para o incentivo à leitura no campo, auxiliando na educação e gerando mais cidadania à população rural. O estado já somava 447 acervos, que atendiam mais de 47 mil famílias. Com a entrega, serão 40 bibliotecas.

“Em todo o país, já são 8.820 acervos rurais implantados pelo MDA. Essa experiência permite afirmar que a população rural tem gosto especial pela leitura. É comum encontrarmos leitores que leem 20 ou 40 livros por ano nas comunidades rurais. A chegada do Arca das Letras proporciona alfabetização para todas as idades”, enfatiza a coordenadora nacional do Programa Arca das Letras e coordenadora geral de ação cultural do ministério, Cleide Soares.

A entrega dos novos acervos maranhenses será feita em parceria com a Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (ASSEMA). O município de Pedreiros já tem quatro bibliotecas, instaladas em 2011. As comunidades de Igarapé Grande, Lima Campos e Alto Alegre do Pindaré recebem pela primeira vez os acervos. As comunidades beneficiadas pelo programa ganham bibliotecas com livros de literatura infantil e juvenil, além de técnicos, didáticos e histórias em quadrinhos. “Os títulos são organizados conforme o interesse dos moradores locais”, detalha a coordenadora do programa no MDA.

Os acervos que ainda serão inaugurados no Maranhão seguem o mesmo padrão dos já em utilização em todo o Brasil e ficarão sob os cuidados de voluntários selecionados por meio de consulta popular, os agentes de leitura. O programa conta com 17,5 mil agentes capacitados em todo o Brasil para atender e instruir os usuários. Com a inauguração das novas unidades, o Maranhão terá, no total, 846 agentes de leitura.

Cleide Soares explica também que os móveis-bibliotecas, as chamadas “arcas”, utilizadas para armazenar os livros, foram doados pela Prefeitura Municipal de Alto Alegre do Pindáré, Associação Cultural Lima Campense/MA e pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Igarapé Grande. O fornecimento dos livros e materiais de trabalho para os agentes de leitura ficou a cargo do ministério.

Sobre a Arca das Letras

Criado pelo MDA em 2003, o Arca das Letras implantou em todo o país mais de 8,8 mil bibliotecas rurais. Até agora, o número de livros distribuídos passa de 1,5 milhão, beneficiando mais de 800 mil famílias do campo. A administração das bibliotecas é feita por agentes de leitura, que contribuem para melhorar os índices educacionais de suas comunidades e valorizar a cultura no meio rural.
As bibliotecas são instaladas na casa de um morador, ou na sede de uma associação rural. As comunidades escolhem os assuntos que formam os acervos, o local onde a biblioteca funcionará e indicam os moradores que serão capacitados como agentes de leitura. Os acervos contêm livros nas áreas de literatura infantil, para jovens e adultos, de saúde, agricultura, meio ambiente e livros didáticos para pesquisa escolar.

Mais bibliotecas

Em 2012, o MDA inaugurou, por meio do programa Arca das Letras, 23 bibliotecas rurais distribuídas nos estados de Minas Gerais, Ceará, Paraná e São Paulo. Em alguns locais, a entrega ocorreu para atender a uma solicitação dos moradores, como foi o caso do assentamento Santa Maria da Lagoa, do município de Ilha Solteira (SP). O pedido da população resumia o interesse em desenvolver o hábito da leitura nas famílias e apoiar as pesquisas dos estudantes.

Em São Paulo, funcionam 261 bibliotecas do Programa Arca das Letras, instaladas em 112 municípios. As unidades foram entregues para as comunidades entre 2006 e 2010, em parceria com o Instituto de Terras de São Paulo (Itesp), Programa Luz para Todos, Furnas, Incra e Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário em São Paulo (DFDA/SP).

O Arca das Letras também chegou à comunidade indígena de Engenheiro Fchnnor, do município de Araçuaí, em Minas Gerais, para beneficiar os índios da etnia Pankararu Ipataxó. Com a iniciativa, o MDA já implantou 31 acervos indígenas no estado de Minas, que abrangem outras etnias do território mineiro, os Pankararu e os Maxacali.

“Os temas dos livros foram indicados pelos índios de Engenheiro Fchnnor, além de outros assuntos que foram incluídos pelo ministério e que possam ajudar no entendimento de seus direitos, como estatutos. Nossa ideia é contribuir para a valorização da cultura indígena. São títulos de literatura brasileira, literatura indígena, cidadania e meio ambiente”, explica Cleide Soares.

Ela afirma que o acervo tem como meta fortalecer a comunidade do ponto de vista cultural. “Acreditamos que a biblioteca é um componente para agregar valor às ações já desempenhadas pelos índios, ampliando as fontes de informação. Temos exemplos de sucesso em outras comunidades, onde o material do Arca das Letras ajudou na criação de projetos locais de técnicas agrícolas”, destaca Cleide.

No Paraná, o ministério entregou na semana passada outros dois acervos. O Programa Arca das Letras está em funcionamento em 312 comunidades rurais paranaenses, disponibilizando acesso à leitura para mais de 30 mil famílias. A população do campo no Ceará também recebe o incentivo. Cerca de mil comunidades já receberam as bibliotecas, e dois mil agentes de leitura fazem os trabalhos voluntários de circulação dos livros
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