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Caminhos para a literatura indígena são debatidos durante a FLIMT

Redação 24 Horas News


Cumprindo o objetivo dos projetos Encontro da Literatura Indígena e Conversando sobre Literatura e Cultura indígena, a II Feira do Livro indígena de Mato Grosso (Flimt) abriu espaço para que os participantes debatessem o tema. Em duas reuniões realizadas durante a FLIMT, escritores, artistas e lideranças indígenas presentes falaram dos caminhos para a literatura indígena, a preservação da memória e cultura tradicional. 
 
Samira Marcos, do povo Xavante, ressaltou a importância de eventos como a FLIMT: "A Feira é muito importante para nós do povo índigena, é a partir dela que as pessoas começam a se conscientizar sobre a nossa realidade. Ela destaca a presença do cacique Raoni, como uma forma de fortalecer a luta dos povos indígenas por políticas publicas mais consistentes no setor cultural. “A presença dele veio pra fortalecer a nossa Feira e a luta dele em relação as terras indigenas, manter e preservar a cultura indigena e tudo o que isso agrega”. 
 
A Escritora Maria Inês do Espírito Santo, veio do Rio de Janeiro contribuir e conhecer de perto a única Feira do Pais voltada para a temática indígena. Para ela, a FLIMT trouxe a confirmação da importância da cultura como o maior instrumento de resistência. Ao final do encontro, os presentes reafirmaram a necessidade de mais políticas publicas para a valorização da cultura indígena, a capacitação, fomento e preparação e novos protagonistas para a divulgação e valorização dos povos indígenas no estado e no pais.
 

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…