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Estímulo à leitura


Sara Saar 
Do Diário do Grande ABC


Ouvir permite às crianças desenvolver o hábito da leitura, além de aguçar a imaginação e aumentar a familiaridade com a língua. Boa opção é levar os pequenos à 1ª Felit (Feira Literária de São Bernardo), que abriga contações de histórias, lançamentos de livros infanto-juvenis e performances de ilustradores até o dia 14.

A escritora Miriam Portela lançou ontem os títulos "Não Tem Cabeça, Nem Pé, Você Sabe o Que É?" e "Galinha Inês", ambos indicados para crianças de três e quatro anos. "É importante saber como o público sente o livro. O contato com as crianças me energiza. Volto para casa revigorada", afirmou a autora depois do encontro. 

As crianças se divertiam durante as contações de histórias. "Aos olhos das crianças, o escritor é um ser especial. É gostoso ver em seus olhinhos todo o encantamento", completa. Para a professora Luciene Fernandes, da EMEB Ivaneide Nogueira, a contação de histórias desperta as crianças para o mundo letrado. "Elas interagem bastante com os contadores e gostam de manusear os livros", afirma. 

Estimular a leitura deve ser ação partilhada entre escola e família. "Alguns pais não têm tempo; outros, paciência. Nem sempre leem, ou seja, criam ambiente propício para a leitura", conta Miriam, que cresceu cercada de livros. Segundo a escritora, é preciso ler histórias para as crianças antes de dormir assim como levá-las a bibliotecas e livrarias. 

No dia 10, Miriam retorna à feira para lançamentos de outros títulos, agora indicados para crianças de sete e oito anos. Entre eles, estão as obras "A Rainha da Cocada Preta" e "Só Se Você Prometer".

PÚBLICOOntem quase todo o público ainda era formado por professores e alunos da rede municipal de ensino. A expectativa da organização é de que a Felit atraia as famílias durante o fim de semana. "Os pais são exemplos para os filhos. Trazer as crianças à feira significa dar testemunho de que se importam com a leitura", afirma a secretária geral do evento, Elizabeth Serra.

LITERATURA INDÍGENA
Um dos estandes da feira é dedicado à literatura indígena. Organizado pelo Inbrapi (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual), o espaço oferece ao público a oportunidade de conhecer a diversidade das culturas indígenas por meio de vivências que envolvem contações de histórias, danças e cantos. 

"De alguns anos para cá, percebo que as crianças já não fazem perguntas como: "Você é índio de verdade?"", afirma o escritor Elias Yaguakãg, autor de livros como "Historinhas Marupiaras". Para ele, a literatura já quebrou paradigmas. "Nos livros, você encontra a essência das culturas", afirma.


1ª Felit (Feira Literária de São Bernardo). No Pavilhão Vera Cruz - Avenida Lucas Nogueira Garcez, 756, São Bernardo. Visitação: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h; aos sábados e domingos, das 10h às 21h. Ingr.: R$ 2. Até dia 14. Site: www.educacao.saobernardo.sp.gov.br.

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

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