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Educadora do interior de São Paulo ganha 8º Concurso Curumim

Em cerimônia realizada no dia 06 de junho, durante a abertura do 13º Salão FNLIJ do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro, a professora Tani Mara de Aquino foi agraciada como vencedora da 8º edição do Concurso Curumim de leitura de obras de autores indígenas.

O concurso Curumim consiste em premiar projetos educativos que privilegiam a leitura de obras de autores indígenas e que ajudam alunos a conhecerem com mais profundidade a cultura dos povos indígenas brasileiros.
É organizado anualmente pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil -  FNLIJ - e é aberto para educadores de todo o país.

Tania Mara, que é professora na Escola Estadual Professor Joaquim Ferreira Pedro, no bairro Santo Antônio, na cidade de Lorena, desenvolveu um projeto denominado: Kabá Darebu: Identidade.


Durante o desenvolvimento do projeto a professora fez as crianças pensarem sobre suas origens a partir da obra literária Kabá Darebu, de Daniel Munduruku.

O autor esteve na escola na finalização do projeto para uma gostosa conversa com os estudantes a fim de mostrar os benefícios da leitura literária no desenvolvimento de uma consciência cidadã.
No momento da premiação, a professora evidenciou o apoio de seus pares mesmo reconhecendo as dificuldades em desenvolver este tipo de projeto por conta da desatualização das bibliotecas escolares, especialmente na ausência de obras de autores indígenas.
A ganhadora do prêmio irá receber um kit de livros para crianças e jovens e a publicação de seu projeto no site e no informativo da FNLIJ.

O Concurso Curumim é voltado para professores brasileiros que desenvolvam algum projeto com a leitura de obras de autores indígenas.
Anualmente o concurso é divulgado no site da FNLIJ e traz uma lista sugestiva e atualizada de obras de autores indígenas que podem servir de base para o desenvolvimento do projeto.






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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

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Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…