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Semana Cultural Guarani e Educação Escolar Indígena


6a Semana Cultural Guarani e 2a Conferência da Educação Escolar Indígena Itaty:
Nhandereko Tenonde Rã - O Futuro da Nossa Cultura

Palestras, debates, oficinas, comida típica, apresentação do coral, exposição de artesanato, canto e dança, pintura corporal e jogos guarani.


O evento é organizado pelas lideranças da etnia indígena guarani, com apoio da Orionópolis Catarinense, do departamento de eventos da Unisul e do projeto "Povos Originários" (grupo de estudos da UNISUL conhecido também como “Revitalizando Culturas”).

O encontro tem um objetivo endocultural, como explica o coordenador do projeto “Povos Originários”, Jaci Rocha Gonçalves. “Isso é um estímulo para que a cultura se fortaleça em si mesma, possa firmar seus valores”. O coordenador ainda ressalta que o evento tem a organização do povo indígena. “A pauta do evento são eles que definem, eles são muito bem organizados, cada um tem a sua função”.

Esse ano o tema do evento será o “Nhandereko Tenonde Rã”, em português “O Futuro da Nossa Cultura”. Durante a semana serão realizados vários debates, rituais da cultura guarani, exposição do artesanato e de toda a arte guarani, além da “2ª Conferência da Educação Escolar Indígena Itaty” onde será discutida a organização do currículo guarani. Além de um grande almoço com a culinária típica do povo guarani no domingo, dia 17 de abril.

Será realizada também uma reunião para a aldeia de Itaty se unir ao COPRIP (Conselho Pela Igualdade Racial Palhocense).



Programação

12/04 (terça-feira)
9h às 12h - Abertura com o coral, palestras e debates sobre educação infantil (com comunidades indígenas, com sábio e com a Secretaria da Educação Municipal)
14h - Continuação dos debates e análise de propostas

13/04 (quarta-feira)
9h às 12h - Oficinas sobre educação infantil com alunos da escola e a comunidade
14h - Palestra sobre a legislação na educação indígena e elaboração de propostas da comunidade Itaty e demais comunidades

14/04 (quinta-feira)
9h às 12h - Discussão sobre as séries iniciais e ensino fundamental (com a Secretaria da Educação do Estado e o Diretor da GERED)
14h - Peça de teatro sobre meio ambiente
15h - Discussão sobre o ensino médio e o ensino de jovens e adultos

15/04 (sexta-feira)
9h às 12h - Discussão sobre educação escolar Guarani
14h às 17h - Elaboração de documentos
20h - Cerimônia na Opy

16/04 (sábado)
9h às 12h - Exposição do artesanato com oficinas de cestaria e bijuteria Guarani
14h - Canto, dança e jogos

17/04 (domingo)
9h às 12h - Exposição do artesanato com oficinas de cestaria e bijuteria Guarani
12h às 14h - Grande almoço tradicional Guarani
14h - Canto, dança e jogos

18/04 (segunda-feira)
9h às 12h - Discussão com a FUNAI sobre a desintrusão da Terra Indígena
14h - Reunir informações sobre o PACIG e o DNIT


19/04 (terça-feira)
9h às 12h - PACIG e túnel do Morro dos Cavalos
15h - Encerramento
20h - Cerimônia Opy

Público alvo
Estudantes, profissionais e comunidade, interessados em conhecer a cultura indígena Guarani

Inscrições
Aberto ao público.
Pede-se a colaboração de um quilo de alimento não perecível (evitar arroz e feijão) como troca pela hospitalidade do povo guarani.

Doações
Para fazer doações em dinheiro a conta é no banco do Brasil, ag: 2383-3, conta: 17601-x.

Como chegar
BR-101, km 235, sentido Sul, após a Enseada de Brito, Palhoça (SC).
É necessário ficar na pista da direita e reduzir a velocidade. Ao passar pela enseada, deve-se virar à direita para cruzar a BR-101 até a aldeia.

Contato
(48) 3242 4426 (escola)
(48) 3242 4692 (cacique)
jaci.goncalves@unisul.br (Jaci Gonçalves)

Peju Katu Nhemombaraete!
(Venha se fortalecer)


Cartaz de divulgação do evento (clique para ampliar)






Fonte: Unisul Hoje .:. Revista Ciência em Curso .:. Revitalizando Culturas

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Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

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