Pular para o conteúdo principal

Funasa registra avanços nos indicadores de Saúde Bucal nas áreas indígenas



A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) através do O Departamento de Saúde Indígena (Desai) divulgou dados sobre os principais indicadores de atenção coletiva e individual em saúde bucal, ofertada às populações indígenas, em todo pais. As informações compõem o relatório ‘Vigilância em Saúde Indígena – Dados e Indicadores selecionados 2010’, produzido pelo Desai no período de 2000 a 2009, o qual destaca progressos importantes na organização dos serviços odontológicos e no atendimento realizado pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei).
A Funasa tem investido fortemente na aquisição dos materiais de higiene oral (escova e creme dental fluoretado) para provimento à população indígena no intuito de fortalecer as atividades de promoção e prevenção da saúde bucal. Os dados apontam um crescimento médio de 386% na oferta desses itens à população indígena no ano de 2009, em relação ao ano de 2003. A ação coletiva de escovação dental supervisionada alcançou cobertura de 58,33% em 2009. Em 2010, dados parciais (janeiro a julho) do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (módulo de Saúde Bucal) indicam cobertura de 70,81%.
A cobertura de primeira consulta odontológica programática alcançada no ano de 2009 foi de 11,95%. Em 2010, dados parciais (janeiro a julho) do Siasi indicam cobertura de 18,33%, portanto, um crescimento de 63,38% na cobertura de 2010 em comparação com o ano anterior. Isso significa que aproximadamente 108. indígenas em todo o Brasil tiveram acesso aos serviços de atenção odontológica nesse ano.
O número de pacientes indígenas com tratamento odontológico básico concluído em relação ao número de pacientes atendidos aumentou 79,9% no período entre 2004 e 2010. Esse indicador representa o percentual de pacientes que foram atendidos e estão livres de cárie dentária e doença periodontal. O indicador também demonstra a qualidade da atenção em saúde bucal ofertada nos Dsei do Brasil.
O número de procedimentos clínicos odontológicos realizados em um atendimento ao paciente indígena também tem aumentado nos últimos anos. De acordo com o relatório do Desai, a relação entre procedimentos e atendimento registrado em 2007 foi de 1,81; em 2008 foi de 1,95; em 2009 foi de 2,38; e em 2010 foi de 2,60. O aumento registrado no período foi de 43,64%, dado que comprova que atenção está direcionada para conclusão do plano de tratamento do paciente objetivando o controle de infecção intrabucal.


Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

“O DIA DO ÍNDIO É UMA FARSA CRIADA COM BOA INTENÇÃO”

Por ÁTICA SCIPIONE | Em 19/04/2012 Autor de mais de 40 livros infantojuvenis adotados em escolas de todo o país, Daniel Munduruku fala nesta entrevista sobre preconceitos à cultura indígena e sobre a educação para a diversidade.

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…