Cimi diz que capangas impedem índios de terem até água

Cerca de 80 índios da etnia Guarani Kaiowá Y’poí estão cercados e sob ameaças de capangas contratados por fazendeiros, em Paranhos (469 km de Campo Grande), segundo o Cimi (Conselho Indigenista Missionário). Os índios estão em fazendas que reivindicam como suas terras ancestrais.

De acordo com o Conselho, os índios estão impedidos de deixar o acampamento e estão sofrendo com falta de acesso à água, comida, educação e saúde. Crianças estão ficando doentes.

A Funasa (Fundação Nacional de Saúde) não atende à comunidade alegando falta de segurança. Durante a noite, os capangas fazem disparos com as armas.

Em outubro de 2009, os professores indígenas Genivaldo Vera e Rolindo Vera desapareceram após se envolverem em um conflito com homens armados na Fazenda São Luiz.

O corpo de Genivaldo foi localizado em um córrego. A cabeça estava raspada e ele estava coberto de ferimentos. Rolindo até hoje não foi localizado.

Para o Cimi, é preciso que autoridades garantam a presença da Funasa e da Polícia Federal no local para providenciarem cuidados adequados à comunidade indígena.