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Governo do Tocantins discute realização do III Fórum Social Indígena

O Governo do Tocantins, através da Seciju - Secretaria da Cidadania e Justiça, na busca de melhorias para os povos indígenas do Estado, realiza o III Fórum Social Indígena com o tema “Novos Olhares, Novas Perspectivas para os Povos Indígenas”. Parceiros do Fórum reuniram-se na tarde desta quarta-feira, 3, no auditório da  Seciju, para discutirem os detalhes do evento. De acordo com o projeto do Fórum, o acontecimento da conferência permite fazer uma avaliação conjunta sobre a visibilidade que os órgãos governamentais passaram a ter em relação às políticas públicas para os povos indígenas.
Dentre os objetivos do Fórum estão a identificação de subsídios à estruturação e consolidação de políticas públicas indigenistas para o Tocantins; oportunizar e ampliar o conhecimento acerca dos direitos e deveres indígenas, fortalecendo as organizações representativas e o envolvimento de estudantes universitários indígenas como facilitadores, possibilitando a construção coletiva para melhores perspectivas de vida.
O III Fórum trará uma visão abrangente sobre a política indigenista na atualidade, com palestras que abordarão os eixos norteadores que apontam as principais demandas, que são: políticas de promoção da igualdade racial para os povos indígenas no Brasil; biodiversidade e conhecimentos tradicionais; os desafios dos direitos indígenas na atualidade; a formação empreendedora como estratégia de combate à insegurança alimentar e nutricional nos territórios indígenas; educação escolar indígena; educação superior para indígenas; a situação da saúde indígena no Tocantins; saberes, inovações práticas dos povos indígenas na conservação do meio ambiente; procedimentos de elaboração de projetos via SICONV – Sistema de Convênio, do Governo Federal e os povos indígenas e seus valores culturais.
O evento, que está previsto para acontecer de 7 a 9 de abril, no auditório do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, contará com a participação de lideranças indígenas de reconhecimento regional, nacional de internacional.
Estiveram presentes representantes da Seciju, Seduc – Secretaria Estadual da Educação, STDS – Secretaria Estadual do Trabalho e do Desenvolvimento Social, Sesau – Secretaria Estadual da Saúde, UFT – Universidade Federal do Tocantins, SEPPIR/PR – Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, UNEIT – União dos Estudantes Indígenas do Tocantins, OIT – Organização Indígena do Tocantins, ADTUR-TO – Agência de Desenvolvimento Turístico do Tocantins, Polícia Militar, CIM, Funai, Funasa, Assembléia Legislativa, SANEATINS, PROVIDA e universitários.

Indígenas no Tocantins

No Estado existem sete povos indígenas, os quais são: Apinayé e Krahô (povos Timbira); Javaé, Karajá e Karajá/Xambioá (povos Iny); Xerente (povo Akwê) e Krahô-Canela. Estes totalizam uma população de 11 mil e 589 indígenas. Além destes povos, existem representações étnicas oriundas de outros Estados, as quais são formadas pelos povos: Ava-Canoeiro, Tuxá, Guarani, Pankararu, Atikum, Apurinã, Fulni-ô, Guajajara, Krikati, Gavião e Macuxi, que somam, aproximadamente, 280 indígenas. Ao todo totalizam 11 mil e 869 indígenas.
Os povos indígenas do Estado vêm se organizando social e politicamente com o objetivo de participar da política de desenvolvimento social, econômico e ambiental do Tocantins, através de organizações locais, regionais e estaduais, além de suas tradicionais lideranças. (Informações da Ascom/Seciju)

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

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Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…