Pular para o conteúdo principal

Retrato da leitura no Brasil e cultura “Nambiquara” são temas de palestras

Além de adquirir livros, conhecer escritores importantes da nossa literatura e participar de oficinas, os visitantes da FLIMT também podem aproveitar a programação para construir conhecimento sobre áreas específicas. Este é o objetivo das duas palestras agendadas para a tarde da terça-feira (6), uma com a escritora e pesquisadora Ana Maria Ribeiro, e outra, com o jornalista e escritor Galeno Amorim.

A primeira palestra está marcada para as 14h, no estande externo na Praça da República. O tema “Retrato da leitura no Brasil” será ministrado por Galeno Amorim, jornalista com cerca de 20 anos de experiência em importantes veículos nacionais, como O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, Agência Estado e Rede Globo. Autor de dez livros, a maioria deles para crianças, Galeno também foi professor na Universidade de Ribeirão Preto e dirigente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, ocupações que contribuíram para a construção do conhecimento sobre a “leitura no Brasil”. A palestra, ainda será aberta pela professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nelilda Ormond Braga, que contribuirá com o tema apresentado.

Já às 18h, o assunto será a cultura do povo indígena brasileiro Nambiquara. Tratada pela pesquisadora da Fundação Nacional do Índio (Funai), e doutora em história, Ana Maria Ribeiro, a palestra “Além do Artefato: Cultura material e imaterial Nambiquara” terá a duração de uma hora, e é destinada a estudantes, professores e pesquisadores.

Ana Maria Ribeiro é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e também do Conselho Editorial da Universidade Federal de Mato Grosso. Dentre suas cinco obras publicadas destacam-se “Senhores da memória: uma história do Nambiquara do Cerrado (1942-1968)” e “Hatisu Nambiquara: lembranças que viraram histórias”.

Fonte: Gazeta Digital

Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…