Na programação, constam debates com vistas à melhoria da organização administrativa e pedagógica das escolas da comunidade Cinta Larga, qualidade da educação indígena, construção de escolas nas áreas indígenas para os filhos de índios e as obrigações das Secretarias da Educação de Rondônia e Mato grosso, além da qualificação de professores e outros pontos.* A professora Marli Cahulla ao fazer uso da palavra desejou que o encontro fosse produtivo, e que o momento reflita a preocupação do Governo do Estado e Seduc em estarem próximos da comunidade indígena para discutir a formulação e implementação da política estadual de educação escolar indígena. "Este Governo avançou muito no quesito educação escolar indígena”, disse a secretária, destacando os investimentos do governo nesta área e o compromisso da Seduc para com a educação, não só indígena, mas com todas as modalidades, "pois o nosso objetivo é avançar e fortalecer a educação publica, tornando-a com mais qualidade em Rondônia, e inserida neste processo de avançar está a educação escolar indígena", afirmou. A secretária Marli Cahulla ainda ressaltou o compromisso do governador Ivo Cassol para com os povos indígenas, fazendo um resgate dos investimentos durante sua gestão. "Ao final do encontro, quando eu receber o documento, irei me sentar com o MPF, através do procurador Reginaldo Trindade, a Seduc de MT e os representantes dos Cinta Larga para avançarmos nas propostas e reivindicações, porque o Governo de Rondônia tem interesse, dentro de suas possibilidades, de atender às reivindicações deste povo que realmente necessita da ajuda do poder público". Ela ainda lembrou que cada ente tem seu papel nesta luta da educação indígena nas esferas Federal, Estadual e Municipal. A abertura ainda contou com a presença de Padre Franco, prefeito do município; Ilo Marinho, procurador da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Cacoal; Neide Siqueira, representante da Funai (Brasília); Marcelo Cinta Larga, coordenador do Conselho do Povo Cinta Larga; os assessores de Gabinete da Seduc, José Carlos Paim, Daniel Diogo e Flávio de Jesus; a gerente de Educação Sônia Casimiro; a assessora Jurídica Leniza Matos; Salete Mezommo, do Setor de Lotação da Seduc; os representantes de Ensino Edinaldo Lustoza (Cacoal) e Nilce Barella (Espigão do Oeste); o chefe de Núcleo d Educação Escolar Indígena da Seduc, Elizeu Machado, entre outros membros de comunidades indígenas. No primeiro dia, o índio Marcelo Cinta Larga apresentou documento produzido durante a "Assembléia do Plano de Gestão do Território Cinta Larga", de 17 a 19 de junho de 2008, na aldeia Rio Seco, em Juína (MT), contendo reivindicações emergenciais quanto à implantação de uma escola pólo indígena que atenda às necessidades educacionais a partir da segunda fase do ensino fundamental até o ensino médio, e solicita ainda que seus representantes participem da discussão sobre a localização e implantação. Ao final, da reunião, já com as demandas formuladas, os participantes irão elaborar um documento único que contemple metas objetivas a serem alcançadas em curto, médio e longo prazos por diversos órgãos responsáveis pela educação escolar do grupo tradicional. "Neste documento serão elaborados planos de ações em prol da educação escolar indígena do povo Cinta Larga, buscando estabelecer ações a serem executadas pelos órgãos competentes", explicou a secretária Marli, que ainda disse que os índios estão corretos em reivindicar uma educação de qualidade para seus povos, para que os alunos índios não venham para a cidade, perdendo seus valores, cultura e costumes. | |
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Fonte: ASSESSORIA Rondoniaovivo |
MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou...
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