Qualidade na educação indígena será tema de debate até sexta feira

Segue até a próxima sexta-feira (28), em Cacoal, a reunião interinstitucional sobre a educação escolar nas comunidades indígenas Cinta Larga (RO e MT), que foi aberta nessa terça-feira (25), no auditório da Escola Estadual Josino Brito. Participaram da abertura, a secretária de Estado da Educação, professora Marli Cahulla, que representou o Governo de Rondônia; Sebastião Ferreira de Souza, representando a secretária da Educação de Mato Grosso, Ságuas Moraes Souza; o procurador federal, Reginaldo Pereira da Trindade, entre outras autoridades e lideranças indígenas.
Na programação, constam debates com vistas à melhoria da organização administrativa e pedagógica das escolas da comunidade Cinta Larga, qualidade da educação indígena, construção de escolas nas áreas indígenas para os filhos de índios e as obrigações das Secretarias da Educação de Rondônia e Mato grosso, além da qualificação de professores e outros pontos.*
A professora Marli Cahulla ao fazer uso da palavra desejou que o encontro fosse produtivo, e que o momento reflita a preocupação do Governo do Estado e Seduc em estarem próximos da comunidade indígena para discutir a formulação e implementação da política estadual de educação escolar indígena.
"Este Governo avançou muito no quesito educação escolar indígena”, disse a secretária, destacando os investimentos do governo nesta área e o compromisso da Seduc para com a educação, não só indígena, mas com todas as modalidades, "pois o nosso objetivo é avançar e fortalecer a educação publica, tornando-a com mais qualidade em Rondônia, e inserida neste processo de avançar está a educação escolar indígena", afirmou.
A secretária Marli Cahulla ainda ressaltou o compromisso do governador Ivo Cassol para com os povos indígenas, fazendo um resgate dos investimentos durante sua gestão.
"Ao final do encontro, quando eu receber o documento, irei me sentar com o MPF, através do procurador Reginaldo Trindade, a Seduc de MT e os representantes dos Cinta Larga para avançarmos nas propostas e reivindicações, porque o Governo de Rondônia tem interesse, dentro de suas possibilidades, de atender às reivindicações deste povo que realmente necessita da ajuda do poder público". Ela ainda lembrou que cada ente tem seu papel nesta luta da educação indígena nas esferas Federal, Estadual e Municipal.
A abertura ainda contou com a presença de Padre Franco, prefeito do município; Ilo Marinho, procurador da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Cacoal; Neide Siqueira, representante da Funai (Brasília); Marcelo Cinta Larga, coordenador do Conselho do Povo Cinta Larga; os assessores de Gabinete da Seduc, José Carlos Paim, Daniel Diogo e Flávio de Jesus; a gerente de Educação Sônia Casimiro; a assessora Jurídica Leniza Matos; Salete Mezommo, do Setor de Lotação da Seduc; os representantes de Ensino Edinaldo Lustoza (Cacoal) e Nilce Barella (Espigão do Oeste); o chefe de Núcleo d Educação Escolar Indígena da Seduc, Elizeu Machado, entre outros membros de comunidades indígenas.
No primeiro dia, o índio Marcelo Cinta Larga apresentou documento produzido durante a "Assembléia do Plano de Gestão do Território Cinta Larga", de 17 a 19 de junho de 2008, na aldeia Rio Seco, em Juína (MT), contendo reivindicações emergenciais quanto à implantação de uma escola pólo indígena que atenda às necessidades educacionais a partir da segunda fase do ensino fundamental até o ensino médio, e solicita ainda que seus representantes participem da discussão sobre a localização e implantação.
Ao final, da reunião, já com as demandas formuladas, os participantes irão elaborar um documento único que contemple metas objetivas a serem alcançadas em curto, médio e longo prazos por diversos órgãos responsáveis pela educação escolar do grupo tradicional.
"Neste documento serão elaborados planos de ações em prol da educação escolar indígena do povo Cinta Larga, buscando estabelecer ações a serem executadas pelos órgãos competentes", explicou a secretária Marli, que ainda disse que os índios estão corretos em reivindicar uma educação de qualidade para seus povos, para que os alunos índios não venham para a cidade, perdendo seus valores, cultura e costumes.
Fonte: ASSESSORIA Rondoniaovivo