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Meu Vô Apolinário - Companhia Das Cenas

Publicado por: VI UMA PEÇA

Última apresentação dia 3 de setembro (terça-feira) às 16h - No SESC-Ribeirão Preto

Meu Vô Apolinário - Companhia Das Cenas 

Cercado de amigos eu entrei no galpão de eventos do SESC RP ao som agradável do canto de pássaros, o ambiente pareceu um grande abraço que aconchegou todos nós ao ponto de antes do início da peça brincarmos uns com os outros, sorrimos muito, concordamos mais, e pude sufocar a saudade de gente que eu não via há tempos, acredito que ali naquele galpão as nossas vozes e as nossas risadas compuseram a letra de uma canção desconhecida cuja melodia era aquele canto dos pássaros que saía das caixas de som.


                             

O espetáculo nos trouxe Daniel Munduruku, um ÍNDIO, que remexeu a areia repousante no fundo do mar para contar-nos sua estória, de maneira entusiástica nos apresentou sua infância e querendo ou não nos transportou para a nossa, uma viagem pelos nossos dias na escola, nossas brincadeiras preferidas, nosso primeiro amor ainda puro e ingênuo. E nos apresentou seu sábio avô Apolinário, parte de sua origem, parte de sua ancestralidade um homem de poucas, mas extremamente boas palavras que sem precisar fazer uso de sermões como fizeram outros que um dia aqui nesta terra chegaram, soube mostrar com simplicidade o orgulho de ser quem somos, de saber quem somos, de ser índio, ou como corrige o Vô: de ser “Indígena”.

Ao final percebi que estávamos um pouco mais crianças, curiosos, querendo ver o pássaro, ver a pintura, o cocar, eu tive vontade de andar naquela bicicleta.

E aquela sensação boa de amizade que pairou no ar antes mesmo da peça começar e do Daniel surgir sorridente pedalando a antiga Monark a própria peça fez questão de explicar:

“O canto do pássaro é um pedido para que você haja com o seu coração”


- Jeferson Menino.
 — com Companhia Das Cenas

Mais informações: http://www.sescsp.org.br/unidades/19_RIBEIRAO+PRETO/#/content=programacao

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