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RETOMADA INDÍGENA IV 19 a 24 de setembro – PUC-SP


RETOMADA INDÍGENA IV
19 a 24 de setembro – PUC-SP
Povos indígenas e o Estado Brasileiro
19/9 - 2ª feira 
Abertura – -19h - Pátio do Museu da Cultura
Dança indígena do povo Fulni-ô e Kariri Xokó
Filme Delírio verde (29 min., direção de Nico Muñoz/Argentina, An Baccaert/Bélgica e Cristiano Navarro/Brasil).
Debate sobre o filme com Cristiano Navarro (diretor) e palestra Conquistas e desafios dos Povos Indígenas nos últimos 20 anos, pela Profa. Dra. Lúcia Helena Rangel (Faculdade de Ciências Sociais – PUC-SP e da coordenação do Programa Pindorama).  
20/9 - 3ª feira – 19h - Sala 100 (1º andar do prédio novo)
Vídeo: Os “belos monstros” da Amazônia (25 min., Cimi-TV-UFAM)
Mesa redonda: Hidrelétricas e Povos Indígenas. Debate com a Profa Marijane Lisboa (Departamento de Sociologia-PUC-SP), com representante do MAB-Movimento contra as barragens, e Jussara Rezende do Conselho Indigenista Missionário, Regional Sul.
21/9 4ª feira – 11h - Pátio do Museu da Cultura
Oficina: Trançado fulni-ô, etnia de Pernambuco, ministrado por Avanir Florentino, do povo Fulni-ô.
19h –  Sala 100  (1º andar do prédio novo)
Mesa redonda: O Estado Brasileiro, a criminalização das lideranças indígenas e a situação dos presos indígenas.
Um representante do Ministério Público Federal – SP/MS, Dra. Michael Nolan, assessora jurídica do Cimi e Wagner Moraes, Sateré-Mawé, graduando Direito PUC-SP.
22/9 5ª feira – 10h. - Pátio do Museu da Cultura
Roda de conversaA cidade como local de afirmação dos direitos indígenas.
Moderadora: Prof. Lúcia Helena Rangel (PUC-SP). Participantes: representantes Pankararé, Pankararu, Kaimbé, Guarani e Fulni-ô, representante do Pindorama, Representante da Defensoria do Estado SP, Cimi-Grande São Paulo, Pastoral Indigenista, Centro Gaspar Garcia, Comissão Pró-Índio-SP.
19h. - sala 100  (1º andar do prédio novo)
 Mesa redonda: Os escritores indígenas hoje
Olívio Jekupé, Guarani Mbyá e escritor; Emerson Souza, Guarani Nhandeva, formado em Ciências Sociais PUC-SP e co-autor da coletânea A criação do mundo e outras belas histórias indígenas; Betty Mindlin, antropóloga e autora de vários livros sobre mitos e produção literária indígena e Nilton Colombo, professor da Oficina de Produção de Textos do Programa Pindorama.
23/9 6ª feira – 11h – Pátio do Museu da Cultura
Oficina: Como trabalhar a questão indígena na sala de aula, ministrado por Leopardo Yawabane, do povo Kaxinawá (Programa Pindorama).
19h. - (Sala P 65 – Prédio antigo)
Sessão comemorativa dos 10 anos de Pindorama
Convidados: Magnífico Reitor, Pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias PUC-SP, Fundação São Paulo, Funai, membros da coordenação do Programa, professores, parceiros, instituições apoiadoras e ex-alunos, com uma homenagem aos colegas que faleceram.
24/9 sábado – 13,30h – Auditório 239 (2º andar)
Debate: Os indígenas resistentes: ser indígena hoje - Emerson Oliveira Souza, Guarani Nhandeva, formado em Ciências Sociais PUC-SP/Pindorama, e Wagner Moraes, Sateré-Mawé e graduando em Direito na PUC-SP, Profa. Lúcia Helena Rangel, antropóloga e diretora adjunta da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP.
Projeção de filmes
18h – Auditório Paulo VI (ao lado da Biblioteca) – com roda de conversa.
3ª. Feira: Hidrelétrica Tucuruí – 30 anos depois. Prelazia do Xingu (18,40 min.)
4ª feira: Mbaraká. A palavra que age – Os xamãs na luta pela terra (Edgar Cunha e Gianni Puzzo, 25 min.)
5ª feira: Acampamento Terra Livre-Memórias de seis anos luta, APIB (25 min).
Exposição no Museu da Cultura
10 anos do Pindorama Pindorama com fotos e material produzido pelos alunos (trabalhos e monografias)
Banca de venda de artesanato (de 19 a 23/9 no saguão do térreo do prédio novo - 18 às 21h)
Povos: Fulni-ô, Pankararé, Guarani, Wasu-Cocal e Kariri-Xokó.
RealizaçãoPrograma Pindorama, Museu da Cultura, Pastoral Indigenista e Cimi-Grande SP.
Apoio: União Européia e OXFAM; Parceria: Associações Indígenas, Comissão Pró-Índio-SP, Centro Gaspar Garcia, Cursinho Foco e Pastoral Universitária.

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…