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Campo Grande recebe o seminário A Imagem dos Povos Indígenas no Século 21 de 01 a 07 de agosto

 Em Campo Grande (MS), cidade sede do Vídeo Índio Brasil, será realizado o Seminário “A Imagem dos Povos Indígenas no Século 21” para discutir as novas tecnologias da comunicação e o espaço que o índio tem na mídia brasileira. Os debates acontecem de 01 a 07 de agosto na sala do CineCultura (Pátio Avenida, Avenida Afonso Pena, 5.420, Chácara Cachoeira) sempre às 14h30min. 

Não é necessário fazer inscrição para participar do seminário. A programação - assim como as demais atividades do VIB - terá entrada franca.
 Abre o seminário no domingo (dia 01-07) o debate: “A imagem do índio no Brasil: das caravelas ao século 21” com as presenças de Cristino Wapichana do Instituto Indígena para a Propriedade Intelectual (DF), Beatriz Landa da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), com mediação de Edna Guarani, professora em MS.
 
 Na segunda-feira (dia 02-07) a programação acontece com o painel “Ava Marandu - Os Guarani Convidam” com a presença de Belchior Cabral coordenador do projeto Ava Marandu e os indígenas participantes Ismael Morel, Alfredo Garay, Eliel Benites, Ambrósio Vilhalva, Eliane Juca, Ademilson Concianza, todos de MS.  
 Terça-feira (03-07) a mesa “A televisão brasileira e o espaço para a difusão de conteúdos audiovisuais indígenas”, com Beto Almeida da TeleSur (DF) e mediação da jornalista Margarida Marques (MS).
 Na quarta-feira (04-07) estará em pauta “A televisão digital e a ampliação do espaço da TV pública e comunitária: perspectivas de promoção da diversidade cultural brasileira”, com Moysés Corrêa da Associação Brasileira de Canais Comunitários (RJ) e Gisele Dupin da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (DF), com mediação de Eliel Benites do Ponto de Cultura Teko Arandu (MS).
 Quinta-feira (05-07) a mídia impressa vai estar no centro dos debates com o tema “O papel da mídia impressa e o espaço reservado às questões indígenas”, com a participação de Patrícia Bandeira de Melo da Fundação Joaquim Nabuco (PE),  Ailton Krenak, jornalista (MG) e Antônio Brand da Universidade Católica Dom Bosco (MS), com mediação de João Terena, jornalista (MS).
 Sexta-feira (06-07) haverá discussão com o tema “A internet e o audiovisual: ferramentas de fortalecimento, registro e difusão das culturas indígenas” com as presenças de Jaborandy Tupinambá do Índios On-Line (BA), Devanildo Ramires do Ponto de Cultura Teko Arandu (MS) e Ronaldo Duque da TV Intertribal(DF). A mediação será de Divino Tserewahú cineasta indígena (MT).
 
Para encerrar o seminário no sábado (dia 07-08), o painel “Vídeos nas Aldeias” está confirmado com a presença do coordenador do projeto, Vincent Carelli, também diretor de dois filmes que serão exibidos durante o Vídeo Índio Brasil: “De volta à terra boa”, documentário sobre os índios Panará e “Corumbiara”, que entre outros prêmios, conquistou o Kikito de Melhor Filme no Festival de Cinema de Gramado em 2009.
 
Lançamento de livros
Junto à programação do seminário também serão lançados dois livros no dia 07-08, às 14h30min: “O Homem Algodão: Uma Etnohistória Nambiquara”, de Anna Maria Ribeiro F. M. da Costa, pesquisadora da Fundação Nacional do Índio e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (MT) e Os Direitos Constitucionais dos Índios e o Direito à Diferença, Face ao Princípio da Dignidade da Pessoa Humana”, de Samia Roges Jordy Barbieri, escritora, advogada e presidente da Comissão Especial de Assuntos Indígenas da Ordem dos Advogados do Brasil (MS).       


Fonte: Correio do Estado

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Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

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