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A questão indígena: Caminhos e Desafios

Data:  23 de abril a 29 de maio de 2010
Horário:  das 19h às 22h
Carga Horária: 36 horas
Preço:
Não disponível
Local: Anfiteatro da Defensoria Pública da União
Endereço: Rua Fernando de Albuquerque, 155
Cidade: São Paulo (capital) - SP
Objetivo:

O curso espera fornecer ferramentas que permitam a implementação da lei 11.435/2008, que tornou obrigatório o estudo dos povos indígenas no currículo oficial das escolas de ensino fundamental e médio das redes públicas e privadas, além de já levar ao aluno conhecimentos sobre as várias culturas indígenas para poder defender seus direitos.
Público Alvo:
Professores de ensino fundamental e médio, membros da Defensoria do Estado e da União, lideranças indígenas, estudantes etc.
Programa:
23/04 (sexta-feira) – Abertura oficial
Tema: Desafios da questão indígena na escola
Palestrantes: Benedito Prezia e Edson Kaiapó
24/04 (sábado)
Tema: Conhecendo as várias culturas indígenas
Palestrantes: Niminon Suzel Pinheiro e Marcos Tupã
07/05 (sexta-feira)
Tema: Os povos do cerrado – Xavante Bororo
Palestrantes: Renate Vietler e Jurandir Siridiwê Xavante
08/05 (sábado)
Tema: Os indígenas do Nordeste e os povos resistentes
Palestrantes: Renato Pankararé e Dora Pankararu
14/05 (sexta)
Tema: Utopias indígenas
Palestrantes: Marilia Ghizzi Godoy e Rose Kariri
15/05 (sábado)
Tema: A contribuição indígena para a cultura brasileira
Palestrantes:  Benedito Prezia, Daniel Munduruku e Edson Kaiapó
21/05 (sexta-feira)
Tema: Questão indígena: uma questão política
Palestrantes:  Gerá, Lucia Helena Rangel e Rejane Pankarau.
22/05 (sábado)
Tema: Questão indígena em São Paulo e o acesso à justiça
Palestrantes: Emerson Guarani, Pedro Macena, Magna Kambé e representantes da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e Defensoria Pública da União.
29/05 (sábado)
Encontro dos Defensores Públicos com as lideranças indígenas no CECI Jaraguá, Centro de Educação e Cultura Indígena localizado na aldeia guarani Aldeia Tekoa Pyau, no Jaraguá, zona Norte da cidade de São Paulo.
Palestrante(s):
Benedito Prezia, Edson Kaiapó, Niminon Suzel Pinheiro, Marcos Tupã, Renate Vietler, Jurandir Siridiwê Xavante, Renato Pankararé, Dora Pankararu, Marilia Ghizzi Godoy, Rose Kariri, Daniel Munduruku, Edson Kaiapó, Gerá, Lucia Helena Rangel, Rejane Pankarau, Emerson Guarani, Pedro Macena, Magna Kambé.

Organizador: Defensoria Pública do Estado de São Paulo
Telefone:  (à tarde)

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MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

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Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…