Pular para o conteúdo principal

FUNAI reconhece existência de povos indígenas no Piauí e promete assistência às comunidades locais.


Resultado do recente reconhecimento por parte da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) da existência de povos indígenas no Estado do Piauí tal como os índios Itacoatiara, em Piripiri, os Codó Cabeludo na região de Pedro II e os Cariris em Queimada Nova, a Coordenação Regional da Funai de Fortaleza, na pessoa do seu presidente Márcio Augusto Freitas de Meira, determinou, através da Portaria nº 344 a devida prestação assistencial às comunidades indígenas do Piauí.
Espera-se para o início do mês de maio a realização de reunião com representantes da Funai, Governo do Estado do Piauí, Fundação Cultural do Piauí (FUNDAC) para discutir a criação de uma coordenação técnica local que possa dá a devida atenção a uma população antes subestimada.
"Recebo com alegria o reconhecimento da FUNAI da necessidade de garantir assistência à população indígena piauiense, ainda mais estando a FUNDAC na realização da VIII Semana dos Povos Indígenas do Piauí, esta semana. Vejo isso como resultado positivo de todo um processo de pesquisa, de reconstrução da nossa história, da visibilidade e autoreconhecimento das comunidades remanescentes. Desde 2003 que a fundação tem procurado apoiar e fomentar toda iniciativa que reconheça o índio como agente de sua própria história”, falou a presidente da FUNDAC, Sônia Terra.

A VIII Semana dos Povos Indígenas entra no seu segundo dia, nesta terça (20) com uma palestra da Prof.ª Mestra Joina Freitas que abordará o tema “Índios Tremembés”. Logo em seguida a palestra será sobre “Cultura Indígena e o Cotidiano Familiar”, ministrada por Aliã Wamiri que é uma descendente Guajajara e graduanda do curso de Artes da UFPI.

Durante toda a semana haverá uma visitação guiada pelo Museu do Piauí. A VIII Semana dos Povos Indígenas estará aberta ao público e as inscrições para as palestras podem ser realizadas através do email: museudopiaui@ig.com.br.

O evento é uma realização da FUNDAC com o apoio da Associação Amigos do Museu do Piauí, Universidade Federal do Piauí – Curso Arqueologia e Memorial das Nações Indígenas. Para mais informações o telefone para contato é 3221-6027.
 
Fonte: 45Graus

Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…