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Índios ocupam prédio em protesto pela falta de médicos

Revoltados com a falta de médicos nas aldeias e com a decisão da Funasa de terceirizar os serviços de saúde no Distrito, índios da etnia Karajá e Canela, ocuparam a partir das 9:00 horas desta segunda-feira, dia 22 de junho, a sede administrativa do DSEI Araguaia, em São Félix do Araguaia.

Segundo Samuel Yriwana Karajá, coordenador da Ong Indígena Iny Mahadu, o motivo da ocupação é sensibilizar a direção do DESAI, em Brasília, para o sucateamento dos serviços de saúde indígena. “Nossas aldeias estão sem médicos. Está difícil encontrar profissionais de saúde para trabalhar na área indígena” declara Samuel.

Segundo ele “essa situação vai piorar ainda mais com essa decisão da Funasa de não fazer mais o convênio com as Ongs Indígenas e terceirizar todas as ações com empresas particulares.”

Samuel disse ainda que “Nosso movimento é pacifico. Queremos conversar com algum representante de Brasília. Vamos ocupar o prédio até que sejamos ouvidos. Queremos continuar com o convênio com as Ongs Indígenas e melhorias no atendimento médico em todas as nossas aldeias.”

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…