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Rede de saberes faz reunião em dourados com acadêmicos de direito

Visando aprofundar o conhecimento e a reflexão sobre os direitos indígenas no Brasil, com objetivo de fomentar o aprendizado técnico que permita contribuir no atendimento das demandas específicas dos povos indígenas, o programa Rede de Saberes, desenvolvido pela Instituições de Ensino Superior Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul campus de Aquidauana e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD realizou no dia 06 de junho de 2008 em Dourados um Encontro na UEMS às 15:00 hs para encaminhar a próxima etapa do Curso de Extensão destinado aos acadêmicos indígenas que cursam Direito em MS.
Além dos representantes de cada IES, estavam presentes representantes dos acadêmicos indígenas das diversas Universidades, com o intuito de avaliar os Cursos já realizados e discutir propostas para a nova fase do Curso de Extensão “Direito Indigenista para acadêmicos de MS”, que visa abordar temas que estejam articulados com as demandas indígenas, referindo-se à discussões sobre o ordenamento constitucional, legal e regulamentar brasileiro em relação aos povos indígenas, o direito internacional sobre os Povos Indígenas, a situação jurídica dos cidadãos indígenas, bens patrimoniais indígenas, a noção sobre Direitos Originários e os elementos constitutivos sobre suas terras tradicionais, o procedimento administrativo para demarcação de terras indígenas, hipóteses constitucionais de restrições aos direitos indígenas, organização, estrutura e funcionamento dos órgãos de administração pública que atuam com povos indígenas, entre outros.
Estavam presentes além de diversos acadêmicos de direito da UFGD,UFMS,UEMS e UCDB, o coordenador geral do rede de saberes, professor Antônio Brand, Beatriz Landa da coordenação do redes da UEMS e Eva Maria da coordenação do redes da UCDB.

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MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…