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Daniel Munduruku na Fundação Roberto Marinho

Estive na Fundação Roberto Marinho para um agradável bate papo com educadores que estão trabalhando com dois títulos de minha autoria que a prefeitura do Rio de Janeiro adquiriu para os alunos da rede de ensino.
A FRM montou um lindo material de apoio para que os educadores possam se aprofundar nos textos e extrair deles sua essência. Os dois livros adquiridos foram Catando Piolhos, Contando Histórias (Brinque Book) e Como Surgiu - Mitos Indígenas (Callis).
 Durante dois períodos tive a oportunidade de conversar com os educadores sobre o contexto das sociedades indígenas brasileiras. Fiz-lhes notar que não basta "ler uma história de índio" para que a tarefa educativa esteja cumprida. É necessário, antes de mais nada, contextualizar a realidade onde a história está inserida. Fazer apenas a contação sem oferecer outras informações é repetir estereótipos, maquiar a realidade, empobrecer a experiência de humanidade destes povos ancestrais e continuar tendo uma relação distante com eles e com sua compreensão de mundo e de humanidade.
Os educadores, grupos que estão num processo de formação bem adiantado, receberam a "novidade" com o coração muito aberto e puderam praticar a máxima de Paulo Freire: só ensina quem aprende.
No final recebi dois exemplares do material elaborado pela FRM. Posteriormente eu os li e, tirando alguns vícios de linguagem (índio, tribo...), o material é rico e merece ser conhecido por todos os educadores do Brasil.
Fica minha gratidão à FRM e a seus organizadores pela oportunidade de interagir com seus educadores e formadores.
Como Surgiu
Abaixo seguem as capas dos dois volumes preparado para os educadores.

Catando Piolhos, Contando Histórias

 No final do encontro consegui registrar algumas imagens com os professores presentes. Compartilho com todos vocês.







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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


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